// Stela Campos

Foto: Leonardo Barbalho


// RELEASE
// FOTOS
// DISCOGRAFIA
// HISTÓRICO DE SHOWS
// VÍDEO-CLIPES
// O QUE DISSERAM

// RELEASE

Já chamaram Stela Campos de “Billie Holiday de garagem” (Chico Science) ou “Lou Reed de São Paulo” (vários). A cantora-compositora paulista não se deixa seduzir por essas pretensões (tampouco deseja para si o peso delas). Por outro lado, ela representa algo ainda mais relevante: estranha no ninho do pop brasileiro, dona de uma voz inconfundível (fator raro na terra das marisas), ela equilibra senso vanguardista com um apurado talento para compor melodias ‘catchy’.

Autoral e inclassificável, ela também se apóia em outro grande diferencial: embora sempre amparada por músicos extraordinários (o produtor Maurício Bussab, Fernando Catatau, Rian Batista, Clayton Martin, os três do Cidadão Instigado, Maurício Takara, DJ Dolores, DJ Periférico, além do velho parceiro e alquimista de pedais Adriano Leão), Stela é arranjadora e multiinstrumentista. O que se ouve em seus discos é uma recriação bastante aproximada de suas demos lo-fi (devidamente enriquecida pelos adornos de seus colaboradores).

A temática de Stela Campos é igualmente singular. Desde que se uniu ao parceiro-letrista Luciano Buarque em Fim de Semana (2002), seu segundo álbum, vem se tornando uma especialista dos “eternos coadjuvantes” da metrópole. Motoboys, corretores decadentes, operadores da bolsa, desempregados, publicitários solitários, dependentes químicos e toda a sorte de almas perdidas já passaram por seu cancioneiro – por vezes bilíngüe.

Antes de sua carreira solo, Stela Campos esteve a frente da guitar band Lara Hanouska, que teve seu auge em 1997 com uma demo tape produzida por Lúcio Maia (Nação Zumbi) e uma indicação ao VMB. Suas credenciais ainda incluem gravações antológicas da cena mangue beat (a música-tema do longa “Baile Perfumado”, composta por Fred 04) e a participação no cultuado projeto de um disco só Funciona Senza Vapore, que daria ao mundo a canção “Criança de Domingo”, imortalizada por Chico Science em Afrociberdelia. Em tempos mais remotos (1989), entretanto, foi cantora de jazz da noite paulistana.

Depois de misturar rock-folk-jazz-eletrônica-noise e psicodelia em seus três aclamados álbuns – Céu de Brigadeiro (1999), Fim de Semana (2002) e Hotel Continental (2005) -, Stela Campos lança agora seu quarto trabalho: Mustang Bar, descrito pela própria como french rock robótico sessentista, com pitadas de delays analógicos e música de ninar para insones.

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// DISCOGRAFIA

ligia_discografiaLigia Hello Kitty / Two Of A Kind
Single Virtual – Independente, 2009
Baixe aqui.

Mustang Bar
CD – Independente, 2009
Ouça aqui ou aqui.
Release e faixa-a-faixa

Brand New Robots EP
EP Virtual – Independente, 2009
Baixe aqui.

Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão
Single Virtual – Independente, 2009
Baixe aqui ou aqui.

Daniel Johnston EP
Single Virtual – Independente, 2008
Baixe aqui.

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Hotel Continental
CD – Outros Discos, 2005

Com participações de DJ Periférico (Záfrica Brasil), Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Maurício Takara (Hurtmold, Instituto), Rian Batista (Instituto, Cidadão Instigado), Clayton Martin (Detetives, Vaca de Pelúcia), Kuki Stolarski (Bojo), Du Moreira (Bojo), além da cellista Ana Eliza Colomar e do guitarrista recifence Adriano Leão.

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Fim de Semana
CD – Outros Discos, 2002

Gravado entre junho de 2001 e fevereiro de 2002. A produção ficou por conta de Maurício Bussab, da banda Bojo. Além da mão fundamental de Bussab nos arranjos do álbum, Stela buscou a colaboração de artistas como DJ Dolores, Eder O Rocha (Mestre Ambrósio), Marcos Bowie (Karnak), além do velho parceiro Adriano Leão.

