<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Alavanca &#187; Alavanca Especial</title>
	<atom:link href="http://alavanca.art.br/editorias/alavanca-especial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://alavanca.art.br</link>
	<description>www.alavanca.art.br</description>
	<lastBuildDate>Thu, 06 Oct 2011 15:44:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	
		<item>
		<title>PROMOÇÃO: Concorra a kit do Garotas Suecas</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2010/11/03/promocao-concorra-a-kit-do-garotas-suecas/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2010/11/03/promocao-concorra-a-kit-do-garotas-suecas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 17:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Alavanca]]></category>
		<category><![CDATA[Escaldante Banda]]></category>
		<category><![CDATA[Garotas Suecas]]></category>
		<category><![CDATA[kit]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Move That Jukebox!]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[SESC Pompéia]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[sorteio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=12176</guid>
		<description><![CDATA[Veja quem levou kit da Alavanca e do Move That Jukebox! com CD, EP e vinil do sexteto, além de ingresso para o show de lançamento do Escaldante Banda no SESC Pompeia, no último sábado (6/11). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-12180" title="Garotas Suecas - Escaldante Banda (American Dust Records, 2010)" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2010/11/escaldantebanda_promocao_sesc.jpg" alt="" width="350" height="350" /><em><strong>Promoção encerrada!</strong> Quem levou os kits do Garotas Suecas foram <a href="http://twitter.com/B0MB0M" target="_blank">Yvone Delpoio</a> e <a href="http://twitter.com/gregoriosidades" target="_blank">Gregório de Almeida Fonseca</a>. Parabéns aos ganhadores e muito obrigado a todos que participaram.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* * *</em></p>
<p>A partir desta quinta (dia 4), você pode concorrer a kit do <a href="http://www.myspace.com/garotassuecas" target="_blank">Garotas Suecas</a> com <strong>três discos </strong>da banda e <strong>um ingresso</strong> para ver o sexteto no palco.</p>
<p>Ficou interessado? São <strong>duas chances</strong> de ganhar.</p>
<p>Tente a sorte no <a href="http://www.twitter.com/alavanca" target="_blank"><strong>Twitter da Alavanca</strong></a>, que vai sortear um kit aos seguidores que tuitarem a mensagem <em>&#8220;Quero kit do <a href="http://www.twitter.com/garotas_suecas" target="_blank">@garotas_suecas</a>, com discos e ingresso para o show de lançamento do Escaldante Banda no SESC Pompeia&#8221;</em>, e no <a href="http://www.movethatjukebox.com" target="_blank"><strong>Move That Jukebox!</strong></a> (<a href="http://movethatjukebox.com/sorteio-de-kit-completo-do-garotas-suecas-incluindo-ingresso-pro-show-de-lancamento-em-sp-vamae/" target="_blank"><strong>acesse o blog e saiba como participar</strong></a>), com quem deixamos outro kit.</p>
<p>Além de <strong>uma entrada gratuita</strong> para a apresentação do Garotas Suecas neste sábado (<a href="http://alavanca.art.br/2010/10/29/garotas-suecas-lanca-album-no-sesc-pompeia" target="_blank">veja detalhes</a>), cada kit vem com <strong>um CD </strong><em><strong>Escaldante Banda</strong>,</em> <strong>um EP <em>Dinossauros</em></strong> e <strong>um vinil de 7 polegadas do single &#8220;Bugalu/Eu&#8221;</strong>.</p>
<p>Os ganhadores devem retirar o prêmio no SESC Pompeia (Rua Clélia, 93 &#8211; Pompeia), no próximo dia 6, até às 21h. O resultado da promoção será divulgado na sexta (5), às 20h30. Aproveite!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2010/11/03/promocao-concorra-a-kit-do-garotas-suecas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Apanhador Só</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 20:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Kumpinski]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[FUMPROARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Gravações]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=9900</guid>
		<description><![CDATA[Alexandre Kumpinski, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda de Porto Alegre, despede-se da série de crônicas que escreveu com exclusividade para o site da Alavanca. O texto desta semana marca a chegada do primeiro álbum do quarteto, cujo show de lançamento já está agendado: dia 21 de abril, no Teatro Renascença. Neste domingo (11), o grupo apresenta e comenta as 13 canções do novo disco na rádio Ipanema FM, em transmissão ao vivo a partir das 12h. Veja os detalhes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>_DIÁRIO #8 – O Derradeiro</strong><br />
Porto Alegre, 6 de abril de 2010</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Eis o último capítulo do diário de bordo das gravações do disco da Apanhador Só. Como alguns puderam perceber, ele foi abandonado por muitos meses. Por isso, é previsível e coerente que eu me desculpe por esse abandono, e é isso mesmo que eu vou fazer:</p>
<p>Querido diário,</p>
<p>Quando a Pamela me convidou pra te escrever, fiquei realmente muito empolgado com a ideia. Mas não o suficiente pra achar que poderia te escrever uma vez por semana, porque afinal de contas eu sou um cara que demora bastante pra conseguir organizar os pensamentos em linhas legíveis. É um processo duro pra mim o de escrever, assim como é, às vezes, o de compor. Muito vem da inspiração, mas o que acaba por me foder é a transpiração do tipo intelectual, saca? É o meu ponto fraco, preciso admitir. E ela se mostra muito mais necessária na hora de escrever um texto do que na hora de fazer uma canção. Por isso eu disse, seguro de mim, que ia te escrever de quinze em quinze dias. E foi isso que consegui fazer por algum tempo. Agora, bem, lá se vai um semestre desde o <a href="http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009" target="_blank">capítulo #7</a>&#8230;</p>
<p>O que quero que tu entenda é que não foi por desleixo que parei de fazer crescer as tuas páginas. Por mais que pareça fácil escrever alguns parágrafos a cada 2 semanas, no meio de um monte de outros afazeres, essa tarefa pode ser<em> muy</em> árdua! &#8220;Mas se não foi por desleixo, foi por quê?&#8221; – tu poderia me perguntar. &#8220;Foi por prioridades&#8221; – eu responderia, mesmo que soasse como discursinho político.</p>
<p>O caso é que se não fosse o disco, tu não existiria. E isso prova, mesmo que de uma maneira torta, o quanto o disco é mais importante que tu. Esses últimos meses foram bastante dedicados a ele, pode acreditar. Finalizamos as mixagens, fizemos quatro versões da masterização até ficarmos satisfeitos, acabamos o projeto gráfico sob os comandos do Rafa Rocha, preparamos as documentações necessárias pra mandar o disco pra fábrica e, agora, estamos ajeitando não só o <strong>show de lançamento</strong> do danadinho pro dia <strong>21 de abril </strong>no <strong>Teatro Renascença</strong> aqui em Porto Alegre, como algumas turnezinhas marotas pelo centro-sul do país.</p>
<p>Também existem as outras coisas que se faz na vida pra ganhar dinheiro e permitir que a gente toque nossas guitarrinhas com alguma intranquilidade a menos. Essas coisas também acabaram sendo mais importantes que tu, porque sem elas a gente talvez não conseguisse seguir na empreitada de ter uma banda e gravar um disco, e se fosse assim não existiria disco e sem disco tu não teria razão de ser, rapazote.</p>
<p>Enfim, ficar se explicando é chato tanto pra quem escreve quanto pra quem lê. Sabendo disso, te encerro aqui, com essa técnica estranha que tá sendo escrever, em ti, pra ti. Sei que é assim que as pré-adolescentes vêm fazendo ao longo da história, mas pra mim tá sendo bizarro. Cuida do teu branco que eu cuido das minhas pontas, fechou?</p>
<p>Foi bom compartilhar contigo.</p>
<p>Um abraço,<br />
Alexandre</p>
<p><strong>Alexandre Kumpinski</strong><strong> </strong> é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. <strong>Leia mais:</strong></p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009"><strong>Junho e Julho 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #1, #2 e #3)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009"><strong>Agosto 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #4 e #5)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009"><strong>Setembro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #6)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009"><strong>Outubro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #7)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9907" title="Apanhador Só" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2010/04/apanhadorso_8_interna.jpg" alt="" width="725" height="605" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9909" title="Apanhador Só" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2010/04/apanhadorso_interna_diario8.jpg" alt="" width="725" height="605" /></p>
<p><em>Fotos: Rafael Rocha</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novo começo</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/12/06/novo-comeco/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/12/06/novo-comeco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 22:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Alavanca]]></category>
		<category><![CDATA[Agradecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Retrospectiva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=8049</guid>
		<description><![CDATA[Preparamos retrospectiva dos melhores momentos de 2009 e fizemos nossos agradecimentos a todos que, como nós, se alimentam da descoberta de novas ideias, sons e experiências.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8051" title="Gahafaw #3" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/12/gahafaw3.jpg" alt="gahafaw3" width="720" height="431" />Lá se vão quase dois anos desde uma noite de verão em que duas moças decidiram se dedicar a música. Tomando cerveja num boteco paulistano, compartilharam experiências, planos e sonhos e fundaram a <strong>Agência Alavanca</strong>.</p>
<p>Depois de muito trabalho, mais clientes e site novo em folha no ar, celebraram o primeiro ano da empresa, em janeiro de 2009, com o <a href="http://alavanca.art.br/projetos/festivalalavanca/" target="_blank">primeiro festival</a>. Ao longo de três dias, <a href="http://alavanca.art.br/clientes/supercordas/" target="_blank">Supercordas</a>, <a href="http://www.myspace.com/cerebroeletronico" target="_blank">Cérebro Eletrônico</a>, <a href="http://alavanca.art.br/clientes/numismata/">Numismata</a>, <a href="http://www.myspace.com/momoproject" target="_blank">MoMo</a>, <a href="http://www.myspace.com/banalizando" target="_blank">Banalizando</a> e <a href="http://www.myspace.com/instiga" target="_blank">Instiga</a> passaram pelo Centro Cultural São Paulo para simbolizar, com ótimos shows, os meses de pesquisa e prática promovidos pela agência.</p>
<p>No mesmo mês, uma ideia ousada ganhou forma num clube da Rua Augusta. Em uma única noite, quatro bandas curitibanas quase desconhecidas do público de São Paulo foram reunidas no palco do <a href="http://www.infernoclub.com.br/" target="_blank">Inferno Club</a> numa mostra da diversidade e força do novo rock da capital paranaense. Cerca de 500 pessoas abarrotaram o <a href="http://alavanca.art.br/2009/01/06/alavanca-realiza-curitiba-vai-pro-inferno-esta-sexta/" target="_blank">pequeno festival</a>, que colocou no palco <a href="http://www.myspace.com/copacabanaclubmusic">Copacabana Club</a>, <a href="http://alavanca.art.br/clientes/banda-gentileza/" target="_blank">Banda Gentileza</a>, <a href="http://www.myspace.com/sabonetes" target="_blank">Sabonetes</a> e <a href="http://www.myspace.com/ruidopormilimetro" target="_blank">ruído/mm</a> &#8211; esta última, em seu primeiro show na capital paulista.</p>
<p>O Inferno Club também abrigou outros encontros memoráveis. De <a href="http://alavanca.art.br/2009/05/25/inferno-recebe-copacabana-club-e-monique-maion/" target="_blank">jovens musas</a> da música independente &#8211; os furacões <a href="http://alavanca.art.br/2009/06/05/fotos-copacabana-club-e-monique-maion-no-inferno-club/" target="_blank">Monique Maion e Cacá V</a>., que voltou à casa com seu Copacabana Club -, de trovadores veteranos &#8211; no Baile Folk comandado por MoMo e Stela Campos -, das duas maiores bandas instrumentais brasileiras, <a href="http://www.myspace.com/macacobong" target="_blank">Macaco Bong</a> e <a href="http://www.myspace.com/bandapatadeelefante" target="_blank">Pata de Elefante</a>. Estas últimas marcaram a estreia do projeto <a href="http://alavanca.art.br/projetos/zoo-instrumental/" target="_blank">Zoo Instrumental</a>, que ao longo de 2009 convidou bandas como <a href="http://www.myspace.com/mammacadela" target="_blank">Mamma Cadela</a>, <a href="http://www.myspace.com/fossilsoundtrack" target="_blank">Fóssil</a>, <a href="http://www.myspace.com/hellma" target="_blank">Elma</a> e <a href="http://www.myspace.com/malditasovelhas" target="_blank">Malditas Ovelhas!</a> para shows no SESC São Carlos e na Livraria da Esquina.</p>
