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APANHADOR SÓ (2010)
Laboratório de invenções, a banda porto-alegrense Apanhador Só chega para desvendar os segredos da transmutação. Assim como faz com a sucata que serve de percussão, o quarteto encontra maneiras incomuns para usar estilos e gêneros – reinventados a ponto de eventuais influências se tornarem irreconhecíveis.
Preste atenção em “Balão-de-vira-mundo“, que ao invés de seguir de volta ao sertão nordestino de seus antepassados, vai mais ao sul e vira tango. Ou no coro de “Vila do ½ Dia“, que mostra como o barroco Clube da Esquina pode combinar com o frescor da Praia do Cassino.
Conhecida do público, “Maria Augusta” retorna com novos arranjos, mais sofisticados. Uma das faixas do EP Embrulho Pra Levar, de 2006, é hit (talvez o maior, até agora) da Apanhador Só e conquista por sua construção: uma letra-refrão com quadrinha capaz de passar entre gerações (“Se por acaso tu disser que não me quer/Eu vou correndo arranjar outra mulher”).
“Maria Augusta“, aliás, não está sozinha ao propor a sensação de antiga trova popular ou de sabedoria ancestral. Isso é o mais surpreendente: a Apanhador Só coalhou o primeiro álbum com outras tantas reflexões valiosas. Alguns exemplos: “Um rei me disse que quem deixa ir tem pra sempre” (“Um Rei e o Zé“); “Não é o prédio que tá caindo/São as nuvens que tão passando” (“Prédio“); “O nosso amor, uma garrafa de vinho/Virando vinagre devagarinho” (“Peixeiro“).
Cuidado, porém, com o que eles dizem. Essa filosofia de verdade-nas-coisas-simples volta e meia é apenas disfarce para uma visão muito mais irônica e desafiadora do mundo. Veja o caso de “Pouco Importa” e do desfecho de “Um Rei e o Zé”. Ou do discurso sombrio que vem com a brisa litorânea de “Vila do ½ Dia” (“A coisa tá ficando preta/O céu já vai perdendo o azul”). “Peixeiro” alerta: “Fica encucada/Não sabe se eu falo sério ou palhaçada”.
E não é apenas isso que torna o disco da Apanhador Só surpreendente. É verdade que as canções são fruto de longo trabalho de forja e lustre, polidas até atingir aquele ponto de assimilação quase imediata. É também verdade que são executadas e cantadas com primor, e que a assinatura de Marcelo Fruet na produção musical indica capricho. Mas essas mesmas canções sempre carregam um elemento estranho, algo que parece não se encaixar, e que faz com que Apanhador Só mude a cada audição.
Para conseguir esse resultado, contam ainda as colaborações de fora, como o jovem poeta gaúcho Diego Grando, o compositor Ian Ramil, e Estevão Bertoni, vocalista do Bazar Pamplona. A banda também recorre a uma série de objetos normalmente não usados como percussão – entre eles, furadeira, máquina registradora, pato de borracha e a roda de bicicleta, símbolo da Apanhador Só –, que relevam ouvidos atentos aos sons do mundo. Carina Levitan não mais acompanha a banda nos palcos, mas é a principal responsável pelos cacarecos levados ao estúdio.
No fim, é difícil classificar Apanhador Só, que tanto recorre à memória coletiva, como apresenta saídas experimentais impensadas. Alguns podem argumentar que é música pop, mas é apenas meia resposta. O que esses meninos fazem é música popular com espírito aventureiro.
Apanhador Só é Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Felipe Zancanaro (guitarra), Fernão Agra (baixo) e Martin Estevez (bateria).
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“Planejei comigo mesmo: assim que tivesse acesso, ouviria o disco inteiro, numa tacada só, antes de abrir a boca. Não consegui. Não passava da primeira música. Malditos venta a fuça lambe-fogo! Botaram ‘Um Rei e o Zé’ atravancando o trânsito. Com aquele solo de metais, uma continuação do assobio falho do Tom Zé em ‘Brigitte Bardot’. Ouvi trocentas vezes antes de continuar em frente. Minha favorita, logo de cara. Só conhecia de shows e ficou linda no álbum. Apanhador Só não é mais aquela banda que eu conheci há uns quatro anos, com as melhores linhas de baixo do rock nacional. Agora eles têm também timbres maravilhosos de guitarra. E o Kumpinski matando a pau nos vocais. Destacaria o hino ‘Maria Augusta’, agora mais dançante, e ‘Jesus, o Padeiro e o Coveiro‘, frenética, em erupção. Já tô rouco de dizer: discaço.”