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Céu de Brigadeiro
CD – Outros Discos, 1999

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// HISTÓRICO DE SHOWS

    # 2009
  • Festa Urbanaque @ São Paulo [14.11.09]
  • Casa do Mancha @ São Paulo [17.10.09]
  • Festival Contato @ São Carlos (SP) [11.10.09]
  • Clube Berlin @ São Paulo [18.09.09]
  • “Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão” @ Showlivre
  • “Brand New Robots” @ Showlivre
  • “Supermarket Dreams” @ Showlivre
  • Baile Punk @ Studio SP, São Paulo [19.08.09]
  • Temporada @ Livraria da Esquina, São Paulo [07.09]
  • Lançamento de Mustang Bar @ Espaço +Soma, São Paulo [06.06.09]
  • Inferno Club (com MoMo) @ São Paulo [17.04.09]
  • Stela Campos e Monique Maion @ CCSP, São Paulo [28.03.09]
  • NOITE ALAVANCA (com Lulina) @ Livraria da Esquina, São Paulo [21.03.09]
    • # 2008
    • Café Elétrico @ São Paulo [21.12.08]
    • Folk This Town @, Bar B, São Paulo [23.11.08]
    • “Mustang Bar” @ Poploaded Sessions
    • “Winter is Blue” @ Poploaded Sessions
    • “Apartamento” @ Poploaded Sessions
    • “Câmera” @ Poploaded Sessions
    • Folk This Town @ Santa Augusta, São Paulo [09.03.08]
      + OUTRAS APRESENTAÇÕES:
    • Studio SP (com Macaco Bong) @ São Paulo [23.02.07]
    • Clube Berlin @ São Paulo [15.08.06]
    • Projeto 2em1 (com Violeta de Outono) @ Coppola Music, São Paulo [11.06.06]
    • Peligro @ Milo Garage, São Paulo [30.03.06]
    • SESC Vila Mariana @ São Paulo [22.03.06]
    • Funhouse @ São Paulo [06.11.05]
    • Festival Rock de Inverno @ Curitiba (PR) [15.10.05]
    • Funhouse @ São Paulo [22.07.05]
    • Lançamento de Hotel Continental @ Hotel Cambridge, São Paulo [29.04.05]
    • Em 1993, Stela apresenta-se no festival recifense Summerstage, espécie de embrião do Abril Pro Rock. A viagem para Recife, que a princípio estava prevista para durar três semanas, acaba se estendo por seis anos. Nos primeiros meses na manguetown, realiza um já lendário show com Chico Science & Nação Zumbi, onde interpreta músicas do Fellini, banda da qual Science era fã confesso. Foi durante os ensaios para este show que Stela lhe mostrou a rara fita do Funziona, de onde Chico tirou a canção “Criança de Domingo”, incluída no clássico álbum Afrociberdelia.
    • Stela funda a banda Lara Hanouska em 1991. Durante os anos que manteve-se à frente da banda, realizou shows por diversos estados brasileiros e gravou uma série de demos – a mais representativa delas com produção de Lúcio Maia (Nação Zumbi). Em 1997, concorre ao MTV Music Awards na categoria Democlip e realiza um show memorável no Abril Pro Rock.
    • Paralelamente à Lara Hanouska, Stela se junta à banda Funziona Senza Vapore, formada por ex-integrantes do Fellini. O grupo gravou um álbum que permaneceu inédito por 10 anos, sendo considerado por muitos o “disco perdido” do Fellini. Em 2002, o registro foi lançado pelo selo Outros Discos.

