
Foto: Cristiano Andrigheto
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// O QUE DISSERAM
Partículas atômicas com crise de identidade, o horizonte pelado no olho do sapo, ecos de psicodelia sessentista fotossintetizados por folhas de cana-de-açúcar de uma terra temporalmente distante. Tudo isso, ou apenas uma Utopia Líquida emanada de cinco cabeças agrupadas pelo som das nuvens e paisagens úmidas e barulhentas. Atualmente são um quinteto integrado por Pedro Bonifrate (vocal e guitarra), Diogo Valentino (baixo e vocal), Kauê Ravaneda (guitarra e backing vocal), Filipe Giraknob (guitarra e efeitos) e Digital Ameríndio (bateria) e eles estão preparando um novo disco a ser lançado em breve.
Os Supercordas já vibraram materialmente por oito capitais brasileiras e um caldeirão de outras cidades por aí afora em desde 2003, quando lançaram o EP caseiro A Pior das Alergias pela Midsummer Madness. Em 2005 espalharam seus tentáculos pela internet com outro EP caseiro, o espacial Satélites no Bar. Desde então, entraram num redemoinho de acontecimentos: no ano seguinte, foram apontados pela revista Bizz como um dos “13 nomes que realmente importam no novo rock” e se apresentaram em diversas casas no Rio e em São Paulo, e viajaram a Brasília (Super Noites Senhor F) e Goiânia (Festival Bananada).
Um turbilhão de convites para apresentações e muito mais visibilidade levaram a banda a gravar seu primeiro álbum – Seres Verdes ao Redor – com uma sonoridade mais polida. O grupo iniciou a produção do disco nos estúdios da Trama em São Paulo (depois de ter ganho 36 horas de gravação num concurso do TramaVirtual e da revista Capricho) e concluíu o trabalho em casa – no Rio e em Parati.
Lançado no final de 2006, pela Trombador Discos, o ganhou elogios da crítica especializada que o elencou em diversas listas de melhores lançamentos daquele ano e, recentemente, apareceu em seleções de discos referência desta primeira década dos anos 00, em sites como Trabalho Sujo, Scream & Yell, Rock’n'Beats e La Cumbuca.
A beleza e frescor de sua psicodelia bucólica rendeu à banda novos convites para se apresentar em programas de televisão (TramaVirtual/Multishow, Radiola/TV Cultura, MTV, Alto Falante), festivais (Coquetel Molotov, Planeta Terra, Calango, Garimpo), além de concertos pelo interior paulista (Ribeirão Preto, Araraquara e Franca) e pelas cidades de Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Juiz de Fora, além de Rio de Janeiro (Circo Voador, festa Loud!) e São Paulo, onde tiveram a oportunidade de dividir palco com Fernanda Takai, no projeto Supernovas, do CCBB.
Atuando há sete anos em quatro formações diferentes, o grupo tem se firmado como um dos mais influentes e criativos de sua geração. Com um repertório de canções que discorrem sobre temas que vão do amor ao aquecimento global, passando por ciência moderna, vida rural e manguezais, e somando à tradição cancionista alguns elementos experimentais da música contemporânea, o conjunto conta hoje com um vasto grupo de fiéis seguidores pelo país afora.

Índico de Estrelas / O Céu Sobre As Cabeças
Single – Shroom Records, 2010
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Mágica
Single – Shroom Records, 2008
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Seres Verdes ao Redor: Música para Samambaias, Animais Rastejantes e Anfíbios Marcianos
CD – Trombador Discos/Tratore, 2006
OUÇA: “Frog Rock“; “Ruradélica“; “Sobre o Frio”
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Ruradélica
Single – Trombador Discos, 2006
Disponível para download no site www.tramavirtual.com.br/supercordas

Satélites No Bar (EP+2)
EP – Shroom Records, 2005
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A Pior Das Alergias
EP – Midsummer Madness, 2003
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// O QUE DISSERAM
“E o Supercordas, que é uma das melhores bandas da atualidade e talvez tenha o melhor compositor dessa nova leva, que é o Bonifrate.”