<p>A <a href="http://www.livrariadaesquina.com.br/" target="_blank">Livraria da Esquina</a>, aliás, é capítulo à parte nestes primeiros anos de Alavanca. No simpático galpão localizado na quase desabitada Rua do Bosque, na Barra Funda, acamparam outros tantos projetos da agência. A começar pela festa oficial, <a href="http://alavanca.art.br/projetos/noite-alavanca/" target="_blank">Noite Alavanca</a>. Em 12 edições, 22 bandas de várias cidades do Brasil foram escolhidas para mostrar ao público o que há de melhor na nova música brasileira. Teve <a href="http://www.myspace.com/romulofroes" target="_blank">Romulo Fróes</a> tocando, na íntegra, um de seus discos mais aclamados, <em>Cão</em>. Teve a estreia do <a href="http://www.myspace.com/leaoleaoleao" target="_blank">Leão</a>. Teve o suingue minimalista do <a href="http://www.myspace.com/juliadisse" target="_blank">Julia Says</a> e a psicodelia praieira de <a href="http://www.myspace.com/caiobosco" target="_blank">Caio Bosco</a>. Teve a desenvoltura do rap de <a href="http://www.myspace.com/slimrimografia" target="_blank">Slim Rimografia</a> e <a href="http://www.myspace.com/kamau76" target="_blank">Kamau</a>. Teve o shoegaze hipnótico do <a href="http://www.myspace.com/invernessbrasil">Inverness</a>. Teve o pop contagiante do <a href="http://www.myspace.com/nevilton" target="_blank">Nevilton</a>. Só para citar alguns momentos inesquecíveis.</p>
<p><a href="http://alavanca.art.br/projetos/invasao/" target="_blank">Invadimos</a> a Livraria com os <a href="http://alavanca.art.br/2009/07/07/capixabas-invadem-sao-paulo-nesta-quarta/" target="_blank">capixabas do Omelete Marginal</a>, numa festa eclética que nos mostrou psicodelia pop de <a href="http://www.myspace.com/fepaschoal" target="_blank">Fê Paschoal</a>, simplicidade folk-blues-rock de <a href="http://www.myspace.com/gustavomacaco" target="_blank">Gustavo Macaco</a>, grooves ácidos do<a href="http://www.myspace.com/casacabr" target="_blank"> Casaca</a>, o rock de acento britânico do <a href="http://www.myspace.com/solanaspace" target="_blank">Solana</a> e celebração electrorgânica do <a href="http://www.myspace.com/joezeela" target="_blank">JoeZee</a> &#8211; além de um menino adorável de 18 anos, <a href="http://www.myspace.com/andrepastee" target="_blank">Andre Paste</a>, que deixou todo mundo de cara quando assumiu as picapes. Prosseguimos com a <a href="http://alavanca.art.br/2009/08/06/novo-pop-pernambucano-invade-a-livraria-da-esquina/" target="_blank">Invasão Pernambucana</a>, na qual tivemos prazer de ouvir as lindas canções de <a href="http://www.myspace.com/zecaviana" target="_blank">Zeca Viana</a> pela primeira vez ao vivo em São Paulo, acompanhadas pelas crônicas agridoces de <a href="http://www.myspace.com/lulina" target="_blank">Lulina</a> e pelo caldeirão sonoro da <a href="http://www.myspace.com/sitionuda" target="_blank">Nuda</a>.</p>
<p>A Livraria também recebeu uma festa à elegância. Em três edições, o Baile Esplendor (concebido por Pamela Leme, ao lado de Diego Franco e Stephanie Fernandes) provou que abrir novas possibilidades para a diversão por meio da música pode ser o caminho até o sucesso. Inspirado nas <a href="http://alavanca.art.br/2009/05/06/baile-esplendor-evoca-anos-30-diversao-e-elegancia/" target="_blank">festas mais garbosas dos anos 20 e 30</a>, o Baile encarou os atuais tempos de crise com criatividade e galhardia. Shows sob medida &#8211; como <a href="http://alavanca.art.br/2009/11/16/baile-esplendor-resgata-garbo-do-cassino-da-urca/" target="_blank">&#8220;Uma Noite no Cassino da Urca&#8221;</a>, idealizado por Romulo Fróes e Rodrigo Campos, e a criação do Conjunto Seleções (integrado por membros da Banda Gentileza) -, <a href="http://alavanca.art.br/2009/08/18/baile-esplendor-renova-diversao-do-passado/" target="_blank">resgate da discotecagem</a> de alto quilate de Seu Osvaldo, DJ mais antigo do Brasil (acaba de completar 75 anos), promoção de drinques de época e divulgação certeira garantiram a fidelidade do público.</p>
<p>Também ocupamos outros palcos. Noites badaladas no <a href="http://alavanca.art.br/tag/clube-berlin/" target="_blank">Clube Berlin</a>, na <a href="http://alavanca.art.br/tag/funhouse/" target="_blank">Funhouse</a> e no <a href="http://alavanca.art.br/tag/studio-sp/" target="_blank">Studio SP</a>. Fins de tarde memoráveis no <a href="http://alavanca.art.br/tag/ccsp/" target="_blank">CCSP</a>. Noites aconchegantes em unidades do SESC espalhadas pelo Estado, com os parceiros <a href="http://www.myspace.com/doamor" target="_blank">Do Amor</a>, <a href="http://www.myspace.com/sabesp" target="_blank">Rafael Castro e Os Monumentais</a> e <a href="http://www.myspace.com/rafaelsonic" target="_blank">Rafael Sonic</a>. Aliás, foi numa delas que, em setembro, apresentamos o aguardado segundo álbum do Numismata ao público. E no <a href="http://www.maissoma.com" target="_blank">Espaço +Soma</a>, cuja programação classuda divulgamos neste segundo semestre, realizamos os lançamentos do <em>Mustang Bar</em>, de Stela Campos, e o debut da Banda Gentileza &#8211; esta última, narrou todo processo de gravação do disco em <a href="http://alavanca.art.br/2009/06/23/diario-das-gravacoes-heitor-e-banda-gentileza/" target="_blank">diários exclusivos</a> para o site da Alavanca.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8053" title="Gahafaw #2" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/12/gahafaw2.jpg" alt="gahafaw2" width="720" height="428" /></p>
<p><em>Chorume, </em><em>Mustang Bar</em> e <em>Banda Gentileza</em> nos enchem de orgulho pelos elogios que têm recebido por aí. E 2010 reserva novos lançamentos. Apanhador Só, Bazar Pamplona (que recém-chegou agência), Pata de Elefante e Supercordas prometem discos que vão dar o que falar.</p>
<p>Mas estamos falando de 2009, e o caminho trilhado até aqui, mais de uma centena de shows e festas depois daquelas cervejas, foi construído com a ajuda de muitos parceiros. Alguns deles nos entregaram belos discos e shows que tivemos o prazer de promover. Outros, como o astuto Ariel Martini, registraram nossos melhores momentos em belas fotos. Foi um privilégio contar com os traços de alguns dos mais talentosos (e velozes) jovens ilustradores e designers em pôsteres incríveis, e com seleções musicais saborosas de amigos gentis. Por tudo isso &#8211; e por todas palavras e sorrisos que recebemos durante o percurso -, nossos mais sinceros agradecimentos&#8230;</p>
<p>Aos artistas e grupos: Apanhador Só, Banalizando, Banda Gentileza, Bazar Pamplona, Caio Bosco, Casaca, Cérebro Eletrônico, Chimpanzé Clube Trio, Conjunto Seleções, Copacabana Club, Departamento Celeste, Do Amor, Elma, Fê Paschoal, Fóssil, Guizado, Gustavo Macaco, Holger, Instiga, Inverness, Je Rêve de Toi, JoeZee, Júlia Says, Juliana R., Kamau, Leão, Lulina, Macaco Bong, Malditas Ovelhas!, Mamma Cadela, Milocovik, MoMo, Monique Maion, Nevilton, Numismata, Nuda, Rafael Castro e Os Monumentais, Rafael Sonic, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Pata de Elefante, Pullovers, ruído/mm, Sabonetes, Slim Rimografia, Solana, Stela Campos, Supercordas, Thiago Pethit e Zeca Viana.</p>
<p>Às discotecagens de Adriano Vannucchi (Folk This Town!), Ana Carmo (Bendita Produções), André Paste, Alice Coutinho (Bendita Produções), Amauri Gonzo (Folk This Town!), Bia Pattoli, Dani Hasse, Daniela Arrais (Don&#8217;t Touch My Moleskine), Daniel Cunha (Per Raps), Eduardo Ribas (Per Raps), Fabs Grassi (Festa Mágica), Katia Mello, Kurc (Neu Club), Luiz Miranda (Chimpanzé Clube Trio), Marçal Righi (Move That Jukebox!), Marcelo Costa (Scream &amp; Yell), Marcelo Laguna (Toró Instrumental), Mayra Maldjian (Folha de S. Paulo), Miss Má (Studio SP), Nathalia Leme (Per Raps), Rodrigo Sommer (Folk This Town!), Seu Osvaldo (Baile Esplendor), Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro) e Tiago Agostini (Portal iG).</p>
<p>Aos colaboradores Barbara Lopes, Diego Franco, Felipe Gollnick, Márcio Caparica e Stephanie Fernandes.</p>
<p>Aos artistas gráficos Dani Hasse, David Magila (Base-V), Diego Gerlach, DW Ribatski, Fabrício Marcon, Felipe Oliveira, Gustavo Gialuca, Henrique Reis, Hermann Albrecht, Keng Panang, Krysna Nóbrega, Marcelo Tolentino, Rodrigo Araújo (Bijari), Rodrigo Sommer, Silvia Rodrigues e Vital Lordelo.</p>
<p>Aos fotógrafos Ariel Martini, Carlos Alkmin, Cássio Abreu, Cristiano Andrigueto, Deco Vicente, Diego Cagnato e Fernando Martins.</p>
<p>Aos técnicos de som Augusto e Bernardo Pacheco.</p>
<p>Aos produtores, agências, jornalistas e parceiros de estrada Arthur Dantas, Banana Mecânica (em memória), Bendita Produções, Bloody Pop, Caipirinha Appreciation Society, Cristiano Castilho, Coletivo Re(c)Organize, Coquetel Molotov, Fernando Marinelli (SESC Santana), Fora do Eixo, Guga Azevedo, Identidade Musical, João Vicentini (SESC Presidente Prudente), José Flávio Jr. (Oi FM, Revista Bravo!), Lígia Nogueira (G1), Livraria da Esquina, Mancha, Maamute Produções (em memória), Merde! Produções Artísticas, Move That Jukebox!, Música de Bolso, Oi FM, Omelete Marginal, Phonobase Music Services, Poploaded Sessions, Sonâmbulo, Rádio Levi&#8217;s, Revista O Grito!, Rádio UFSCar, Revista +Soma, Scream &amp; Yell, Showlivre.com, Si No Puedo Baile, No Es Mi Revoluión, Tiago Agostini (iG), Thomas Castro (SESC São Carlos), Trabalho Sujo, TramaVirtual, Tronco Produções, Urbanaque, Vila 6 Comunicação e Arte e Wagner Palazzi (SESC Pompeia).</p>
<p>E aos conselheiros espirituais Fernanda Cardoso e Guilherme Barrella.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8052" title="Gahafaw #1" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/12/gahafaw1.jpg" alt="gahafaw1" width="720" height="925" /></p>
<p><strong>GAHAFAW</strong><br />
Texto e ilustrações: <a href="http://www.flickr.com/photos/diegogerlach" target="_blank">Diego Gerlach</a><br />
Arte final: <a href="http://www.flickr.com/photos/felipeoliveira" target="_blank">Felipe Oliveira</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/12/06/novo-comeco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Apanhador Só</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Kumpinski]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[FUMPROARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Gravações]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=6653</guid>
		<description><![CDATA[1º de outubro – Nos parágrafos desta semana, o vocalista da banda porto-alegrense fala sobre "a importância de uma banda se equipar adequadamente na hora de gravar um disco". Acompanhe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>_DIÁRIO #7</strong><br />
Porto Alegre, 30 de setembro de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Me foi informado pelo Núcleo Estatístico do site da Agência Alavanca que esse diário tem apresentado uma queda vertiginosa de leitores nas últimas semanas. Lamentei o fato e admiti que não sabia o que fazer diante de tão vergonhosa situação. Me indicaram, então, fazer uma fofoca pessoal ou lançar alguma notícia mais bombástica a respeito do disco ou de alguém envolvido na gravação. A idéia é tentar ganhar os nossos leitores e patrocinadores de volta. Pois bem: o Fruet é gay!</p>
<p>Tendo isso em mente, conversaremos sobre a importância de uma banda se equipar adequadamente na hora de gravar um disco. Modelos diferentes de guitarras, baixos, pratos, caixas, amplificadores, e pedais podem vir muito a calhar quando se está em meio ao furacão das gravações. Ter a possibilidade de variar timbres faz bastante bem pra sonoridade das músicas.</p>
<p>Naturalmente, uma banda independente não consegue juntar sozinha toda a variedade supimpa de equipamentos que é legal ter durante as gravações. Então esse é um dos momentos em que a gente agradece por poder contar com amigos de grande coração pra nos ajudar a compor esse playground sonoro que nos deixa tão felizes e satisfeitos. A receita então é pegar o telefone e passar o fio geral pedindo emprestado as paradas e prometendo cuidar muito bem de tudo se responsabilizando por qualquer coisa que puder vir a acontecer mas claro que nada de ruim vai acontecer porque há de se cuidar muito melhor do que é dos outros ainda mais cedido assim na parceria do que o que é de si mesmo e deus me livre e guarde de alguma coisa emprestada estragar na nossa mão tu não precisa se preocupar com uma coisa dessas inclusive se for possível vou te devolver melhor do que peguei com corda nova com botão desenferrujado limpo polido perfumado adestrado.</p>
<p>Daí, depois de conseguir tudo emprestado, tu precisa ir buscar tudo o que te foi emprestado. E depois de buscar tudo o que te foi emprestado, tem que levar tudo o que te foi emprestado pro estúdio. E depois de usar tudo o que te foi emprestado, tu tem que devolver tudo o que te foi emprestado. E assim sucessivamente, todas as vezes em que tu fizer a mão de pedir os equipamentos emprestados. Se parece trabalhoso, é porque é mesmo. Mas vale cada gota de suor e gasolina, acreditem.</p>