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    // VÍDEO-CLIPES

    [Democlipe: “Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão”]

    [Videoclipe: "It's Over" (Daniel Johnston cover)]

    [Videoclipe: "Te Pego Na Estação"]

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    // O QUE DISSERAM

    MUSTANG BAR

    “A faixa que abre Mustang Bar, quarto álbum da cantora paulista, traz uma melodia circular e altamente hipnótica, recheada de pequenos ruídos e solos esquizofrênicos de guitarra (que surgem a todo momento). A cítara que fica rodeando a música inteira, assim como a voz macia de Stela, aumenta a sensação de inebriamento”.
    - Leonardo Dias Pereira, Rolling Stone

    “Quando é folk, a cantora consegue como poucas imprimir um tom melancólico, de outono. Quando é rock ou psicodélica, é como se repassasse alguns dos melhores momentos da música pop dos anos 60 aos 80″.
    - Bruno Saito, Folha de S.Paulo

    Mustang Bar traz Stela com um som mais pesado: um álbum ao vivo gravado em estúdio, fruto direto do internato sonoro que viveu com os músicos Clayton Martin (Cidadão Instigado) e Missionário José. Apesar das mudanças sensíveis, há uma sensação de continuidade na sua obra, seja por chansons de ninar para insones incuráveis ou por rocks sobre mulheres com arma na mão”
    - Schneider Carpeggiani, Jornal do Commercio

    “Tudo é muito bem feito. Guitarra à frente, há uma deliciosa atmosfera vintage de anos 60 conduzindo canções e rocks em inglês, francês e português. Cantando, Stela tem a delicadeza de ícones como Marianne Faithfull e Françoise Hardy quando jovens”.
    - Lauro Lisboa, O Estado de São Paulo

    “Desde os anos 90, a cantora e guitarrista lança discos que iluminam a cena alternativa nacional. Sua mais nova estocada traz pelo menos dois números fantásticos: ‘Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão’ e ‘Ligia Hello Kitty’, herdeiras da psicodelia sessentista e dotadas de letras bem humoradas sobre mulheres misteriosas. A produção é de Clayton Martin (…) Especialista em rock viajandão, ele é o escudeiro perfeito para traduzir as paisagens sonoras imaginadas por Stela”
    - José Flávio Jr, revista Bravo!

    “Ligada ao manguebit, mas sem ranços batuqueiros, Stela chega ao seu quarto trabalho – mais eclético e bem produzido de sua carreira. Lança mão de violões (na faixa-título), tangencia a eletrônica (’Supermarket Dreams’, ‘Scaramanga’) e passeia pela psicodelia (’1/2 Maria’). Tudo isso com letras bem originais, que fazem crônicas argutas da vida urbana”.
    - Marco Antonio Barbosa, Jornal do Brasil

    “Cantora e compositora, ela faz um som urbano e urgente. No repertório, mistura rocks, folks e a eletrônica numa série de crônicas de personagens que parecem vizinhos. ‘Laura Te Espera Com Uma Arma Na Mão’ é um achado (…) Combina com uma boa rodada de cerveja”.
    - Marie Claire

    “Mais outsider, ela faz um inventário de personagens da noite e apresenta 12 canções, crônicas urbanas e vivências mais interessantes que as canções de amor que representam a quase totalidade do cancioneiro brasileiro (…) O fabulário urbano recriado por ela tem solitários, diabéticos, insones, mulheres temperamentais e toda sorte de gente que faria negócio por mais um copo de cerveja”.
    - Maria Santos, A Tarde

    “Stela exibe uma liberdade de interpretação que não é comum. Enquanto as outras – e a quantidade dessas outras é espantosa – procuram enfeitar as escolhas ecléticas de repertório com bricabraques eletrônicos, efeitos bossa nova, voz carregada de trinados e letras insipientes, Stela ataca na direção contrária. Ela investe na crueza dos elementos, usando referências que vão do rock francês de Serge Gainsbourg a filmes antigos”.
    - Cadão Volpato, Valor Econômico

    “(Stela Campos) chega ao quarto álbum, Mustang Bar, soando mais roqueira e experimental do que nunca (…) A diversidade de influências é ampla, de Velvet Underground ao Tropicalismo dos Mutantes, passando pelo kraut rock alemão dos anos 70, chanson francesa e pós-punk mais experimental”.
    - Amauri Stamboroski Jr, G1

    “Delicioso, vintage, cabaré, blasé, ousado, boêmio e bem realizado. Desde a excelente (e sintomática) arte gráfica da capa e encarte, até as melhores incursões de Stela no terreno que domina bem: psicodelia garageira da melhor espécie.”
    - Maurício Angelo, revista Movin Up