– Estêvão Bertoni
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“Um velho cego certa vez me disse para eu me fiar na solidão. Que ela instrui os sentidos. Que há mais filosofia numa sola de sapato que num livro, que um armário sabe mais histórias que um museu. Então me veio essa de construir um parque de diversões onde a única coisa a tocar fosse Apanhador Só. Quando o parque vai ficar pronto? Talvez no dia de não-sei-eu-quando, pois que a experiência demonstra: tudo que é cheio de nove-horas envolve muito balangandã e dor nas costas. Mas demore o que demorar, eu espero, só para poder colocar lá dentro todos os serezinhos dessa mitologia muito da singular que a Apanhador inventa, essa ciranda de padeiros e teoria da relatividade, café solúvel batido sem açúcar, reis conselheiros, garrafas quebradas e histórias de pescador, como um coral de caipiras num picadeiro lamentando um amor perdido, ao som das trombetas plásticas que vêm de brinde nos sorvetes de maria-mole. É assim que vai ser, e eu já enxergo a fila no portão. Propus sociedade ao velho, mas ele me mandou catar coquinhos. Prefere trabalhar na bilheteria. O primeiro disco da Apanhador Só é o parque de diversões da minha solidão.”
– Diego Grando

Apanhador Só
Álbum – Independente, 2010
Disponível para download no site www.apanhadorso.com

Apanhador Só
EP – Independente, 2008
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Embrulho Pra Levar
EP – Independente, 2006
“Peixeiro”
“Balão-de-Vira-Mundo”
“Um Rei e o Zé”
// VIDEO-CLIPE
[ Videoclipe: "Pouco Importa" ]
[ Videoclipe: "Maria Augusta" ]
// O QUE DISSERAM
“Com uma letra impregnada de ironia e trocadilhos divertidos, aliada a um instrumental suntuoso, repleto de mudanças de andamento, e que mescla com propriedade rock e MPB, a música ['Prédio'] dos gaúchos é pop sem deixar o refinamento de lado.”
- Leonardo Dias Pereira, Rolling Stone“Não é bravata o epíteto ‘música popular com espírito aventureiro’ com o qual a Apanhador Só se define em sua página do MySpace. (…) Essa cruza de referências se reflete plenamente no som do quarteto, capaz de mergulhar na soturna melancolia de O Porta-Retrato e em seguida emergir na euforia laiá-laiá de ar nordestino em Vila do 1/2 Dia. Prédio se constrói sobre uma alegria rítmica que beira o circense, enquanto Balão-de-Vira-Mundo eleva a aposta com seu toque tangueiro.”
- Luís Bíssigo, Zero Hora“Uma das melhores novidades do rock brasileiro em 2010 (…) Cerebral e pop, intrigante e acessível, delicada e barulhenta, a estreia da banda desafia o ouvinte a escolher sua música favorita.”
- Pedro Brandt, Correio Braziliense“O Apanhador Só presta reverência a um jovem imaginário folk e à música brasileira. Ainda que soe, em alguns momentos, muito próximo do Los Hermanos, a estreia do quarteto de Porto Alegre mostra apuro técnico e uma capacidade de surpreender, como em ‘Vila do 1/2 Dia’ (uma atualização de Clube da Esquina) e o tango roqueiro ‘Balão de Vira-Mundo’. (…) ‘Maria Augusta’, psicodélica e dançante, já é um hit indie.”
- Bruno Yutaka Saito, Folha de S. Paulo (Caderno Ilustrada)“Mais do que músicos, os integrantes do Apanhador Só são filósofos contemporâneos. (…) Só pelas letras o Apanhador Só já merece uma audição paciente e atenta do seu primeiro álbum, lançado esse mês. Mas além dos ótimos versos, eles ainda trazem um sonoridade linda.”
- Vinicius Batista, Jornal de Santa Catarina“O álbum recém-lançado, que leva o mesmo nome da banda, é certamente uma das melhores estreias musicais dos últimos anos. Artisticamente falando, esse disco é superior ao primeiro do Los Hermanos, por exemplo. Comparando com a trajetória da banda carioca, não seria exagero dizer que ‘Apanhador Só’ estaria no mesmo nível de ‘Bloco do Eu Sozinho’ ou ‘Ventura’, no que se refere às melodias, que são muito bem elaboradas. Assim como os Hermanos, os gaúchos não se restringem às influências batidas do indie-rock e vão além: o ritmo de forró arrastapé marca presença, ainda que tímida, em ‘Maria Augusta’; já em ‘Balão-de-vira-mundo’, a referência é ao tango argentino.”
- Rafael Rodrigues, portal da Revista Bravo!“Quem restringe a criatividade do quarteto gaúcho Apanhador Só à bem sacada utilização de percussões inusitadas, como a roda de bicicleta que virou o símbolo da banda, certamente nunca se aprofundou no trabalho musical deles. Trabalho este de verdadeiros artesões da melodia como demonstra o recém-lançado e tão aguardado disco de estreia (homônimo), em que rock, mpb, country music e tango surgem nas músicas e surpreendem o ouvinte, também bombardeado por inúmeras imagens mentais lançadas pelas letras sofisticadas.”