<p>E é gotejando de lágrimas que me despeço por hoje dizendo que nem sempre é  preciso linkar as idéias do primeiro parágrafo com a conclusão de um texto. Hoje, por exemplo, o que foi dito no primeiro parágrafo não se relaciona com mais nada dentro desse texto caótico que o leitor está prestes a encerrar. E é por isso que forçaremos a barra, conectando o que se disse lá com o que ainda está por vir aqui. Não só pra fingir alguma coesão de estrutura textual, mas também pra evitar um futuro processo por calúnia e difamação que poderia rolar se continuássemos sustentando a idéia mentirosa de que nosso querido produtor é mesmo homossexual. Por que, afinal de contas, ele não é. Não mesmo. Mas tenho aqui comigo uma novidade quente (e dessa vez bastante verdadeira) que eu gostaria de dividir com todo o mundo: o Fernão voltou pra Apanhador!</p>
<p><strong>Alexandre Kumpinski</strong><strong></strong> é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. <strong>Leia mais:</strong></p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009"><strong>Junho e Julho 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #1, #2 e #3)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009"><strong>Agosto 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #4 e #5)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009"><strong>Setembro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #6)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010"><strong>Abril 2010</strong></a></h2>
<p>(diário #8 &#8211; final)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Apanhador Só</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 16:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Kumpinski]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[FUMPROARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Gravações]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=6429</guid>
		<description><![CDATA[7 de setembro – Alexandre Kumpinski, vocalista e guitarrista da banda de Porto Alegre, aproveita o feriado da independência para tirar a poeira de algumas canções e resgatar parcerias. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>_DIÁRIO #6</strong><br />
Porto Alegre, 7 de setembro de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Chove no feriado da independência. E em feriado chuvoso a gente fica assim, meio atirado pelos cantos, remexendo gaveta bagunçada. Nessas, achei uma fita K7 com um ensaio antigo da <a href="http://www.myspace.com/apanhador" target="_blank">Apanhador</a> gravado. Era a gente tocando pela primeira vez &#8220;Peixeiro&#8221; com um tempo bem mais acelerado do que a gente toca agora. Devia ser 2007, pelos meus cálculos. Tinha uma introdução bacaninha nessa versão que a gente acabou deixando de lado, acho que porque ela era meio grande demais. Mas ela é legal de qualquer maneira, e imaginei que fosse ficar massa digitalizar essa gravação e colocar ela como introdução pra essa música no disco. Assim, toda ruída e mal gravada mesmo, que é por isso que ela soa interessante. Pretendo mostrar a gravação já digitalizada pro Fruet, pra evitar que ele entre em contato com qualquer tipo de fungo que esteja na fita e vá parar no hospital de novo. Com o tempo úmido desse jeito é bom se precaver.</p>
<p>E por falar em chuva e gravação caseira, Estêvão Bertoni (compositor, vocalista e guitarrista da <a href="http://www.myspace.com/bazarpamplona" target="_blank">Bazar Pamplona</a>) é participação especial confirmada no disco da Apanhador. Ele vai dividir comigo os vocais em &#8220;O Porta-Retrato&#8221;, seguindo mais ou menos os moldes da gravação original, que tem pra baixar no TramaVirtual tanto da <a href="http://www.tramavirtual.com.br/apanhador" target="_blank">Apanhador</a> quanto da <a href="http://www.tramavirtual.com.br/bazar_pamplona" target="_blank">Bazar</a>. Por sinal, essa música tem uma história bacaninha. Solenemente, narra-la-ei aqui para vossa senhoria, ó leitor:</p>
<p><em>Tudo começou quando a Apanhador tava hospedada no extinto Centro Cultural Bazar Pamplona, a fim de fazer um par de apresentações em São Paulo. Estêvão me mostrou, então, uma música que ele tava aprontando na época. Não sei se era a intenção dele, mas acabei me intrometendo no bagulho e fazendo a música junto, tá ligado? Depois que a música tava pronta, ele puxou um microfone e saiu gravando ali mesmo, na sala da casa deles, o violão e as vozes, segurando a letra recém rabiscada numa folha de papel meio amassada. Depois me passou o microfone. Gravei vozes também e então chegou o João Victor (guitarrista da Bazar Pamplona) em casa. Ele fez um sanduíche e gravou uma guitarra dedilhada belíssima. E depois, conforme cada um ia chegando em casa ou aparecendo na sala, o pessoal ia gravando alguma coisa na música. Quando se viu, a música tava pronta.</em></p>
<p>E agora, um par de anos depois, cada banda tá gravando a sua própria versão dela, cada uma com as suas peculiaridades. Só o que ficou combinado é a participação do Estêvão nos vocais da nossa versão, e a minha participação nos vocais da versão deles. No caso, os versos que ele cantar no nosso disco, eu canto no disco da Bazar e vice-versa. E claro que a versão original segue influenciando as novas versões. Por exemplo, a guitarra que eu toco na versão da Apanhador é inspirada no dedilhado que o João fez depois daquele sanduíche, não tem como negar. E acho que o riff de escaleta da versão original ainda segue vivo nas duas novas versões.</p>
<p>Lojisticamente, a idéia é a gente mandar pela internet a base da música pro Bertoni gravar os vocais dele aí em São Paulo e depois juntar tudo de novo aqui no Estúdio12. Provavelmente é assim que eu vou gravar a minha participação no disco deles também. Só que dessa vez o Estêvão não vai conseguir gravar e botar na edição final da música as besteiras que eu falo entre os takes, o que pra mim já é um conforto a mais. Vocês não imaginam o embaraço que eu sinto toda vez que ouço aquele “Tem que tirar o som do som” todo atrapalhado no final da versão original. Fico me perguntando o que diabos eu queria dizer com essa frase, e às vezes suspeito que eu nunca tenha falado isso de fato. Acho que o Estêvão editou palavra por palavra, até chegar naquele resultado. Ou eu perdi toda a minha capacidade de raciocínio abstrato-poético, porque ter que tirar o som do som realmente não faz nenhum sentido pra mim agora. Se bem que poucas coisas fazem sentido num feriado chuvoso. Dormir é uma delas. Escrever esse diário também. Vou acabar de escrever esse diário e ir dormir. Pronto.</p>
<p><strong>Alexandre Kumpinski</strong><strong></strong> é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. <strong>Leia mais:</strong></p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009"><strong>Junho e Julho 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #1, #2 e #3)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009"><strong>Agosto 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #4 e #5)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009"><strong>Outubro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #7)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010"><strong>Abril 2010</strong></a></h2>
<p>(diário #8 &#8211; final)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Apanhador Só</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 16:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Kumpinski]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[FUMPROARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Gravações]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=6245</guid>
		<description><![CDATA[20 de agosto – Em novo diário, Alexandre Kumpinski, vocalista e guitarrista da banda de Porto Alegre, conta histórias por trás de prazos, atrasos e "zicas" ocorridos nos últimos meses. Acompanhe. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>_DIÁRIO #5</strong><br />
Porto Alegre, 20 de agosto de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Antigamente este diário contava com um cabeçalho superbem transado pelas meninas da Alavanca que apresentava o que viriam a ser estes meus relatos. Ele acabava pontuando: &#8220;O músico promete atualizações quinzenais&#8221;. Pois o músico prometeu e não cumpriu, rapazeada! Já se passaram 17 dias desde a última publicação. Mas eis que pinta aqui o nosso diário #5, atrasado e com o nariz vermelho. De frio, que aqui ninguém é palhaço! E não à toa, vamos falar sobre prazos, atrasos, promessas não cumpridas e úlceras em desca(n)so.</p>
<p>Desde que começamos a gravar esse nosso primeiro disco, já devemos ter previsto o lançamento dele pra umas 5 datas diferentes. De março pra maio pra julho pra setembro, até que a gente foi percebendo que sabíamos pouco sobre o que é lançar um álbum. Por mais que a gente tenha feito previsões lógicas baseadas no que ainda precisava ser feito pra que tudo se aprontasse direitinho, nunca chegamos a prever os imprevistos. E, no nosso caso, os imprevistos têm vindo aos borbotões. O alvo da maioria deles, como não poderia ser diferente, é o nosso inacabável Fruet! Foi tendinite no ombro, pulso estourado, 14 amidalites, cirurgia no lado de baixo do equador, insônia transitória e calvície repentina. Sem falar no computador que ficou com saudade dele durante alguma das recuperações e resolveu se emperiquitar também. Aí foi comprar computador novo, instalar tudo que é programa e configurar tudo nos trinques pra funfar a mil nas mixagens. &#8220;Que zica&#8221; – filosofa o Fruet, com o braço esquerdo na tipóia e munhequeira no pulso direito. &#8220;Foda&#8221; – eu respondo já livre da tornozeleira de velcro enquanto penso mais uma vez em como seria bom se a gente pudesse dedicar todo o nosso tempo só pra esse disco, esquecendo faculdade, dinheiro e essa inconfundível condição humana.</p>
<p>A todas essas, os cronogramas vão deslizando por entre as páginas das nossas agendinhas de bolso. Sem dramas, as mixagens já começaram, mas ainda não engataram a quinta. Haroldo Paraguassú gravou os teclados e alguns sons eletrônicos ao longo dessas últimas duas semanas. As vozes já estão todas gravadas, só esperando que a mixagem defina uma que outra refação ou backing vocal. Os convidados vão ser chamados durante as mixagens pra gravar as participações. Mas com isso tudo em mente, mais o tempo pra masterizar e mais o tempo que demora pro disco voltar da fábrica, pronto: já sabemos que esse disco não nasce em outubro, que era a nossa última previsão. É uma pena tremenda, porque a gente sabe que, além de nós mesmos, tem um pessoal que anda ansioso pelo disco. A gente fica angustiado querendo botar o bloco pra suar na rua de uma vez, mas ainda é preciso esperar pra que tudo se apronte direitinho.</p>
<p>E essa angústia de ver as coisas prontas logo acaba nos tirando o sono. Mas chega uma hora que se percebe que não adianta esquentar a cabeça se o mundo não tá conspirando a favor dos prazos. O que a gente tem a fazer é tocar o disco adiante com rapidez e agilidade, mas sem aquela pressa que faz com que o trabalho atropele a si mesmo. Se estressar vai acabar mais nos atrapalhando do que nos ajudando. E então fica decidido: o disco vai ficar pronto no momento certo. E a gente não faz mais previsões (pelo menos por enquanto). Claro que vamos seguir trabalhando firme, a todo vapor! E tomara que assim as coisas do corpo, das máquinas, do tempo e da música se encontrem e se curtam, pra que esse disco nasça do jeito que a gente quer: bonitaço!</p>
<p><strong>_DIÁRIO #4</strong><br />
Porto Alegre, 03 de agosto de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Mês de agosto, frio no rosto. Gasolina só se for no posto. Vai fazer um ano que roubaram meu fuca. Levaram ele todo sujo, cheio de mutuca. Fiquei desamparado, quis acreditar que tivesse sido guinchado. Mas que nada, nada não. Foi levado mesmo por algum ladrão. Estacionei ali perto da Santa Casa e pareceu que criou asa! Quando voltei, não tava mais. Procurei por tudo, até no cais. Sumiu o Fuquinski, como era chamado. Por sinal, apelido muito bem dado por Lucas Cassales (que dirige um Versailles), colega de faculdade e sujeito de grande amizade. E por falar em apelido e amizade &#8211; e acabando com essa palhaçada de ficar rimando sem sentido – no diário passado citei os camaradas Slap e Boto. Como o assunto deu ibope (recebemos <a href="http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-das-gravacoes-apanhador-so" target="_blank">comentários</a> até de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moacyr_Scliar" target="_blank">Moacyr Scliar</a> aqui, rapazeada!) resolvi dar mais pano pra essa manga, botar mais manga nesse suco, espremer ainda mais o assunto. Assunto, presunto, conjunto, besunto.</p>