    “Stela campos passeia há tempos pelo circuito alternativo. Com Mustang Bar, chegou a seu melhor momento. O álbum tem canções marcantes, boas letras e o clima de madrugada de boteco característico da cantora, desta vez com tintas sessentistas”
    - Marcelo Ferla, revista Criativa

    “Mustang Bar é um ser híbrido, resultado do cruzamento de suas boas influências, como Beck, Air, Mutantes, Velvet Underground, Stereolab, entre outras, que podem ser identificadas em cada faixa do disco, enriquecido por seu elegante toque pessoal e seu talento para o pop vanguardista.”
    - Tadeu Alcaide, blog Miscelânea Pop

    “Ao contrário do que sugere a homenagem, o Mustang Bar, boteco recifense, provavelmente não é um local provido de tanto charme. Mas há outros mustangs. O Mustang, modelo esportivo da Ford, por exemplo, poderia bem representar o veículo através do qual se move uma mulher segura, elegantemente moderna e que alcançou a maturidade nas suas composições. A motorista é Stela Campos, que neste quarto álbum trilhou caminhos, pelo menos no Brasil, pouco adotados pela nova geração de cantoras. Pense na psicodelia garagista ou no kraut rock, por exemplo, esse estilo inventado nos anos 70 na Holanda e na Alemanha e mais tarde injetado no pop, do Spiritualized ao Wilco de Ghost is Born: e agora, no Brasil, até em Mustang Bar.”
    - Enrico Vacaro, Trama Virtual

    “Mustang Bar traz um olhar muito interessante, quase de crônica a la Lou Reed, para personagens da cidade, algo que fica entre o jornalismo e os quadrinhos.”
    - Guilherme Werneck, Discofonia

    “Ela mistura Diazepan 10mg com o pop francês. A guitarra enérgica de Clayton Martin – da banda Cidadão Instigado –, com letras surpreendentes sobre pessoas comuns. (…) As composições – em parceria com o marido e ótimo letrista Luciano Buarque –, trazem várias vertentes e inúmeras influências diretas, que contribuem positivamente para a impossibilidade de uma classificação definitiva do disco.”
    - Cristiano Castilho, Gazeta do Povo

    “Stela Campos traz em cada uma das doze canções do álbum sua essência garageira ligada às distorções, fuzz, além de suas já características “interferências robóticas” que funcionam como um catalisador para a transcendência que seu som sugere, de uma forma que o encontro de músicas tão distintas como a distorcida “Scaramanga” e a delicada “Apartamento” soe (estranhamente) natural.”
    - Gabriel Gurman, revista O Grito!

    HOTEL CONTINENTAL

    “Stela grava sem medo de misturar saxes com samples, violoncelos com scratches, violões com sons de videogame, escaletas com guitarras. (…) Ela simboliza toda a liberdade que há na música hoje. Liberdade para escrever, gravar do jeito que desejar e vender do jeito que puder. Mesmo que você jornalista nas horas vagas. É só ter algum talento musical, desenvolvê-lo, encontrar pessoas legais para tocar, arrumar um estúdio e descolar uma distribuição. O rádio não vai tocar, as grandes gravadoras não vão dar bola. Mas é aí que vão fomentar as grandes idéias.”
    - Ronaldo Evangelista, Folha de São Paulo

    “Stela Campos casa eletrônica, rock e MPB no novo disco, Hotel Continental. Entre loops, samples e uma prosaica escaleta, Edma M vai tocando a vida adiante, ‘como uma eterna coadjuvante’, diz a letra de Luciano Buarque, parceiro e marido. Na circular ‘Cassino’, sitiada por guitarras, ‘nossa vida é uma roleta supersônica/girando girando sem parar’. O clima do disco é enfumaçado, vide a fantasmagórica ‘Agosto’, oprimida pela corrosão urbana.”
    - Tárik de Souza, Jornal do Brasil

    “Longo poema à vida e sensações metropolitanas. São bits, pickups, cellos e violões misturando-se a motoboys e operadores da bolsa de valores. Stela mescla MPB, rock e eletrônica como poucos, indo da sujeira roqueira ao veludo jazzístico.”
    - Revista Bravo