- Dago Donato, entrevista para o Jornal O Povo“Uma revisão pós-tudo das plantações lisérgicas do rock rural, do space rock e da psicodelia.”
- Cláudio Szynkier, Revista BizzSERES VERDES
“Um dos mais refrescantes e originais discos recentes do pop brasileiro”
- Thiago Ney, Folha de São Paulo“É quase como uma continuação brasileira do antológico Pet sounds, dos Beach Boys.”
- Antônio Carlos Miguel, O Globo“O emocionante disco de estréia do Supercordas é daquela espécie de obra que transcende os limites da cena independente e, mesmo de sua época, e deixa marcas profundas em sua geração. Um fato tão evidente que nem a ditadura do jabá, a dependência cultural externa e a burocracia das novas e velhas elites pensantes podem obscurecer.”
- Fernando Rosa, Senhor F“Tocam e cantam bem e não têm o menor ímpeto adolescente de ‘chocar’ o ouvinte com agressividades vãs. Antes, adoram suas canções onírico-teúricas com detalhes de arranjos delicados, barulhinhos graciosos e melodias redondas, com um pé no folk dos Secos & Molhados e outro na estratosfera.”
- Ricardo Alexandre, Revista Bizz“É algo que fica entre Mutantes, Raul Seixas e Beatles. Despretensioso e livre musicalmente”
- Tatiana Wuo, Revista Rolling Stone“Num tempo em que o rock carioca se divide entre clones dos Los Hermanos e emuladores dos sons modernos de Nova York e Londres, o quarteto assume uma bicho-grilagem que chega a ser comovente – em sua recusa a embarcar nas últimas modas. (…) Alienígena em sua terra, o som do grupo tem paralelo nacional no rock gaúcho de nomes como Júpiter Maça e Os The Dárma Lóvers. Uma psicodelia brejeira que pode ter suas raízes no Clube da Esquina, no rock rural setentista ou nos Mutantes – ou na onda revivalista gringa puxada por grupos como Flaming Lips ou Neutral Milk Hotel. Ou, ainda e por que não?, na fonte inesgotável que são os Beatles. Em “Ruradélica” e seu arranjo vocal, ou na levadinha inconfundível de “Sobre o frio”, sente-se a influência de modo marcante. Eles não param por aí.”
- Marco Antônio Barbosa, Jornal Musical“A música é cheia de referências, da psicodelia lo-fi de Olivia Tremor Control, passando pelo rock rural de Sá, Rodrix & Guarabyra, o primeiro disco de Júpiter Maçã, Beatles (e Paul McCartney do primeiro disco), Clube de Esquina, Pink Floyd em seu mais idílico, tudo para disfarçar, com rock aparentemente preguiçoso e casual, um forte senso melódico e de atenção a detalhes de arranjos. Uma série de músicas simples, mas cheias de barulhinhos e camadas sonoras que parecem não estar lá, como bichos e ervas no meio de uma plantação.”
- Fabio Bianchini, Diário Catarinense“A psicodelia rural do Supercordas poderia ser facilmente associada ao legado do Clube da Esquina, dos Mutantes e dos Novos Baianos. Mas vai além das referências, ao exibir a adolescência de um estilo desenvolvido desde os anos 1990 pelos amigos (Diogo) Valentino e (Pedro) Bonifrate – o último, compositor e vocalista. (…) As influências do Supercordas não são o novo rock de um Strokes ou o emocore (muito menos Roberto e Erasmo), mas o folk psicodélico do Olivia Tremor Control e do Flaming Lips, o country rock atualizado do Wilco.”
- Daniela Paiva e Tiago Faria, Correio BrasilienseO nome, a capa, a decoração do palco nos shows da banda e, claro, principalmente o som agridoce das músicas, formam um álbum conceitual sobre psicodelia rural, com violas, harmonias, efeitos de theremim e letras sobre sapos orquestrais, rios de leite e sonos de maracujá.
- Wilson Farina, Banana Mecânica“Saíndo direto da cena underground carioca, o Supercordas vai se confirmando como uma das promessas do pop nacional, exibindo criatividade, ousadia e inteligência, demonstrando que a música pop pode ser um produto de qualidade.”
- Jornal O Sul de Minas