<p>Slap Mesmo (Mauro Pogorelsky) e Boto Stanley (Otávio Lokschin) tem mais em comum do que apelidos e sobrenomes engraçados. Os dois também são técnicos de gravação do Estúdio12 e assistentes de produção do Marcelo Fruet. Logo, eles fazem um trabalho essencial no processo longo e cuidadoso que é a gravação de um disco. São eles que comandam a técnica, organizam a sala de gravação, botam pra funfar os devidos equipamentos e ajudam a resolver qualquer problema ou dúvida que surja. O disco da <a href="http://www.myspace.com/apanhador" target="_blank">Apanhador</a> começou a ser gravado com Slap na técnica, praticando uma sinceridade que sempre veio a calhar. Aliás, Slap é parceiro antigo da banda: foi ele quem produziu a gravação de &#8220;Maria Augusta&#8221; em 2005, música que abre o nosso primeiro ep<em> Embrulho Pra Levar</em>. É muito por conta dessa música que agora a gente grava esse primeiro álbum, já que ela foi o que podemos chamar de &#8220;carro-chefe&#8221;* desse ep e, por um bom tempo, do nosso repertório como um todo. Slap também dá aulas de inglês, concerta motos, toca baixo, trompete e se identifica com o lula-molusco, apesar de estar cada vez menos rabugento.  Rabugento, sargento,  desalento, barulhento.</p>
<p>Já Boto Stanley é calado, bem-humorado e paciente. Ótimas virtudes pra quem precisa aguentar o Fruet dentro de um estúdio (tinha decidido dar uma folga pro Fruet aqui no diário, mas essa tava na medida!). Foi ele quem apertou o REC durante as gravações de parte das guitarras e da maioria das vozes do disco. E gravar voz comigo não é uma tarefa das mais fáceis, porque não nasci Elis Regina e preciso fazer vários takes até engrenar na passarinhagem. Entre decidir interpretação, ajustar afinação e limar alguns cacoetes lá se vão uns sete takes até a coisa começar a ficar boa pra ir pro disco. Disco, risco, pisco, cisco.</p>
<p>Acho que só  pra &#8220;Jesus, o Padeiro e o Coveiro&#8221; eu precisei fazer poucos takes. Ligamos um microfone dinâmico num amplificador de guitarra e passamos mais tempo equalizando e ajustando o timbre do que propriamente cantando. Desde o primeiro take o vocal já parecia aquecido e, numa tarde inspirada, devo ter feito uma meia dúzia de takes, todos bons. Bons, sons, tons, dons.</p>
<p>Nessas horas lembro de Estêvão Bertoni, vocalista da <a href="http://www.myspace.com/bazarpamplona" target="_blank">Bazar Pamplona</a> e grande amigo, que me contou que fez no máximo 3 takes de cada uma das 18 músicas que eles gravaram pro primeiro disco da banda. Ouço o disco e quase não acredito nele. Admito que invejo quem é mais certeiro nas execuções. Acho bonito o mito da precisão. Precisão, atenção, comichão, papelão.</p>
<p>No momento, junto com as mixagens, vamos cuidando da prestação de contas do disco junto ao <a href="http://www.portoalegre.rs.gov.br/fumproarte" target="_blank">Fumproarte</a> e pensando no projeto gráfico dele. Adiante mais detalhes quentes sobre toda essa fuzarca e quem sabe uma fofoquinha à toa pra dar uma descontraída. Não sobre a prestação de contas claro, que é um assunto chato bagarai. Bagarai, chocalho, baralho, trabalho.</p>
<p><em>*N.A.: aqui, ao contrário do que possa parecer, não é mera coincidência o uso da expressão &#8220;carro-chefe&#8221;. Ela remete diretamente ao assunto tratado no primeiro parágrafo do texto, dando credibilidade semântica e estrutural ao autor, além de inveja ao Scliar.</em></p>
<p><strong>Alexandre Kumpinski</strong><strong></strong> é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. <strong>Leia mais:</strong></p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009"><strong>Junho e Julho 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #1, #2 e #3)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009"><strong>Setembro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #6)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009"><strong>Outubro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #7)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010"><strong>Abril 2010</strong></a></h2>
<p>(diário #8 &#8211; final)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Prazo para participar do Mapa Musical encerra dia 10 de julho</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/07/03/prazo-para-participar-do-mapa-musical-encerra-dia-10-de-julho/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/07/03/prazo-para-participar-do-mapa-musical-encerra-dia-10-de-julho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 03:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Aliás...]]></category>
		<category><![CDATA[asides]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Música independente]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=5337</guid>
		<description><![CDATA[Termina na próxima sexta-feira (10 de julho) o prazo para participar da primeira pesquisa do Mapa Musical, projeto que pretende identificar quem são, o que querem e como se comportam os agentes e consumidores de música independente hoje no país. Se você tem um blog ou site especializado em bandas novas, é quem a gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Termina na próxima sexta-feira (10 de julho) o prazo para participar da primeira pesquisa do <a href="http://www.mapamusical.com.br" target="_blank">Mapa Musical</a>, projeto que pretende identificar quem são, o que querem e como se comportam os agentes e consumidores de música independente hoje no país. Se você tem um blog ou site especializado em bandas novas, é quem a gente procura para responder ao questionário de estreia da série. Os resultados serão divulgados no fim deste mês &#8211; e novas pesquisas vêm por aí. <a href="http://alavanca.art.br/2009/04/29/mapa-musical-desvenda-caminhos-da-cena-independente" target="_blank">Clique aqui</a> para obter mais informações e dar sua contribuição.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/07/03/prazo-para-participar-do-mapa-musical-encerra-dia-10-de-julho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Banda Gentileza</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/06/23/diario-das-gravacoes-banda-gentileza/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/06/23/diario-das-gravacoes-banda-gentileza/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 15:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Heitor e Banda Gentileza]]></category>
		<category><![CDATA[Plínio Profeta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=5072</guid>
		<description><![CDATA[Eles tiveram 10 dias para gravar o primeiro CD. Amparados pelo produtor Plínio Profeta, narraram diariamente impressões, erros e acertos diante dessa nova experiência. Saiba tudo o que rolou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5079" title="Heitor e Banda Gentileza" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/06/bandagentileza-diario.jpg" alt="" width="350" height="235" /><em>Entre os dias 27 de junho e 6 de julho, <a href="http://www.myspace.com/gentileza" target="_blank">Banda Gentileza</a> passaram 10 horas diárias no estúdio <a href="http://www.nicosstudio.com.br" target="_blank">Nico&#8217;s</a>, em Curitiba, para a jornada de gravação do primeiro CD, que pretendem lançar em outubro deste ano. Acompanhados pelo produtor <strong>Plínio Profeta</strong>, que já trabalhou ao lado de artistas tão diversos, como Pedro Luís e A Parede, Lucas Santtana, Tiê e Lenine (cujo disco F<span style="font-style: normal;">alange Canibal </span>rendeu um prêmio de produção no Grammy Latino), desafiaram o relógio para encarar essa nova experiência.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Entre acertos, erros e descobertas, eles cumpriram a tarefa dentro do prazo e foram além: transmitiram tudo ao vivo (e na íntegra) pela internet, chamaram atenção no Twitter e na blogosfera, além de jornais e programas de tevê. Isso tudo sem contar o diário que escreveram para <strong>Alavanca</strong>, com os principais momentos dessa rotina, bem como fotos e vídeos. Acompanhe tudo a seguir.</em></p>
<p><strong>_SEGUNDA, 6 DE JULHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>A primeira vez que fiz aula de canto foi em 2007. Queria aprender a cantar minhas músicas. Lembro até hoje o que a professora disse quando tentávamos arrumar o vocal de &#8220;Sintonia&#8221;: &#8220;essa letra tem muitas palavras uma em cima da outra. Se você for gravá-la um dia, com certeza o produtor vai mandar você mudar a letra.&#8221;</p>
<p>Pois é, um dia eu fui gravá-la e o produtor mandou mudar a letra. &#8220;É muita palavra, essa música não pode ser assim, você precisa enxugar, vai ter que mudar&#8221;, disse ontem o Plínio Gomes. Profeta foi a minha ex-professora de canto.</p>
<p>Era o penúltimo dia de estúdio e faltava apenas gravar o vocal dessa música. Fui para um canto e comecei a rabiscar, pensar em outras formas de usar as mesmas palavras, cogitei trocar tudo, mudar o sentido da letra e mudar a forma de cantar. Fiquei umas duas horas em cima do papel. No final saiu algo que poderia ser bacana. Mostrei para o Plínio, que aprovou a mudança. Gravamos. Ouvi o resultado e estranhei bastante. A música ficou com outra cara, virou outra coisa. Vamos ter que aguardar o resultado da mixagem pra ver se vamos nos surpreender positivamente ou negativamente.</p>
<p>A última coisa a gravar foram palmas.</p>
<p>E terminamos. Encerramos as gravações de 12 faixas em nove dias de estúdio. Tudo sem correria, tudo sem pressão. Foram nove dias de piadas sem graça do Nico, de lanches deliciosamente variados preparados pela família do Artur e Diogo, de sono, de transmissões ao vivo pela TV Gentileza, de um puta aprendizado. Sem dúvida alguma valeu muito a pena ter chamado um produtor de fora para gravar o disco e poder contar com um estúdio profissional. Tudo isso e a ótima relação entre banda, técnico e produtor com certeza ajudaram no processo da gravação.</p>
<p>Daqui a pouco, vamos todos a uma festa na qual a atração principal é o Plínio Profeta. Excelente. Será a nossa festa da cumeeira. Agora só falta o reboco, a pintura e os detalhes. Obrigado pela leitura e companhia durante todos esses dias. A partir de agora as atualizações serão menos frequentes e vamos falar sobre capa, mixagem, masterização, ISRC, fábrica de discos etc.</p>
<p>Um grande abraço a todos.</p>
<p><strong>_SÁBADO, 4 DE JULHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Completamos uma semana desde que chegamos ao estúdio. Apesar do dia de descanso que tivemos na quinta, estamos bastante cansados. Neste sábado, fomos até 1h gravando.</p>
<p>Nos últimos dias, as coisas tem sido meio iguais por aqui. Estamos nos dedicando mais aos vocais e às guitarras. Novamente, começamos a sessão gravando vozes. Eu ainda não tinha definido muito bem como queria cantar a música &#8220;Piá de Prédio&#8221;. Mas a gente concluiu que poderia ficar legal se fizéssemos uma coisa mais arrastada, alguém que bebeu e queria dividir suas mágoas. Enfim, parece clichê, mas pra mim foi novidade poder cantar sem nenhum esforço e o microfone captar todos os detalhes. Normalmente nos shows que fazemos, é preciso forçar a voz para que seja ouvida, então nunca tinha tido essa experiência.</p>
<p>Essa inexperiência em estúdio é meio complicada. Você acha que basta reproduzir o que faz nos shows, mas é uma história completamente diferente. Hoje eu já me senti um pouco mais à vontade do que nos dias anteriores, mas mesmo assim dá a impressão de que se já tivesse passado por um estúdio antes, seria diferente. A presença do produtor faz bastante diferença nessa hora também. Algumas entonações, mudanças de notas, pequenos detalhes, ganham atenção especial e dá para sentir melhoras instantâneas com as dicas. Estamos deixando os vocais mais complicados para os últimos dias. Espero que essa pequena experiência dos dias anteriores sirva para chegar nessas canções complicadas com mais confiança.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/j2vGzHz3mx0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/j2vGzHz3mx0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O dia de hoje contou também com a participação especial do <a href="http://www.twitter.com/conjselecoes" target="_blank">Conjunto Seleções</a>, um quarteto dedicado a músicas dos anos 30. Utilizando concertina, cavaquinho, bandolim e violão, o grupo gravou ao vivo um trecho para a nossa valsa. Vai ficar bacana. Outra participação especial e inesperada foi a do Wonder, guitarrista do <a href="http://www.myspace.com/sabonetes" target="_blank">Sabonetes</a>. Ele apareceu no estúdio para nos visitar e já o colocamos para gravar uma voz no melhor estilo Zezé di Camargo na nossa música caipira (que está quase com cara de havaiana). E ele nem titubeou: em dois takes, matou. Aqui é assim: quem visita, tem que participar, tal qual aconteceu com o Jota ontem.</p>
<p>Hoje também o Emílio gravou vários backings e tentamos matar todos os metais. Mas ficou faltando um, o de &#8220;Pseudo Eu&#8221;. Quando o Artur e a Tetê foram gravar, a linha não estava saindo muito bem. Depois de alguns desencontros entre o sax e o trompete, o Plíniou optou por deixar essa gravação para amanhã. Mas para aproveitar o tempo, os dois gravaram o que faltava para terminar a &#8220;Coración&#8221;. Essa foi bem mais simples e eles mataram rapidinho.</p>