    “O terceiro CD da cantora, música e jornalista está para São Paulo como a discografia de Lou Reed para Nova York. A referência diz respeito ao repertório de baladas desiludidas sobre o caos urbano e à inspiração melódica. O andamento arrastado reflete tanto Velvet Underground quanto um congestionamento recorde. As letras citam ruas, sinais, motoboy sagrando, ônibus lotado e fazem uso mortal da metáfora do volante como roleta russa. O trânsito é lembrado até em faixa instrumental – no título ‘Bandeira 2′. Com guitarras cortantes, texturas eletrônicas e cheio de roqueiros alternativos, o disco afeta o ouvinte como tempestade tropical no tráfego paulista.”
    - Marcel Plasse, Valor Econômico

    “[Hotel Continental] está também mais refinado. Hotel Continental é um passo adiante na trajetória iniciada em Céu de Brigadeiro (1999) e Fim de Semana (2000)… tem uma atmosfera paulistana, mas não feérica, pelo contrário, é mais para a desolação que habita o homem comum da grande cidade, daí os climas entre o etéreo, o viajante e o caótico angustiado. Transita entre o folk e o rock com pitadas de eletrônica.”
    - Marcelo Pereira, Jornal do Commercio

    “Hotel Continental nos informa que nossa heroína parece mais melancólica que nunca (…) A mesma atmosfera parece perseguir os personagens hospedados na espelunca de ficção construída por ela em parceria com o marido Luciano Buarque, este, uma grata revelação como letrista. Faixa após faixa, o tom cinza, introspectivo, afasta as batidas eletrônicas dos trabalhos anteriores para privilegiar melodias à Velvet Underground e servir de trilhas para as desventuras dos que tem ‘o crédito bloqueado’.”
    - Renato L, Diário de Pernambuco

    “O novo disco de Stela Campos [Hotel Continental] é urbano, climático, entre o caótico e o melancólico, feito a vida na cidade grande. Por evitar os padrões da indústria fonográfica, não vai tocar em rádio, mas merecia. Ela usa elementos do rock, folk e eletrônica, experimenta timbres e efeitos inusitados. Tudo isso para embalar versos bem sacados.”
    - Revista Criativa

    “A conceituada artista lança seu terceiro álbum solo, reforçando seu lado roqueiro sem deixar sua característica experimentação com bits e bytes. Destaque para as boas Bandeira 2 e Johnny Cash.”
    - Revista da MTV

    “Hotel Continental reafirma Stela Campos como uma artista inovadora e não filiada às escolas musicais estabelecidas do país. A sua estética conjuga elementos do rock, do folk, do pop e da eletrônica com muita propriedade. O uso da música eletrônica já é algo banal no pop brasileiro, mas a cantora recorre a programações, loops, efeitos e pick-ups de maneira atmosférica e particular, sempre a serviço da estrutura da canção. Os personagens que povoam as letras e a voz blasé – meio canto falado – de Stela Campos completam o bom quadro. Os habitantes do mundo urbano criado pela cantora (e o seu ótimo parceiro Luciano Buarque) são pessoas solitárias, tímidas, apressadas, desempregados, operadores da bolsa de valores, motoboys, publicitários, aposentados…”
    - Hagamenon Brito, Correio da Bahia

    “Três anos depois do tempestuoso Fim de Semana, Stela Campos continua independente e corrosiva, em Hotel Continental, ao lado do eterno parceiro Luciano Buarque. As crônicas amargas de um cotidiano passivo acham, agora, redenção em melodias cândidas, submetidas a um acabamento feliz. O produtor é o mesmo Maurício Bussab. Stela ainda entrelaça o violão rústico com detalhes tecnológicos e letras ferinas e angustiadas.”
    - Diário da Manhã

