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fevGarotas Suecas
SESC Santos / SP / 21:30h
Entrada: R$ 8 (inteira); R$ 4 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: 18 anos. (13) 3278-9800. www.sescsp.org.br.
ENDEREÇO
R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
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Festival traz destaques do Fora do Eixo a São Paulo
Espalhados pelos quatro cantos do país, uma rede de produtores, artistas e divulgadores possibilita a circulação de shows e discos de bandas independentes durante todo o ano, da Amazônia aos pampas gaúchos. A troca de informações e serviços entre os membros dessa teia fez com que o Circuito Fora do Eixo se tornasse referência na nova produção musical brasileira ao amparar-se em conceitos de empreendedorismo e economia solidária.
Os tentáculos do Fora do Eixo – criado no final de 2005 e que hoje inclui 59 festivais, 46 veículos de comunicação independentes, além de moedas complementares como Cubo Card e Goma Card – agora se estendem a capital paulista na forma de festival que pretende mostrar a força de expressões artísticas produzidas longe das metrópoles – e que têm ganhado projeção e reconhecimento nacional. O Festival é uma ação da Agência Fora do Eixo que, com um escritório em São Paulo, irá auxiliar as bandas na gestão de suas carreiras.
Durante cinco dias, o público paulistano poderá conferir apresentações de nomes celebrados como Macaco Bong (Mato Grosso), Burro Morto (Paraíba) e Porcas Borboletas (Minas Gerais), ao lado de novas promessas – entre elas, Nevilton (Paraná), Mini Box Lunar (Amapá), Caldo de Piaba (Acre), Calistoga (Rio Grande do Norte) e Facas Voadoras (Mato Grosso do Sul). Reforçam a escalação do Festival Fora do Eixo convidados ilustres, como Jards Macalé, Cabruêra (Paraíba) e Canastra (Rio de Janeiro).
As apresentações acontecem de 6 a 11 de abril, nas principais casas de show da cidade. Também integram a programação workshops, espetáculos de teatro e intervenções artísticas realizadas nas ruas e em locais que vão sediar o Festival.
Mãos à obra
Com mais de 120 shows realizados pelo Brasil só no ano passado, o trio instrumental Macaco Bong é a banda símbolo da movimentação Fora do Eixo. Desde o lançamento de seu álbum de estreia, Artista Igual Pedreiro, um dos mais celebrados de 2008, os cuiabanos passaram por concorridos palcos das capitais e desbravaram estradas pelo interior do Brasil, de pequenos bares aos mais prestigiados festivais do país (e não só – foram também à Argentina e ao Canadá), sem medir esforços para levar seu potente show à variadas plateias.
Graças ao ímpeto de aproximar-se do público, as bandas do Circuito têm despertado novos fãs e a atenção da imprensa cultural. Jovens, articulados e talentosos, encaram rotas improváveis país afora. O caminho que levou a promissora banda Nevilton, de Umuarama (PR), à edição deste ano do festival Abril Pro Rock, em Recife, por exemplo, inclui incontáveis apresentações por remotas cidades paranaenses, como Alto Piquiri e Toledo – muitas vezes, à bordo de um velho Fiat Uno.
É também pela internet que esses grupos se fazem ouvir, seja por meio de mídias sociais (notadamente, Facebook e Twitter) e parcerias com blogs, ou do bom e velho boca a boca. Articulados em rede, fazem da arte força motriz para fomentar cenas locais. Artista Igual Pedreiro, título do álbum da Macaco Bong, é como um manifesto dessa geração que, além de compor e tocar com esmero, se envolve na produção e promoção de shows e eventos em suas cidades – como é o caso da trupe do Mini Box Lunar, que realiza, desde 2008, o Festival Quebra-Mar, em Macapá, e mantém o selo Poliphonic Records.
Na Casa de Cultura Digital (Rua Vitorino Carmilo, 459 – Barra Funda), em três dias consecutivos (entre 9 e 11 de abril), sempre das 14h às 17h, o público tem acesso (com entrada franca) às mostras de artes visuais organizadas por artistas e produtores culturais da Sala Dobradiça (saladobradica.blogspot.com), de Santa Maria (RS). São duas instalações: “Sala D”, plataforma de exposição virtual de trabalhos artísticos, do Circuito Fora do Eixo, e aberta a cadastro de novos artistas interessados em mostrar seu talento; e “Ações dos Coletivos de Arte”, encontro de grupos artísticos ligados à cena independente, como o Pakerenháquenhá Musical, que apresenta espetáculo de música livre, com ênfase na música indígena, e o Coletivo Esquizotrans, cujo trabalho pauta-se na discussão da sexualidade.
Domingo (11), a partir das 21h, agentes culturais, bandas e produtores se reúnem na festa de encerramento do Festival, que acontece no Neu Club (Rua Dona Germaine Burchard, 421 – Água Branca). O público também pode participar – a entrada custa R$ 10.
Após a etapa paulistana, o Festival segue com alguns shows no interior do estado e, em maio, aporta no Rio de Janeiro. As datas, locais e atrações serão anunciadas no site www.festival.foradoeixo.org.br.