<p>Bom, ainda temos três dias de estúdio e pouca coisa para resolver. A ideia é encerrar as gravações amanhã, deixando dois vocais para segunda-feira. Terça-feira é pra ser um dia curinga, para ouvir tudo, acertar os detalhes e transferir todos os arquivos para o Plínio levar para o Rio de Janeiro e mixar. Parece que a profecia do Profeta está se concretizando e teremos tempo para finalizar tudo com calma. &#8220;Excelente, relax, mó onda.&#8221;</p>
<p><strong>_SEXTA, 3 DE JULHO DE 2009</strong><br />
Por Tetê Fontoura</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5364" title="Banda Gentileza no estúdio Nico's" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/07/bandagentileza-estudio-040709.jpg" alt="" width="350" height="263" />Depois de um dia de folga, voltamos ao estúdio com a corda toda nesta sexta-feira. Tanta corda que fomos madrugada adentro. O que não foi um problema, já que todos estavam bem descansados.</p>
<p>Quem mais trabalhou hoje foram o Emílio e o Heitor. Eles gravaram muitas guitarras e umas três vozes. O Heitor sempre fica insatisfeito, ele é o mais criterioso de todos. Mas o Plínio sempre diz pra ficar &#8220;relax&#8221;, que tá ótimo. Aí todo mundo acredita nele. Também matamos os últimos teclados, concertinas e outros barulhinhos. O Jota, que saiu da banda no ano passado, apareceu e ganhou de presente a gravação da guitarra slide em &#8220;Roça&#8221; – o que ficou bem bom. Ele aproveitou para matar a saudade e a gente se deu bem. Acho que agora podemos dizer que estamos na reta final. Faltam basicamente algumas vozes, backings e uns poucos sopros, coisa rápida. Se tudo der certo, terminamos domingo. Segunda e terça serão mais para revisar tudo e pensar em umas firulinhas que caiam bem.</p>
<p>A imprensa também está começando a prestar atenção na gravação, principalmente pelo fato de que estamos transmitindo tudo online em tempo real. Depois do <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=reality_show_de_banda&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">blog</a> do <em>Estado de São Paulo</em>, <a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/blogdocadernog/?id=901630" target="_blank">saímos</a> no blog do G, o caderno cultural da <em>Gazeta do Povo</em> (auto-intitulado e provavelmente o maior jornal do Paraná) e uma matéria sobre a gente foi ao ar no programa Enfoque, da TV Paraná Educativa. Amanhã deve vir aqui a reportagem do <a href="http://portal.rpc.com.br/tv/paranaense/plug" target="_blank">Plug</a>, um programa para jovens da RPC, a Globo local. Essa parte também é importante, é bacana mostrar nossa música para o máximo de pessoas possível, principalmente para quem nunca viu a banda. E logo, logo o disco fica pronto, então o próximo passo vai ser divulgar o lançamento para Deus e o mundo e fazer muitos shows.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Vg5Pjora6cw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Vg5Pjora6cw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Até lá, continuamos na nossa rotina, passando muitas e muitas horas trancados no estúdio. Mas, sinceramente, tá sendo muito mais divertido do que imaginei. Claro que há momentos bem maçantes, ou até mesmo meio monótonos, mas a TV Gentileza e o clima descontraído – o Plínio e o Nico, por sorte, têm um ótimo senso de humor – ajudam bastante. Fora que estamos recebendo muitas visitas, o que é sempre bem-vindo.</p>
<p>Esses dias tem sido bem especiais, viu? Ai, ai.</p>
<p><strong>_QUARTA, 1º DE JULHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>O dia começou com uma ligação do Plínio. &#8220;Heitor, vou ter que viajar pra São Paulo amanhã&#8221;. Logo pensei, &#8220;fodeu!&#8221;. Mas a viagem seria apenas por um dia. Na sexta-feira pela manhã ele estaria aqui de volta. E o motivo era válido: participar, tocando com a <a href="http://www.myspace.com/tiemusica" target="_blank">Tiê</a>, da gravação do programa Altas Horas. &#8220;Pode ser legal, assim fica um dia de folga pro pessoal&#8221;, disse ele. E até que faz sentido. Dormir poucas horas por dia torna quase impossível a tarefa de uma boa performance em estúdio. Justo.</p>
<p>Mas antes da folga, ainda tínhamos um dia de gravação pela frente, que começou logo com o Plínio pedindo &#8220;Heitor, vamos matar um vocal?&#8221;. Previ o drama. Então escolhemos uma que poderia ser mais fácil. &#8220;Vamos começar com a da &#8216;Roça&#8217;&#8221;. Fone no ouvido, microfone ligado e eu conseguia ouvir qualquer coisa que eu fizesse, desde a minha respiração, até o barulho ao dobrar o joelho. Logo pensei, &#8220;fodeu!&#8221;. A música escolhida era pra ser mais tranquila de cantar. Engano. Fiz alguns takes e achei todos ridículos. Mudava uma coisa ou outra e parecia horrível. Quando a interpretação estava bacana, era a afinação que estava um desastre.</p>
<p>E o Plínio naquele esquema &#8220;relax, está ótimo, já matamos um vocal&#8221;.</p>
<p>A estratégia dele não me parecia muito confiável, mas revelou-se muito proveitosa. A ideia é gravar sempre três takes que vão formar um take bom. Ouvimos tudo com atenção, escolhemos os melhores trechos de cada take pensando em afinação e interpretação. O que estava ruim, jogamos fora. Ao final, o take já não me parecia tão ruim. Com isso, perdemos menos tempo no estúdio gravando e errando e gravando e errando em busca do take perfeito. E começar com a primeira música errando feio não seria nada bom para a auto-estima.</p>
<p>Depois disso, apareceu uma equipe da <a href="http://www.rtve.pr.gov.br" target="_blank">TV Educativa</a> para gravar uma matéria conosco e com o Plínio. A divulgação é importante, mas perdemos quase uma hora nesse processo. Isso que a equipe foi agilizada.</p>
<p>Continuando com a gravação no estilo Frankenstein, o Emílio gravou o violão de &#8220;Maior Com Sétima&#8221; e logo depois o Garapa gravou o baixo da mesma música. Para fechá-la, faltavam apenas os vocais. E lá fui eu de novo pro cantinho da sala para cantar virado pra parede. Foi bem mais tranquila. Fizemos o mesmo esquema: três takes para formar apenas um.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qThwjOBOfpU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/qThwjOBOfpU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Saímos do samba e o Artur e a Tetê gravaram os metais de &#8220;Sintonia&#8221;. Estão craques já. Acertam tudo de primeira, fazem a dobra e matam a música sem problemas. A Tetê disse ontem que estava preocupada com o estúdio e com os possíveis erros. Mas logo no início já estavam à vontade e a cada música gravada, a confiança só aumenta. Sempre com o dedo do produtor, para deixar todo mundo tranquilo e sem pressão (e ainda tem a recompensa no final quando acertam tudo).</p>
<p>Como o Emílio não estava presente para gravar as guitarras, então sobrava gravar os vocais ou então o violino de duas músicas. Optamos pelo violino. Não fiquei muito satisfeito com o som. Achei muito metalizado. Custei a acertar as notas. Qualquer errinho, um dedo meio milímetro pra lá ou pra cá era o suficiente para evidenciar uma desafinação. No fim, achamos que estava tudo OK.</p>
<p>Era 22h e o Plínio resolver terminar antes. Fomos embora iniciar o nosso descanso. Sexta-feira começamos com a segunda metade do período de gravação. Você pode aproveitar esse nosso dia de descanso para conferir tudo o que aconteceu no estúdio até agora assistindo os arquivos de vídeo com as transmissões. Tudo em <a href="http://www.kyte.tv/bandagentileza" target="_blank">www.kyte.tv/bandagentileza</a>.</p>
<p><strong>_TERÇA, 30 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5269" title="Heitor e Garapa gravando guitarra e baixo em &quot;Sintonia&quot;" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/07/heitor-garapa-estudio-300609.jpg" alt="" width="350" height="263" /> O quarto dia de gravações foi longe. Saímos do estúdio depois da meia-noite, com todo mundo podre de sono. Quando cheguei ao Nico&#8217;s, no meio da tarde, a Tetê junto com o Artur já estavam gravando os metais de &#8220;Jorge Tadeu&#8221;. Fiquei muito feliz com o que estava ouvindo. Finalmente as músicas estavam começando a ganhar corpo. Depois de três dias ouvindo apenas bateria, clicks e uma linha guia meio displicente, as músicas estão com cara de música. Aos poucos, vão ganhando as linhas do baixo, guitarra, metais e teclado. Essa sensação tem deixado todo mundo muito animado.</p>
<p>Até ontem, confesso que ainda dava um frio na barriga quando pensava se realmente daria tempo de terminar as gravações no prazo. O Plínio sempre com a mesma história de &#8220;vocês estão indo super bem, está relax, vai sobrar tempo, mó onda&#8221;. Agora, todo mundo já entrou no espírito dele. Temos certeza que vai dar tempo. A estratégia de não fechar músicas e nem liquidar um instrumento de cada vez está dando certo. Uma hora gravamos baixo e guitarra juntos, outra apenas o baixo, outra os metais, em outra hora o Plínio se dedica a encontrar a melhor distorção pra guitarra junto com a gente. Talvez seja por isso que fica meio complicado contar passo a passo a construção das músicas. Elas vão surgindo de forma meio amebóide.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5270" title="Tetê e Artur gravando metais em &quot;Jorge Tadeu&quot;" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/07/tete-artur-estudio-300609.jpg" alt="" width="350" height="263" /> Às 21h (nem era tarde ainda), o Emílio e o Artur fizeram a cagada da noite. Eles estavam gravando baixo e bateria de &#8220;Popopó&#8221; e cismaram que a bateria estava errada, que durante a sessão de gravação, o Diogo teria errado nas viradas. O Nico rapidamente tratou de arrumar pelo computador as baterias de acordo com as coordenadas da dupla. Arrastou tudo pra lá, trouxe os instrumentos pra cá e de repente aquilo tinha virado um Frankenstein. Estava tudo errado e ninguém mais tinha referência de como era o correto. Perdeu-se nisso quase uma hora. Ficamos tentando raciocinar como era a música de fato, relembrando o arranjo original e o Nico sempre seguindo nossas instruções. Quando finalmente acertamos, o Nico profere: &#8220;cara, a música estava certa o tempo todo. Agora ela está igualzinha a quando vocês começaram a gravar&#8221;. Burros.</p>
<p>Fora isso, muita distração. Garapa e Emílio quando não estão gravando ficam em frente aos seus laptops. Cada um usando à sua maneira: o primeiro está desenvolvendo sua próxima aposta profissional, coisa que ainda guarda a sete chaves mas que em breve deve tomar o mercado de assalto. Já o Emílio dá sempre um jeito de sumir. Quando o encontramos, costuma estar em algum canto terminando de escrever a dissertação de mestrado (o tema: potenciais termodinâmicos generalizados, manja?). Na verdade, ele termina essa dissertação desde janeiro. Mas os números são infinitos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xORFY0yWSng&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/xORFY0yWSng&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Outra distração é o nosso programa de <a href="http://www.kyte.tv/bandagentileza" target="_blank">TV ao vivo</a> do qual já falamos por aqui. Hoje tivemos muitos planos e idéias para quadros especiais com os quais pretendíamos atrair a audiência. Obviamente, não deu certo. Não colocamos nada em prática. Mas foi justamente a nossa transmissão ao vivo que nos rendeu uma entrevista muito bacana para o site do <em>Estado de S. Paulo</em>. <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=reality_show_de_banda&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">Leia aqui</a>. Se rolar alguma repercussão, aí sim teremos que nos desdobrar para manter o interesse dos espectadores naqueles momentos em que parece não acontecer nada dentro do estúdio. Mas cada vez mais acontecem mais coisas dentro do estúdio. Amanhã devemos começar as vozes, o drama maior.</p>
<p><strong>_SEGUNDA, 29 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Artur Lipori e Heitor Humberto</p>
<p>Hoje nosso dia no estúdio foi marcado por um fato muito importante: teve cerveja. São quase onze da noite e eu mesmo estou escrevendo esse texto bêbado. Daqui a pouco vamos emendar um bar, não porque estamos com vontade, já estamos bêbados, mas queremos parecer uma banda bem louca para o Plínio. O Plínio gosta de bandas loucas. Maior prova disso é o God Head, uma banda grunge na qual ele tocava nos anos 90. God Head era muito louco.</p>