- Leonardo Dias Pereira, portal Urbanaque“Com letras muito bem escritas e que revelam a sutileza de traduzir algum cotidiano e sem perder linha com frases soltas, as faixas de ‘Apanhador Só’ sempre trazem algo mais do que aparentemente querem dizer. Do tipo, canções que dizem muito mais do que numa primeira audição o ouvinte pode captar. (…) Mostrando a que veio ao mundo, com talento e criatividade de sobra, o Apanhador Só apresenta em seu disco homônimo sons que saltam aos ouvidos e uma sonoridade que cativa logo de cara com a faixa de abertura ‘Um Rei e o Zé’, que mistura tão manjada linha de baixo da banda com um sublime arranjo de metal.”
- Maíra Hirose, Revista Dynamite“Treze faixas desse jeito, nessa ordem, com um pé pra lá do pop ou do rock, difícil definir o que é, não acontecem todo mês. ‘Um rei e o Zé’, a nova versão de ‘Maria Augusta’ ou ‘Vila do meio-dia’, diferentes e coerentes, têm letra e andamento elegantes, coisa de gente em paz e feliz com o que está fazendo. Por isso, prestar atenção no que dizem os versos de ‘E se não der?’ – e descobrir o nome do gigante Diego Grando nos créditos – é necessário em 4 das 4 estações do ano. Ou 2010 já está acabando, ou tenho medo da saudade que vou sentir de abril.”
- Rodrigo Macieira, Dominódromo (site da MTV)“Um peso certeiro é o que tem o disco do Apanhador Só. (…) O ‘O [sic] Rei e o Zé’ revela a delicadeza da voz de Kumpinski, que sobressai ao ruído de um projetor super-8. ‘Pouco Importa’ traz guitarras incisivas, mas o grande feito da singela música de pouco mais de dois minutos é brincar com o escapismo ao propor uma história na qual alguém quer mandar uma mensagem em uma garrafa – mesmo que esse alguém não saiba escrever e more em uma cidade sem mar.”
- Cristiano Castilho, Gazeta do Povo (Curitiba)“O disco de estreia da Apanhador Só é como ‘Um Rei e o Zé’, música de abertura do álbum homônimo. Um clima entre grandiosidade e simplicidade é muito bem executado nessa produção gaúcha, com referências de MPB e indie de ótimos timbres. (…) As 13 faixas constroem um conjunto dividido em momentos que ficam marcados no hit semi-alegre ‘Maria Augusta’, no rock/tango/ciranda ‘Balão-de-vira-mundo’ e na nostalgia psicodélica de ‘O porta-retrato’.”
- Mario Arruda, Revista Noize #33“Ruídos de grelha de churrasco e de um pato de borracha se misturam de forma harmoniosa no som da banda de Porto Alegre Apanhador Só. Seu primeiro CD, homônimo, passeia pelo folk e o indie. As letras vão da fofura de um amor a pitadas de ironia, causando certa confusão, o que faz tudo ficar mais divertido. (…) Um diferencial do disco é o encarte. São 15 fichas soltas de papel, que podem ser montadas conforme o gosto do ouvinte, com ilustrações e as letras escritas a várias mãos.”
- Samia Mazzucco, Folha de S. Paulo (Caderno Folhateen)“A banda expõe precisão e poesia em arranjos rodeados de uma harmonia cotidiana que beira o bucolismo e a psicodelia. (…) Um rock ’suave’, uns baixos precisos, uns solos delicados, um jeito bem específico de cantar. Uma banda de rock com olhar MPB, mas que, apesar das comparações [com Los Hermanos], conseguiu construir uma personalidade musical bastante particular, longe de ser confundido com o trabalho dos cariocas. (…) O primeiro álbum do Apanhador Só, que desde sempre está disponível para download gratuito, traz uma qualidade singular: o apuro técnico. Os quatro rapazes de Porto Alegre – Alexandre Kumpinski, Felipe Zancanaro, Fernão Agra e Martin Estevez – construíram melodias sólidas, inteligentes e exploraram os universais baixo, guitarra e bateria de forma muito criativa e dinâmica.”
- Carolina Ruas, Jornal Seu Diário (Vitória)“Eles são fãs de Chico Buarque, Sérgio Sampaio, Jards Macalé, Jorge Ben, Itamar Assumpção e Walter Franco. Nas construções sonoras há quebra de ritmo, boas rimas, letras idem. Estas inspiradas em vivências e em livros e filmes. O álbum já vem até com hit radiofônico: Maria Augusta. Música rápida na execução, pop e com boa letra. No restante do disco seguem-se bons solos, presença de acordeão, tecladinho maroto, ritmos circenses, reggae e até elementos eletrônicos, tudo aliado a um vocal masculino delicado. Mas também há música potente, mais pesada, com riffs mais incisivos.”