    “Stela está mais roqueira, como mostra a faixa bônus ‘The Girl From 33′, num clima Velvet Underground, em gravação tosca. Ao longo do disco, há um claro diálogo com o álbum anterior, que era mais calcado na eletrônica. Agora, ela uniu as duas vertentes com maestria (…) Alheia às pressões impostas por intenções mercadológicas, Stela Campos segue fazendo trilha sonora para a existência contemporânea. Falando dos atropelos dos dias de hoje, ela costura, em preciosos detalhes, histórias dos ‘eternos coadjuvantes’ que perambulam pelas cidades.”
    - Adriane Perin, Gazeta do Povo

    “On Hotel Continental Stela Campos continues to develop the concept of her last album, Fim de Semana, elegantly mixing melancholic folk-rock with electronica. The lyrics again revolve around everyday events and worries of middle class people. The nice opening track ‘Edma M Vai Tocando a Vida Adiante’ immediately sets the tone of the record, and the lovely ‘Cassino’ with its airy keyboard sound, is one of the highlights of the album.(…) Another highlight is the muffled, electronic ‘Agosto’. The production and electronic sound effects are excellent, which is a to be expected with contributions from some of Brazil’s most well-known producers and electronica artists (…) Hotel Continental is a bit more concise and easy to digest than Fim de Semana, without ever becoming more banal. In short, Hotel Continental is a perfect soundtrack for, let’s say, a typical moderately dreary autumn day.”
    - Philip Jandovský, All Music Guide

    FIM DE SEMANA

    “Nesta sala de visitas, cellos, trompetes, guitarras convivem com efeitos de estúdio em 16 composições inéditas que retratam o cotidiano dos seres da modernidade em permanente convivência com a solidão. Ouça [Fim de Semana] com atenção.”
    - Luiz Chaves, Revista ISTOÉ

    “[Sobre Fim de Semana] Stela inventa e reinventa no computador. Faz soar o compasso de espera das metrópoles em canções cotidianas, entre toques psicodélicos e baladas folk.”
    - Julio de Paula, BRAVO!

    “[Fim de Semana] É um trabalho falso tímido, a voz de Stela é um cobertor. Ela canta com suavidade coisas nem tão suaves assim. Com mixagem rara para os padrões brasileiros, ela te engana com sua ternura e mostra para o mercado que existe gente boa fazendo música boa e diferente.”
    - André Abujamra, Revista Trip

    “Fim de Semana é um dos melhores e mais instigantes discos desse ano.”
    - Revista ZERO

    “[Fim de Semana] É um álbum que, o tempo todo, trata de deixar tudo para trás e vislumbrar novas possibilidades. Às vezes, a nostalgia surge romanticamente doce, às vezes doces, mas sempre manda recado em forma de aeroportos, pontos-de-encontro ou avenidas… Curioso que, tão cheio de loops, barulhos, guitarras ruidosas e samplers, o disco consiga ter uma ótima tão pessoal e feminina.”
    - Ricardo Alexandre, Revista Frente

    “Esse Fim de Semana surge como um violento abalo, seguido de uma irremediável fissura no sólido e previsível cenário das marisas, adrianas, anas e fulanas que ora dão o tom do terreno das vozes femininas no Brasil. A música de Stela Campos instaura o novo, mira outros horizontes e corre riscos, sem perder o norte da beleza”
    - Daniel Barbosa, Jornal O Tempo

    “Trip hop urbano e sóbrio, o som de Stela ganha, graças ao formalismo do novo álbum [Fim de Semana], um ar pessimista e paulistano, sem detrimento ao talento da cantora”. Matéria: “Os 50 artistas mais importantes hoje e os brasileiros que você tem que conhecer”.
    - Revista Play, Alexandre Matias

    “Se quiser surpresa, a ótima Stela Campos na veia… A moderna música eletrônica do planeta, com tempero brasileiro, comanda o som de Stela. Disco sem rotina [Fim de Semana], com sonoridades incomuns e surpresinhas.”
    - Maurício Kubrusly, Revista Chiques & Famosos

    “Stela comporta-se com a naturalidade de quem domina a novilíngua. Voz cool (que evoca Nara Leão em algumas passagens) entre engrenagens mântricas, ela decupa o clima citadino.”
    - Tárik de Souza, Jornal do Brasil