<p>A gravação rendeu bem hoje. Novamente o Plínio balizou seu trabalho no sistema de recompensas. Assim como o Diogo (Lhasa Apso) o Garapa se comportou como um cão (qual é a raça do Bruno Aleixo?). Às três da tarde o Plínio prometeu sorvete caso ele acertasse. Às onze, só faltava gravar um baixo. Com um detalhe, duas passagens ele acertou de primeira. Mas não foi só isso. Gravamos guitarras de &#8220;Jorge Tadeu&#8221; e da &#8220;Valsa&#8221;. A propósito, a guitarra da Valsa teve uma participação especial: O Gaguinho. Mais especificamente o pedal dele. É um delay handmade (aprendi esse termo com o Plínio. Nossa, eu aprendi muitas coisas com o Plínio. O Plínio é meu melhor amigo do Facebook). Bem louco. E a gente, que é uma banda muito louca, é claro que usou.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oZ6oOqtJ870&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/oZ6oOqtJ870&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Gravar em estúdio é diferente. Você passa meses ensaiando, a música praticamente está incorporada a você. São meses sem erros. Mas chega ao estúdio e parece que muda tudo. Você se concentra, mas erra. Se concentra de novo e erra de novo. Faz um acorde fora do ritmo e recomeça. E a cada vez que recomeça, as pessoas passam a prestar atenção em você. O esquema é acertar de primeira.</p>
<p>O Emílio gravou algumas guitarras. O amp ficou trancado em uma sala e ele tocou aqui na sala técnica. Foram usados dois mics colados no amp. Na música do &#8220;Jorge Tadeu&#8221;,  gravamos todos juntos. Se um errava, continuava. Depois a pessoa corrigia o erro. o Plínio usa esse esquema para ganhar tempo e manter a vibe entre a banda. O Emílio também gravou a viola caipira e o violão. Para isso também foram usados dois mics para dar efeito estéreo.</p>
<p>Resumindo, tudo está correndo bem. Comemos um X-Barreado (iguaria paranaense), tivemos a visita do Jota (autor de &#8220;Piá de Prédio&#8221;) e de alguns familiares queridos. A única coisa que não teve foi o sorvete do Garapa. Mas agora os baixos já estão gravados.</p>
<p><strong>_DOMINGO, 28 DE JUNHO DE 2009</strong><strong></strong><br />
Por Emílio Mercuri, Heitor Humberto e Tetê Fontoura</p>
<p>Dia 2.  Trabalhamos pouco. Quem trabalhou mesmo foi o Nico, o Vinícius, o dono desse império que é o estúdio (tem um hall aqui com crateras lunares no teto). Ele e o Plínio trabalharam em cima das baterias que foram gravadas ontem editando beat por beat.</p>
<p>Chegamos ao estúdio e o Garapa e o Diogo estavam jogando gamão no Nintendo DS, de tão ocupados que estavam. Pra ajudar, o Brasil já perdia a final da Copa das Confederações para os Estados Unidos por 2 a 0. Mas acho que mandamos boas vibrações pra seleção lá na África do Sul. Quando o Diogo terminou &#8220;Pseudo Eu&#8221;, o Brasil virou o jogo e levou o caneco. Beleza! A vitória despertou a criatividade do pessoal por aqui, que criou vários novos quadros para a <a href="http://www.kyte.tv/bandagentileza" target="_blank">TV Gentileza</a>, a distração da galera nos momentos de ócio. Teve o Garapa imitando o Plínio, o Heitor vestido de Charlie Brown, Emílio tocando Michael Jackson e Legião e as mortes do metrônomo e do capitalismo. É o programa da família brasileira. Conferimos em real time como está a audiência. Tivemos picos de 18 pessoas simultâneas. Sucesso.</p>
<p>Outro grande momento que nos esquecemos de contar ontem aqui é a hora do lanche. Todo dia por volta das 18h, toca o interfone. E entram várias pessoas. São todos parentes do Diogo e do Artur. Eles trazem comidas. Ontem ganhamos pão de queijo, torta de maçã e chocolate quente. Hoje foi cachorro quente, bolo de cenoura e café. O Plínio nunca viu algo assim. Eles chegam, nos alimentam e vão embora.</p>
<p>No momento em que escrevo, Artur e Tetê estão gravando o sax e o trompete de &#8220;Maior Com Sétima&#8221;. O Diogo finalizou a gravação da bateria de todas as músicas. Queríamos que ele terminasse antes, mas o Plínio sempre vem com o papo do otimismo e de que vai sobrar tempo. Pois bem, agora que encerrou sua participação, o Diogo será o nosso chato de plantão. Mas ao mesmo tempo, ele será o responsável pelas atualizações do <a href="http://www.twitter.com/gentileza" target="_blank">Twitter</a>, pelas fotos, pelos vídeos e por colocar a TV Gentileza em ordem. Afinal de contas, o Kyte.tv corta a transmissão a cada 15 minutos.</p>
<p>Curiosidades da gravação da bateria: em &#8220;Piá de Prédio&#8221;, montamos um loop. A levada de bossa foi demais para o curitibano sem ginga alguma. Gravamos parte por parte para que ela ficasse certinha e bonita. Já em &#8220;Maior Com Sétima&#8221;, usamos um loop que mais parecia uma escola de samba. Maravilhas da tecnologia. O Diogo preocupou-se apenas em fazer uma levada malandra e falcatrua na bateria.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7cGSbsf9acQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/7cGSbsf9acQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>É isso então. Foi o segundo dia de gravação, parece que esta semana vai passar bem rápido. Estamos entusiasmados na seqüência da gravação dos instrumentos individuais! Até amanhã!</p>
<p><em><strong>_SÁBADO, 27 DE JUNHO DE 2009</strong><strong></strong><br />
Por Artur Lipori</em></p>
<p>Escrever o diário é claramente a função do Heitor. Ele é porta-voz da banda. Mas no momento a voz dele está ocupada com trechos como &#8220;cantar alegremente dentro do armário&#8221;. Bom, deixa ele. Enquanto ele não sai de lá, eu escrevo aqui.</p>
<p>Começo esse diário do dia 27 de junho com uma certeza: não precisava escrever diário nenhum. Eu explico: toda a gravação do disco será transmitida ao vivo na internet <em>(n. do e.: nem vem, Artur. Uma parte da população mundial não tem tempo de acompanhar cada segundo da TV Gentileza.)</em>. (Não vou colocar o link agora porque não lembro o endereço. E tá todo mundo em silêncio gravando. Provavelmente o link vai estar no final desse texto. Daí você clica lá e amanhã assiste).</p>
<p>Voltando à webcam, ela foi a grande atração do nosso primeiro dia. No início, a gente parecia estar mais preocupado com ela do que com a gravação. Buscamos várias maneiras de atrair a audiência. O ápice foi quando o Emílio disse que ia mostrar o menor mamilo do mundo. E o abismo foi quando ele mostrou. Eu tentei tocar o mamilo dele, mas não encontrei. Estamos bolando uma apresentação mais complexa para os próximos dias. O Plínio mesmo prometeu um número inédito. A idéia central é chamar a atenção do Marcelótas. Se ele botar no <a href="http://www.twitter.com/marcelotas" target="_blank">Twitter</a>, vai bombar.</p>
<p>Hoje gravamos 6 baterias e 2 teclados aqui no estúdio do Nico. Rendeu legal. O Diogo parece funcionar como um filhote de Lhasa Apso. Não só pelo penteado, mas por se comportar a base de recompensas. Toda vez que ele faz algo certo, o Plínio dá um presentinho. Já foi CD, refrigerante, afago na cabeça.  Inclusive eu notei uma coisa. A relação deles está esquentando. Ouvi coisas como &#8220;Valeu, Di!&#8221; ou &#8220;Meu Diogão&#8221;. Meio que definimos também o arranjo dos nossos dois sambas, que ainda não começamos a gravar.</p>
<p>Como o foco do primeiro dia era gravar a bateria, a banda toda tocou junta aqui na sala técnica. Ninguém se preocupou em fazer o melhor possível. Menos o Diogo. Tivemos que repetir alguns trechos várias vezes porque a uma certa altura ele não conseguia mais raciocinar. Acho que os pensamentos estavam ecoando lá dentro daquele cabeção e entraram em conflito.</p>
<p>De acordo com o Plínio, o saldo do dia foi positivíssimo. Ele nos anima com o otimismo dele e suas frases de efeito. A gente confia que consegue matar as 12 faixas em 100 horas de estúdio. Se não conseguirmos, pelo menos serão 100 horas de entretenimento barato para os internautas que se arriscarem a assistir as performances infames do Artur e do Garapa tocando Beirut como duas crianças antes da chuva cair.</p>
<p>Legal. Bom, amanhã é um novo dia e pretendemos acabar as baterias e adiantar tudo o que der. Até lá. Olha aí o link para nos assistir ao vivo: <a href="http://www.kyte.tv/bandagentileza" target="_blank">www.kyte.tv/bandagentileza</a> (às vezes ele cai, mas a gente logo arruma).</p>
<p><strong>_SEXTA, 26 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Amanhã entramos em estúdio e finalmente começa de fato o nosso diário de bordo. Chega dessa longa introdução.</p>
<p>Antes disso, peço a atenção para chegar até o ponto em que de fato estamos: hoje.</p>
<p>Definidas as datas de gravação e pré-produção, fizemos um cronograma de vários ensaios por semana. A maioria das 23h à 1h. É por isso que estamos exaustos, afinal todo mundo acorda cedo para ir trabalhar (menos o Emílio, que trabalha na empresa que faz a meteorologia do estado). Com tantos ensaios marcados, conseguimos um desconto de 5% no estúdio. Parece pouco, mas ajudou a diminuir a nossa dívida. Com o estúdio de gravação, também conseguimos 5% de desconto porque pagamos uma parte antecipada.</p>
<p>No dia 11 de junho, o Plínio chegou a Curitiba para fazer a pré conosco. Estava frio pacas. Foram quatro dias no mesmo estúdio em que fizemos todos os ensaios. À medida em que ouvia as músicas, ele dava uns pitacos para deixá-las melhores.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EDzzWaQOhmM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/EDzzWaQOhmM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>As principais alterações que ele pediu foram nas linhas do baixo e na levada da bateria. Mas isso aconteceu em alguns trechos de algumas músicas. Em outras, ele sugeriu que acrescentássemos outros instrumentos para dar uma valorizada, como violino, concertina e guitarra com slide. Tudo pareceu muito coerente e pertinente. Em uma das músicas, a mudança foi mais brusca. A estrutura foi modificada: um trecho pra lá, outro pra cá. No início pareceu bem estranho, mas aos poucos, percebemos que ela ficava realmente mais definida e organizada com a sugestão dele.</p>
<p>Teve um momento interessante: o Diogo, baterista, vinha sugerindo há algum tempo que fizéssemos um trecho de uma música com uma pegada parecida com Queens of the Stone Age. Mas acabamos nunca parando pra pensar se realmente faríamos isso. Foi engraçado ouvir o que o Plínio disse após ouvir essa música: &#8220;ali naquele trecho vocês podem fazer um negócio parecido com o Queens of the Stone Age&#8221;. OK, acertamos em quem chamar para produzir o disco. Fora o fato que ele sacou muito bem a proposta da banda. Isso serviu para nos animar ainda mais.</p>
<p>Plínio foi embora e durante as duas semanas entre a pré e a gravação, continuamos ensaiando para absorver todas as mudanças. Nesse meio tempo (mais precisamente depois dos 3 a 0 do Brasil na Itália) fizemos também um novo arranjo para uma das músicas, com bandolim, concertina, violino, cavaquinho e violão. Mandamos para o Plínio, que aprovou a ideia. A não ser que surjam novas ideias no estúdio, as músicas estão todas prontas.</p>
<p>Hoje, o Diogo e o Artur entram em férias. O Garapa é autônomo. A Tetê é jornalista e trabalha meio-período. Eu consegui uma liberação no trabalho. O Emílio não sei que desculpa inventou para poder ficar os dez dias em estúdio.</p>
<p>Agora só falta acordar amanhã cedo, buscar o Plínio no aeroporto e ir para o estúdio. Usaremos esse espaço para colocar textos sobre a gravação, fotos e vídeos. Esperamos que gostem. Dúvidas, críticas ou sugestões, estamos às ordens: porgentileza@gmail.com. Muito obrigado pela atenção.</p>
<p>Um grande abraço de todos nós!</p>
<p><strong>_QUINTA, 25 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Era início de 2008 e tínhamos decidido: vamos gravar um álbum de estúdio. O problema era o mesmo de três anos antes: a falta de grana.</p>
<p>Um edital da prefeitura parecia ser a solução. Muitos projetos seriam contemplados e havia uma categoria específica para músicos iniciantes. Para não ter erro, contratamos uma especialista na questão, a Bina Zanette, para montar o nosso projeto. Mas apenas isso não era o suficiente. Precisávamos também de um nome de peso para incluir na jogada. Pesquisamos alguns produtores para convidar. Já conhecia o trabalho do <strong>Plínio Profeta</strong> (&#8220;quem não comeu Eliane Galileu?&#8221;, lembra?) como produtor do Lenine, Pedro Luis e a Parede, Katia B., O Rappa, entre outros. Logo, pensamos que o trabalho dele poderia se encaixar muito bem com o nosso. Pela internet, descobrimos o e-mail, escrevemos e ele aceitou.</p>
<p>Montamos um projeto bem caprichado e enviamos. Se fosse aprovado, teríamos tempo e verba para gravar um álbum com bastante tranquilidade. Foram alguns meses de expectativa. Quando finalmente saiu o resultado, foi uma decepção. Aprovaram um projeto de marchinha (marchinha em Curitiba?) e um de músicas natalinas (convenhamos, muito relevante pra cultura da cidade).</p>
<p>Estávamos bastante confiantes com o projeto e, no fim das contas, ele foi por água abaixo. Ficamos meio sem saber o que fazer, afinal voltávamos ao problema da grana. Não teríamos como bancar um bom produtor e um bom estúdio. O Jota, nosso guitarrista, saiu da banda (ele casou com a cantora católica mais famosa do mundo!) e chamamos nosso grande amigo Emílio para as guitarras. Mas estávamos meio desanimados. O próximo passo teria que ser um disco, senão a banda até perdia o propósito, já que para conseguir novos shows em lugares diferentes, era necessário ter um registro melhor.</p>