- Hugo Morais, site O Inimigo“Escutar Apanhador Só, o disco, é abrir-se para experimentações estéticas e ideias musicais no mínimo valiosas. É lembrar-se também de um lugar confortável explorado outrora por Los Hermanos e Móveis, mas evoluído para direções não tão óbvias.”
- Salomão Terra, portal Opperaa“Qualquer comparação seria injusta com a singularidade que o Apanhador Só possui em sua música. Letras originais e intensas, cantadas por uma voz masculina mas delicada, são acompanhadas por linhas pesadas de baixo, riffs energéticos de guitarra e quebras de ritmo que beiram o folk e o indie mas primam pela mistura de gêneros.”
- Priscila Garcia, Portal da MTV“Ao ouvir as 13 músicas que compõe o primeiro álbum dos caras, intitulado simplesmente de ‘Apanhador Só’, essa sensação de que algo especial acontece se torna certeza. Saltam aos ouvidos uma sonoridade que cativa logo de cara com ‘Um Rei e O Zé’, misturando a tão falada linha de baixo da banda com um sublime arranjo de metal, trazendo à tona a comparação ‘hermanística’ de identificar esse modo de fazer música (a mistura do rock à mpb).”
- Salomão Terra, Revista Acesso Total“Para quem pensa que rock gaúcho é tudo igual, vai aí uma boa surpresa: um quinteto de universitários de Porto Alegre que não quer nem saber de terninhos mofados dos anos 60 e prefere usar, com inteligência, influências brasileiras.”
- Fabiana Batistela, Revista Bizz“As referências sonoras são muitas, e todas bem dosadas. Psicodelia, jazz, MPB, samba e o rock dos Beatles são os estilos mais notáveis na identidade sonora do Apanhador Só. As letras, sempre curtas, trazem um lirismo sem excessos.”
- Rodrigo Juste Duarte, Folha de Londrina“Uma das bandas mais interessantes lançando álbum novo este ano.”
- Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo“Idéias simples funcionam quando são bem executadas e quando chamam a atenção. Como no caso da embalagem simples e curiosa do Apanhador Só, com um singelo laço e arte em papel pardo grosso. É simples, mas inventivo. Da embalagem à música, que também é saborosa. A primeira faixa é bastante elaborada, com andamentos diferentes, um clima de nostalgia no ar. Passeia muito bem desde o quase samba desacelerado a um clima meio circense, simplesmente notável! Daí para frente são mais faixas estranhas, com direito a clima meio Beatles, andamentos de jazz, pop, e muito lirismo, o que denota uma ótima qualidade dessa banda.”
- Luciano Vitor, Revista Dynamite“A Apanhador Só é uma banda de Porto Alegre que normalmente não soa como uma banda de Porto Alegre. Os ouvidos acostumados com um rock mais visceral e performático num primeiro momento podem estranhar as frutices que a banda apresenta. Entretanto, é tudo muito bem armado, os arranjos são cuidadosos, as letras soam como uma poesia suave e direta, as melodias são ricas e bem cantadas. É um trabalho muito bem feito, como há algum tempo não vejo bandas novas fazendo. A formação seria simples, se além do baixo, das duas guitarras e da bateria, não se armasse num canto do palco uma espécie de banca de invenções. (…) A Apanhador faz um som delicado, mas não frugal, e parece não se preocupar em ser gracioso. Eles se permitem ser camaleões pra mudar quando querem, soar pesado quando querem, dissonar quando querem. A Apanhador Só é uma pedra pomes, com todas as suas harmoniosas discordâncias.”
- Gaibo Prestes, jornalista“Pra começar, tem uma integrante que toca bicicleta. Sim, a que a gente usa pra ir até a esquina ou fazer exercício. Além disso, entre quase 1400 bandas do Brasil inteiro, eles foram os escolhidos – junto com outras quatro – para abrir um show da Maria Rita. Isso já seria suficiente para conseguir um espaço na cena musical. Mas ainda tem mais: a banda tem arranjos originais e não faz performances forçadas. Sem dúvida, a Apanhador Só é realmente diferente do que os gaúchos (e os brasileiros, por que não?) estão acostumados a ouvir.”
- Lara Mizoguchi, portal FatOnline“Ouvir o EP de estréia da banda Apanhador Só é como encontrar um oásis em meio ao caos. Embrulho Pra Levar é, além de excelente, sereno, poético e, acima de tudo, bem pensado.”
- Jeff Santanielo, blog Popular & Erudito