    “Um som moderno, unido e uma voz privilegiada. O CD [Fim de Semana] é daqueles que pode ser ouvido em qualquer lugar, sem enjoar ou atormentar a cabeça de quem não é fanático por música eletrônica. O disco sai da mesmice.”
    - Jornal Agora

    “No segundo CD, a ex-vocalista do Lara Hanouska vem aprofundando sua paixão pela eletrônica sem perder de vista os flertes com a MPB e seu primeiro amor, o rock. A obra tem conceito. Conta os dias de tédio da semana, entre carros lentos, telefones, sirenes e la-la-lás perfeitos.”
    - Marcel Plasse, Valor Econômico

    “Uma década depois de Chico Science e Fred 04, os clones iniciais dos mangueboys cederam lugar a artistas de personalidade que, usando a música eletrônica como ferramenta, expandem as fronteiras da estética do movimento (…) Gravado na ponte Recife-São Paulo, [Fim de Semana] é impregnado de referências à capital pernambucana nas letras (…) Sonoramente, parte do downtempo eletrônico para criar arranjos eletroacústicos envolventes. Te Pego Na Estação, Pela Cidade e a bela e triste Isabela são destaques do biscoito fino que é o segundo álbum da artista.”
    - Hagamenon Brito, Correio da Bahia

    “Fim de Semana sofistica o encontro entre sintetizadores e instrumentos como guitarra, baixo, acordeon e tilintares estranhos e perturbadores (…) com quê de introspectivo, para esfarelar corações. Stela mais uma vez sing the blues.”
    - Schneider Carpeggiani, Jornal do Commercio

    “[Fim de Semana] É um discaço!… transporta você para dentro de um táxi num dia de chuva, onde estará refletindo sobre passado e futuro.”
    - Débora Nascimento, Diário de Pernambuco

    “A caótica confusão da grande metrópole é o mote do excelente Fim de Semana (…) Stela faz música brasileira moderna, a qual as rádios deveriam abrir mais espaço.”
    - Dorva Rezende, Diário Catarinense

    CÉU DE BRIGADEIRO

    “O primeiro álbum-solo de Stela Campos mostra que bpm (batidas por minutos) nem sempre é sinal de ruptura com a MPB. Com a colaboração do veterano da eletrônica paulistana, Loop B, a cantora e tecladista combina beats, dissonâncias de rock independente e melodias da MPB para ensaiar uma renovação do pop nacional.”
    - Marcel Plasse, O Estado de São Paulo

    “[Céu de Brigadeiro] é um disco urbano-cosmopolita-eletrônico. (…) Stela tem algo que falta a 99% das novas cantoras brasileiras: personalidade.”
    - Silvio Essinger, Jornal do Brasil

    “[Sobre Céu de Brigadeiro] Trata-se de experimentação eletrônica suave. A leitura do pop foge, aqui, das regras já gastas do mangue beat.”
    - Pedro Alexandre Sanches, Folha de São Paulo

    “[Sobre Céu de Brigadeiro] Stela sabe se expressar a partir de loops, samplers e arranjos imprevisíveis, criando uma linguagem pessoal (…) Ela acrescenta um dado de inquietação num pop brasileiro cada vez mais escravizado de chavões.”
    - Luis Antônio Giron, Gazeta Mercantil

    “Céu de Brigadeiro, embora seja o resultado de pesquisas musicais, é a síntese do minimalismo instrumental, feito com arranjos de sintetizadores, muito mais voltado para world music.”
    - Álvaro Brandão, Revista DJ World

    “Com a produção de Loop B, o álbum [Céu de Brigadeiro] é uma parceira com o músico Adriano Leão e marca a entrada de Stela para o time dos artistas que misturam estilos e tocam vários instrumentos. Experimentalismo, incursões eletrônica e letras bem sacadas garantem sua fuga do lugar-comum.”
    - Revista Showbizz

    “Dona de uma voz tão versátil quanto sua carreira, que teve início em bares paulistanos interpretando Billie Holiday, Stela Campos chega ao seu primeiro CD, o elogiado Céu de Brigadeiro, experimentando de eletrônica lo-fi e floreios acústicos-psicodélicos.”
    - Revista Trip

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    ARQUIVO DE NOTÍCIAS SOBRE Stela Campos

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