<p>O fato era que não tínhamos dinheiro. Pensamos em algumas questões:</p>
<p>- precisa ser um produtor tão bom assim para fazer o trabalho? Não podemos economizar chamando outra pessoa? Chegamos à conclusão de que não. Se era pra gastar dinheiro, então que valesse a pena. Seria frustrante demais se gastássemos uma quantia menor e o resultado não ficasse do jeito que queríamos.</p>
<p>- precisa ser um álbum? Não pode ser um single ou um novo EP? Precisa. Já tínhamos dois EPs, precisávamos de um trabalho mais sólido, mais definitivo. Por mais que a venda de discos diminua, um álbum ainda dá mais peso, ainda é melhor recebido do que poucas músicas reunidas num formato mais enxuto.</p>
<p>Bom, no início de 2009, decidimos que não tinha como adiar. O valor de todo o projeto (ensaios, produção, gravação, masterização, prensagem) era muito além do que poderíamos pagar, mas resolvemos assumir o risco. Felizmente, conseguimos um empréstimo e começamos a fazer uma poupança. Vamos levar quase dois anos para pagar toda a dívida. Mas é um sacrifício que já está valendo a pena.</p>
<p>Depois disso, voltamos a falar com o Plínio. Agendamos as datas para ele vir a Curitiba, reservamos 10 dias em um bom estúdio e fizemos um cronograma de quatro meses de ensaios antes do início da pré-produção.</p>
<p><strong>_QUARTA, 24 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Depois da gravação do nosso primeiro EP, ficou mais fácil tocar na cidade. Conseguimos uma abertura em alguns bares e participamos de alguns festivais. Mesmo sendo um registro bastante cru da banda &#8211; gravado ao vivo &#8211; pensei que algum selo ou gravadora poderia se interessar pelo material, enxergar algum potencial no nosso trabalho e que isso pudesse nos render algum convite. Preparei alguns kits para mandar pelo correio. Outros entreguei pessoalmente em gravadoras do Rio de Janeiro com a vã esperança de encontrar alguém com quem já pudesse fazer um contato.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5138" title="Kit Gentileza" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/06/caixasgentileza-diario-240609.jpg" alt="" width="350" height="263" />Tudo que consegui foi deixar as caixas na portaria das gravadoras. Em cada uma, pedi o telefone da pessoa que era a responsável por ouvir os CDs das bandas. Nas semanas seguintes, liguei para cada um deles. Consegui apenas falar com um cara da Sony, que disse que tinha achado o trabalho legal (ele lembrava da banda), mas que não estavam contratando ninguém no momento. Foi um feedback bacana. Mesmo que não significasse quase nada, foi legal saber que alguém dentro de uma gravadora tinha gostado do EP. Acabou servindo como um incentivo para nós.</p>
<p>No fim de 2006, participamos de um concurso de bandas chamado <strong>Curitiba Rock Fight</strong>. Felizmente ficamos com o primeiro lugar e, como prêmio, ganhamos 40 horas de estúdio para gravar três músicas. Demoramos um tempo para começar a gravação. Seria a nossa primeira experiência em estúdio. Marcamos datas muito distantes umas das outras e chegamos sem saber muito bem como queríamos cada música. Isso foi péssimo. Erramos bastante, perdemos algum tempo inventando arranjos dentro do estúdio. Tivemos algumas dificuldades para agendar horários no estúdio e fomos deixando para depois e depois. Acabamos nunca terminando essa gravação.</p>
<p>Um dos motivos foi o convite que recebemos para gravar um novo EP na segunda edição da Grande Garagem que Grava, que tinha acabado de ganhar um novo edital e faria mais uma leva de CDs. A diferença dessa vez é que não precisaríamos pagar nada. E em vez de 100, receberíamos 150 cópias do disco. A essa altura, já contávamos com dois novos integrantes, a Tetê no saxofone e o Artur no trompete. A gravação foi muito importante para nós. Com ela, conseguimos divulgar um pouco mais o nosso trabalho. Foram shows em outras cidades, resenhas em sites e até na <em>Folha de S. Paulo</em>.</p>
<p>Depois disso, chegamos à conclusão de que para alcançar novos ouvintes e shows maiores, precisávamos de um trabalho mais sólido, um álbum gravado em estúdio e com uma boa produção.</p>
<p><strong>_TERÇA, 23 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Bom, antes de começar a descrever nosso dia a dia de gravações, é legal contar como chegamos à conclusão da forma que queríamos dar para esse nosso trabalho.</p>
<p>A banda começou em 2005 e com alguns meses de vida, resolvemos gravar algumas das músicas que já tínhamos em nosso repertório. Mas logo percebemos que havia dois problemas. Um deles era encontrar um estúdio com bons equipamentos e um bom técnico (na época, nem nos passava pela cabeça o papel de um produtor) para que o resultado não ficasse com aquela cara de demo mal feita (já vi boas bandas acabarem porque fizeram gravações ruins que mais serviram para desanimar os integrantes do que divulgar o trabalho). Mas para bancar um estúdio razoável, precisávamos de dinheiro. Estava aí o nosso segundo problema. Ninguém tinha condições de dar grana para a banda na época.</p>
<p>Felizmente, a solução acabou sendo mais fácil do que imaginávamos. Em 2005 estava sendo realizado aqui em Curitiba o projeto <strong>A Grande Garagem que Grava</strong>, uma ideia simples e sensacional que deveria existir em todas as cidades. Rodrigo Barros e Luis Antônio Ferreira, duas figuras da música independente da cidade, ganharam um edital da prefeitura para montar um mini auditório equipado para gravar shows de bandas curitibanas. Foram 16 shows que resultaram em 16 CDs. Não fosse o bastante ganhar uma gravação de graça, cada banda ainda ganhou 100 cópias para vender pelo preço que achasse mais justo. Com o dinheiro arrecadado, os grupos encomendavam mais cópias, gerando mais dinheiro e mais divulgação. Genial, não? O que era uma pequena verba para a prefeitura foi o suficiente para que, de uma hora para a outra, muitas bandas lançassem discos. Eram todos gravados ao vivo, mas com qualidade muito superior a muitos estúdios por aí.</p>
<p>O problema foi que não havíamos sido selecionados para participar desse projeto.</p>
<p>Também pudera, a banda era recém nascida. Mesmo com o projeto da GGG já encerrado, fui até lá para conhecer o Ferreira e o Rodrigão e perguntar se não existia a possibilidade de aproveitar a estrutura que eles haviam montado para gravar um novo disco, o nosso. Eles toparam, mas precisaríamos fornecer uma ajuda de custo, pois a grana do edital já tinha terminado. Conseguimos levantar o que eles pediram e marcamos uma data. Ensaiamos o quanto pudemos e divulgamos pra deus e o mundo.</p>
<p>No dia, estávamos bastante nervosos. Aquele seria não apenas um dos nossos primeiros shows na carreira, como também seria gravado e resultaria no nosso primeiro EP. As músicas não poderiam ser repetidas, então não havia espaço para erros. Obviamente erramos. Mas nem deu tempo de criar muita expectativa com o resultado. O PC que gravava as faixas queimou durante a apresentação e tivemos que marcar outra data.</p>
<p>Foi sorte, pois tivemos tempo para ensaiar mais um pouco e perder o nervosismo. Deu tudo certo. Os amigos e parentes foram mais uma vez para prestigiar. Um mês depois do novo show, já estávamos com cem cópias do disco em mãos. Esgotaram rapidamente e logo fizemos mais cem cópias. Foi com esse EP que conseguimos começar a tocar em bares e festivais da cidade.</p>
<p style="clear: both; text-align: left;">
<p><strong>_SEGUNDA, 22 DE JUNHO DE 2009</strong><br />
Por Heitor Humberto</p>
<p>Olá a todos, tudo certo? A partir de hoje usaremos esse espaço para escrever sobre a nossa experiência de gravar o primeiro disco em estúdio. A convite da Agência Alavanca, contaremos aqui as nossas impressões, erros e acertos dessa nova experiência, desde a pré-produção até a prensagem e o lançamento do CD. Pelo nosso <a href="http://www.twitter.com/bandagentileza" target="_blank">Twitter</a>, faremos atualizações mais curtas e frequentes. Por aqui, tentaremos fazer um relato mais detalhado, inclusive com fotos e vídeos. Esperamos que seja tão válido e interessante para vocês quanto será para nós.</p>
<blockquote><p>Pelo <a href="http://www.twitter.com/bandagentileza" target="_blank">Twitter</a> você pode acompanhar um pouco mais do cotidiano de <strong>Heitor e Banda Gentileza</strong><strong> </strong>no estúdio.<br />
Se quiser falar com eles, escreva para <a href="mailto:porgentileza@gmail.com">porgentileza@gmail.com</a>.</p></blockquote>
<p style="clear: both; text-align: left;">
<p><em></em><em>Foto: Diego Cwb</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/06/23/diario-das-gravacoes-banda-gentileza/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário das gravações: Apanhador Só</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 17:42:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Kumpinski]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[FUMPROARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Gravações]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=4982</guid>
		<description><![CDATA[O vocalista e guitarrista da banda de Porto Alegre, Alexandre Kumpinski, volta a escrever para Alavanca e, num "exercício barato de raciocínio lógico e não conclusivo", nos conta mais novidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>_DIÁRIO #3</strong><br />
Porto Alegre, 20 de julho de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Apesar do Rock&amp;Gol estar aí firme divertindo a galera, tem muita gente que defende que ser músico e jogar bola é uma combinação quase tão auto-destrutiva quanto beber e dirigir. Claro que pra dirigir <em>Barfly</em> o Barbet Schroeder tomou lá os seus drinques, mas em compensação um de seus mais famosos xarás (o pianista Schroeder, d&#8217;A Turma do Charlie Brown) nunca foi visto à toa jogando bola com os amiguinhos.</p>
<p>É com esse exercício barato de raciocínio lógico e não conclusivo que abrimos o diário #3 já num clima de férias de julho e procrastinação. Porque se essa introdução serve pra alguma coisa, é só pra dizer em muitos caracteres que esse jovem que vos escreve resolveu se aventurar numa pelada de domingo e saiu com os ligamentos do tornozelo esquerdo parcialmente escangalhados.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5730" title="Alexandre Kumpinski" src="http://alavanca.art.br/wp-content/uploads/2009/07/alexandrekumpinski-diario3-350px.jpg" alt="" width="350" height="467" /></p>
<p>Naturalmente, não sendo a lesão no braço ou na mão, sigo cantando, rimando fraquinho e tocando violão. Só que agora chego no Estúdio12 não de ônibus, mas de carona; e gravo as vozes não de pé, mas quase deitado. De resto segue tudo igual, tirando que uísque não pode, por causa do remédio (sobra mais gelo pra tratar a lesão, quem diria), e que o Fruet me trata melhor agora que não sou mais só ruim da cabeça, mas também doente do pé.</p>
<p>Enquanto vamos acabando de gravar as vozes do disco, o cavalheiresco Fruet já tá começando a mixar algumas músicas com toda aquela garra e artéria pulsante que lhe é característica. Só quem já viu ele moldando frequências num equalizador gráfico pirata conhece a poesia contida no ato. É corte de grave pra lá, agudo retilíneo uniforme pra cá. Vale um vale!</p>
<p>E as 2 músicas cujos vocais ainda faltam ser gravados são as que tinham pendências de letra a serem resolvidas até esse último fim de semana: &#8220;Prédio&#8221; e &#8220;Nescafé&#8221;. A primeira foi escrita em parceria com o poeta Diego Grando, e foi exatamente com ele que eu me sentei numa mesa de bar nesse último sábado pra desabafar dúvidas, rabiscar novidades e fechar conclusões a respeito dela. Já &#8220;Nescafé&#8221; foi escrita a 8 mãos: as minhas, as do Ian Ramil, as do Marcelo Souto e as do mesmo Diego Grando. Nesse caso, a letra sofreu os ajustes finais através de um longo e amigável e-mail coletivo no qual a gente afiou os miolos pra matar as incertezas do coração.</p>
<p>Agora é se concentrar pra finalizar direitinho as vozes principais, se inspirar pra alguns backing vocals, não esquecer de levar o kazoo pra atazanar o Fruet nos momentos de descanso e preparar os ouvidinhos com muito sabão e cotonete pra decisiva fase das mixagens. Martin, Felipe e Pacote também vão se aventurar nos backings vocals e eu já passei pra eles a minha receita de melzinho com própolis batizado pra aquecer a goela.</p>
<p>Na próxima quinzena espero poder falar não só sobre essa nova experiência dos meninos cantantes, mas também sobre Boto Stanley, o técnico de gravação mais otimista e paciente da história do Estúdio12. Se sobrar linha, trataremos sobre o sumiço de Slap Mauro, o lula-molusco da comunidade judaica reggaeira de Porto Alegre que nunca mais apareceu nas gravações da Apanhador pra distribuir opiniões sinceras e marcantes a respeito de tudo o que há nesse mundo. Até lá, e muito obrigado a Benedict Grapeson por inventar a tornozeleira com fecho de velcro.</p>
<p><strong>_DIÁRIO #2</strong><br />
Porto Alegre, 06 de julho de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Nosso produtor Fruet, do alto da sua sabedoria, já tinha nos dito algumas vezes que passar uma semana ou dez dias na praia pré-produzindo um disco rende o mesmo que dois meses de trabalho aqui em Porto Alegre. Foi assim com a Chimarruts, foi assim com a <a href="http://www.myspace.com/publicarock" target="_blank">Pública</a>, não teria porque ser diferente com a Apanhador. E, de fato, não foi.</p>
<p>Como eu expliquei no diário #1 &#8211; quem ainda não leu, faça-me o favor! &#8211; a gente dividiu o disco em dois grandes grupos de músicas. O primeiro deles pré-produzimos em Porto Alegre, em meio a aulas, trabalhos, outras bandas e toda a sorte de diversão e badtrips que uma cidade grande pode oferecer. Como os horários dos integrantes da banda não se batiam direito, depois de uma rápida rabiscada de caneta num papel com os compromissos de todos organizados em tabela, chegamos à amedrontadora conclusão de que só conseguiríamos ensaiar de madrugada durante a semana. O Martin (baterista) ficou um pouco preocupado, achando que isso poderia atrapalhar o Clube dos Brincadeirinha, coletivo de homens que apesar de serem heterossexuais gostam de se vestir de mulher e sair na noite apavorando a cidade. Martin é co-fundador do grupo e não chega a se vestir de mulher, mas organiza a bagunça e ganha salário fixo pra isso. Compra peruca, glitter, salto 15 e distribui. Uma loucura! Mas nem chegou a atrapalhar, já que normalmente o Clube se junta nas quartas, dia em que a gente nunca ensaiava porque eu tinha que dormir num laboratório do sono pra investigar o motivo de sempre acordar no meio da noite mastigando os meus cadarços.</p>
<p>Pois bem, a gente não conseguia ensaiar muito aqui em Porto Alegre, mas quando chegou o verão  – e junto com ele o momento de pré-produzir a segunda metade das músicas – a gente jogou a vida pro alto, juntamos os equipamentos, assopramos as havaianas, nos lambuzamos de Cenoura &amp; Bronze e nos mandamos pra praia do Cassino! Apesar do nome, lá a gente não viu sequer um carteadinho à toa, uma biriba ou uma canastrinha de velhos. Roleta, então, nem pensar&#8230; que dirá Russa! Mas é uma bela praia e o povo de lá nos recebeu muito bem. Rolou até show de despedida no meio da avenida. Ficamos na casa da família do Fruet sendo tratados como marajás pela Dona Helena, cozinheira de mão cheia e coração grande, cuja única infelicidade nessa vida foi ter nascido vó do Fruet. Aliás, esse mesmo Fruet nos apresentou a cidade, nos levou pra passear de barco e organizou festinhas com muito chocolate, cerveja e polícia no portão. Grande!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/krJYO4ClIyg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/krJYO4ClIyg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E no fim a gente viu que o produtor tinha razão mais uma vez: a pré-produção da segunda metade do disco na praia foi léguas mais rápida que a da primeira na cidade. Estarmos todos na mesma casa, dormindo, comendo e descansando nos mesmos horários, tocando muitas horas por dia e brigando pela fila do banho nos fez passar a régua nos arranjos de 6 músicas em 6 dias, acertando metrônomos e já fazendo gravações pra ver como é que tava soando a coisa toda. Falando nisso, acertar os andamentos das músicas não é uma tarefa tão simples como parece. Várias músicas da Apanhador tem quebras de metrônomo, o que fez a gente ficar testando e gravando guias nos ensaios várias vezes até acertar os bpms direitinho. O Martin tocava com o click nos fones e a gente ia seguindo. Depois parava, escutava, torcia o nariz ou batia palma, discutia, mapeava, trocava e gravava de novo até achar que tá bom. &#8220;Nescafé&#8221; é a faixa campeã de trocas de andamento no meio da canção, somando 13 no total. Botamos fé que o Zagallo vai curtir o som.</p>
<p>No momento continuamos gravando vozes. Já estão devidamente documentados os vocais de &#8220;E se não der?&#8221;, &#8220;Peixeiro&#8221;, &#8220;Um Rei e o Zé&#8221;, &#8220;O Porta-Retrato&#8221; e &#8220;Pouco Importa&#8221;. Na última sexta-feira a gente começou a gravar &#8220;Origames Over&#8221;, mas como eu tava num dia meia-boca, desafinando muito e lançando perdigotos nos microfones do Fruet a toda hora, a gente acabou achando melhor deixar pra segunda (com beijo na bunda e tudo). Gravar voz tem essa dificuldade a mais: tem dias que não encaixa e não adianta chorar as pitangas. Se é guitarra e tu não tá num dia muito bom, dificilmente a gravação vai ficar ruim o suficiente pra não poder ser aproveitada de alguma maneira. Mas vozes às vezes não rola mesmo.</p>
<p>E com isso a gente vai encerrando esse diário #2. Se mantenham agasalhados, não briguem com seus colegas e deixem os seus cãezinhos fornicarem à vontade. Se eles não sentem vergonha, não tem porque a gente sentir por eles. E se algum dia tiverem a oportunidade, comam o escondidinho de abóbora da Dona Helena que vale muito a pena.</p>
<p><strong>_DIÁRIO #1</strong><br />
Porto Alegre, 22 de junho de 2009</p>
<p><em>Por Alexandre Kumpinski</em></p>
<p>Olá. Meu nome é Alexandre Kumpinski, mas podem me chamar só de Alexandre. Ou só de Kumpinski, tanto faz. Ou podem inventar algum apelido bacana pra mim (Zoréba não vale).</p>
<p>Eu sou vocalista e guitarrista da <a href="http://www.myspace.com/apanhador" target="_blank">Apanhador Só</a>, banda que está gravando o seu primeiro álbum. De agora em diante eu vou escrever o que se pode chamar de um diário de gravações. Vou contar aqui a quantas anda o disco, além de alguns dos melhores ou mais importantes momentos do que tem sido a gravação dele.</p>
<p>Esse álbum está sendo financiado pelo <a href="http://www2.portoalegre.rs.gov.br/fumproarte/" target="_blank">FUMPROARTE</a>, fundo municipal de apoio à cultura aqui de Porto Alegre. Conseguimos esse financiamento na terceira vez em que inscrevemos o nosso projeto nesse edital, e como qualquer um pode imaginar, ficamos contentíssimos por termos conseguido o dinheiro necessário pra gravar o nosso primeiro disco em ótimas condições, podendo escolher bons estúdios onde gravar, um bom produtor pra produzir etc.</p>
<p>A produção do disco é do <strong>Marcelo Fruet</strong>, um dos personagens principais do que vai ser esse nosso diário de gravações. Isso porque Fruet não só produz, como também ensina a viver.  E é um alvo fértil pras minhas piadas, que não tem graça nenhuma, mas o irritam como quase ninguém (e por isso cumprem um papel essencial dentro do processo criativo do disco: o Fruet irritado fica mais crítico e faz a gente tocar melhor, vejam só.) Ainda bem que eu descobri isso cedo.</p>
<p>Pois bem: o disco vai ter 13 faixas que a gente dividiu em dois grupos pra pré-produzir e gravar. Essa divisão foi sugestão do Fruet, que nos contou que dividir o repertório faz com que a gente se concentre mais em cada música, aprofunde mais os seus arranjos e perceba melhor as suas necessidades. Sábio Fruet! O lado negativo, como ele mesmo nos avisou, é que com essa divisão o processo todo fica um pouco mais lento, porque as etapas todas têm de ser vencidas duas vezes. Mas entre pressa e precisão, a gente escolheu a opção que não nos faria comer um disco cru. Então dividimos o repertório em um primeiro grupo de 7 músicas e um segundo grupo de 6. Os grupos foram escolhidos conforme a sonoridade das músicas, já que as baterias do primeiro seriam gravadas no estúdio Soma, e as do segundo no Estúdio 12, que é o estúdio do próprio Fruet e no qual a maior parte do disco foi/vai ser gravada.</p>
<p>Digo &#8220;foi/vai ser&#8221; porque já gravamos quase tudo o que era preciso gravar, mas ainda há alguns instrumentos a serem vencidos. Nessa segunda quinzena de junho em que escrevo, estamos gravando os vocais. Baterias, guitarras, baixos, violões, percussões-sucata e outros sonzinhos de todas as músicas já estão devidamente imprimidos no hd do Fruet. Falando nisso, vocês precisam ver a criatividade do Fruet na hora de nomear os hd’s dele (assunto pra outro dia, alguém me lembra disso, por favor).</p>
<p>Já os instrumentos que não são comuns à formação da banda e que exigem boa técnica pra serem tocados decentemente (bandolim e gaita, por exemplo), ainda serão gravados por convidados especiais. Escaleta eu mesmo andei gravando e fiquei muito orgulhoso. Depois descobri que até a minha priminha de pouco mais de dois anos tem uma escaleta e consegue tocar. E ela também faz balé.</p>
<p>A gaita (ou acordeão) citada antes é pra música &#8220;Balão-de-Vira-Mundo&#8221;, que recebeu uma parte nova no arranjo.  Deverá ser gravada pelo maestro <a href="http://www.myspace.com/seuconjunto" target="_blank">Arthur de Faria</a>, que saca muito de tango e metereologia. Se confirmarmos a necessidade de um bandolim na música &#8220;Peixeiro&#8221;, <a href="http://www.myspace.com/levitaneostripulantes" target="_blank">Cláudio Levitan</a>, conhecido também como Capitão Tan-Tan, será escalado pra fazer as cordinhas saltitarem, mesmo que ele ainda não saiba disso. (Se por acaso tu estiver lendo, Cláudio, topas?)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bUxPAT-Xs1U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/bUxPAT-Xs1U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Naturalmente, é melhor que os instrumentos que já estão devidamente acertados no arranjo estejam gravados antes que o que ainda precisa ser criado e lapidado pinte na área. Por isso estamos gravando as vozes antes das participações dos convidados. E é por isso que eu não tenho tomado muito gelado, não tenho gritado muito nos jogos do Colorado e não tenho dormido de boca muito aberta. Estou alerta, cuidando da voz. Uma engasgada com uma mosca a essas alturas do campeonato poderia ser trágico. Todo cuidado é pouco.</p>
<p>Enfim, pra não me estender demais, vou encerrando por aqui esse que é o primeiro capítulo, a primeira página, o primeiro passo desse nosso diário de gravações. Conforme as coisas forem acontecendo ou sendo lembradas, eu vou escrevendo. Algumas coisas eventualmente eu acabo inventando, mas as partes importantes são todas verdade. Só minto pra fazer piada. Não tenho prima nenhuma, por exemplo. E os nomes dos HDs do Fruet são só números. Sem graça nenhuma.</p>
<p><strong>Alexandre Kumpinski</strong><strong></strong> é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. <strong>Leia mais:</strong></p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/08/03/diario-apanhadorso-agosto2009"><strong>Agosto 2009</strong></a></h2>
<p>(diários #4 e #5)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/09/08/diario-apanhadorso-setembro2009"><strong>Setembro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #6)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2009/10/01/diario-apanhadorso-outubro2009"><strong>Outubro 2009</strong></a></h2>
<p>(diário #7)</p>
<h2><a href="http://alavanca.art.br/2010/04/07/diario-apanhadorso-abril2010"><strong>Abril 2010</strong></a></h2>
<p>(diário #8 &#8211; final)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/06/22/diario-apanhadorso-julho2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mapa Musical encerra pesquisa sobre blogs dia 15 de junho</title>
		<link>http://alavanca.art.br/2009/05/28/mapa-musical-encerra-pesquisa-sobre-blogs-dia-15-de-junho/</link>
		<comments>http://alavanca.art.br/2009/05/28/mapa-musical-encerra-pesquisa-sobre-blogs-dia-15-de-junho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 01:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Alavanca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alavanca Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Aliás...]]></category>
		<category><![CDATA[asides]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa Musical]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://alavanca.art.br/?p=4486</guid>
		<description><![CDATA[Quase 150 blogs e sites participaram da primeira pesquisa do Mapa Musical, projeto que pretende nortear a todos nós sobre os rumos da música independente no Brasil. 15 de junho é a data do encerraremos desse questionário inicial. Os resultados serão apresentados por meio do site www.mapamusical.com.br no dia 1º de junho. Portanto, aproveite as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 150 blogs e sites participaram da primeira pesquisa do Mapa Musical, projeto que pretende nortear a todos nós sobre os rumos da música independente no Brasil. 15 de junho é a data do encerraremos desse questionário inicial. Os resultados serão apresentados por meio do site <a href="http://www.mapamusical.com.br" target="_blank">www.mapamusical.com.br</a> no dia 1º de junho. Portanto, aproveite as duas próximas semanas para responder às nossas perguntas e indicar a pesquisa aos amigos que possam se interessar. A lista completa de quem já colaborou está disponível no site. Até o fim do ano, entram no ar pesquisas sobre o perfil das casas de shows, o interesse das bandas e os hábitos do público.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://alavanca.art.br/2009/05/28/mapa-musical-encerra-pesquisa-sobre-blogs-dia-15-de-junho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