REALIZAÇÃO: Agência Fora do Eixo, Circuito Fora do Eixo
APOIO: MTV, Ministrério da Cultura, Abrafin (Associação Brasileira dos Festivais Independentes), Itaú Cultural, Toque no Brasil, Filmes para Bailar, OC (Oficinas Culturais do Estado de São Paulo), ASSAOC (Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo), Jr Malabares e Punk Sarava
Veja programação completa:
Terça, 6 de abril, às 20h
MINI BOX LUNAR + JARDS MACALÉ
Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, Bela Vista
Grátis
(11) 2168-1777
Apontados como um dos nomes mais frescos do pop brasileiro, os amapaenses da Mini Box Lunar conquistam pela psicodelia agridoce, inspirada em ícones da contracultura brasileira, como Mutantes, Secos & Molhados e outros “malucos geniais” de nosso cancioneiro. Em setembro, em sua primeira vinda a São Paulo, o sexteto dividiu palco com Jorge Mautner em elogiada apresentação no Fórum de Cultura Digital. Agora, convidam outro “marginal” da mpb para acompanhá-los em show que abre a programação do Festival Fora do Eixo. Ao lado de Jards Macalé, a banda amazônica mostrará canções de seu repertório e releituras para músicas como “Farrapo Humano” e “Let’s Play That”, compostas pelo carioca na década de setenta.
Quarta, 7 de abril, a partir das 23h
MACACO BONG + CALDO DE PIABA
Studio SP – Rua Augusta, 591
R$ 20 (porta) e R$ 15 (lista)
(11) 3129-7040
No Studio SP, a festa será dedicada à música instrumental. Presença frequente no line-up de festivais e em artigos empolgados da crítica especializada, a Macaco Bong mostra porque é considerada uma das melhores do gênero. O trio retorna a São Paulo com seu poderoso show que desconstrói arranjos e insere elementos de jazz, fusion, metal e pop em harmonias tradicionais da música brasileira – e devem apresentar, além das já conhecidas “Fuck You Lady” e “Vamodahmaisuma”, músicas novas. A vibrante mistura de lambada, guitarrada parense, funk, ska e rock, com pitadas de brega e improvisos de jazz, da revelação acreana Caldo de Piaba, completa a balada prometendo colocar todo mundo para dançar, com músicas de seu repertório e versões dançantes para velhas canções populares como “Moliendo Café”, eternizada na voz de Julio Iglesias, e subvertida no segundo EP da banda, Volume Dois.
Quinta, 8 de abril, às 21h
CARDÁPIO CÉNICO: “Vendem-se Cenas”
Projeto é realizado pelo Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera (formado pelos atores gaúchos Marco Antonio Barreto, Graciane Pires e Lara de Bittencourt) que exibe a versatilidade de seu trabalho pela apresentação de cenas pertencentes a estilos e linguagens diversas, extraídos de quatro espetáculos do seu cardápio de pesquisas: “O Urso”, de Anton Tchéckov, “Sempre Aquela Velha História…”, de Dario Fo, “Macabéa”, adaptado de Clarice Lispector, e “Casa Tomada”, de Júlio Cortázar. As encenações acontecem em frente ao Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, Bela Vista).
CORTEJO DITIRAMBOS – Misturando malabares, pernas de pau, pirofagia, literatura e ações que transitam entre o alegre e o sombrio, atores, performers e malabaristas seguem pela Avenida Paulista até a Rua Augusta (Tapas Club) anunciando o Festival.
Quinta, 8 de abril, a partir das 23h
BURRO MORTO + CABRUÊRA
Tapas Club – Rua Augusta, 1.246, Consolação
R$ 15 (porta) e R$ 10 (lista)
(11) 2574-1444
A terceira noite do Festival Fora do Eixo traz, da Paraíba, dois dos principais nomes da psicodelia nordestina. Da capital João Pessoa vem o Burro Morto, fundindo grooves felakutianos a texturas lisérgicas para construir melodias livres por caminhos pontuados por jazz, funk, rock e cores tropicalistas. O quinteto instrumental traz preciosidades de seu EP de estreia, Varadouro, e mostra músicas que estarão no próximo disco, a ser lançado neste ano. Tradição e vanguarda se confundem harmonicamente nos 10 anos de estrada da Cabruêra. O grupo de Campina Grande, que já correu o mundo divulgando seu caldeirão sonoro, mescla ingredientes semelhantes aos de seus conterrâneos (jazz, funk, rock, eletrônica) a ritmos tipicamente nordestinos (forró, ciranda, coco, repente) e apresenta ao público novas aventuras musicas registradas no recém-lançado CD Visagem.
Sexta, 9 de abril, a partir das 23h
NEVILTON
Livraria da Esquina “A” – Rua do Bosque, 1.254, Barra Funda
R$ 10
(11) 3392-3089
Com seu pop de aceitação imediata e presença de palco arrebatadora, o trio paranaense Nevilton atravessou o último ano colhendo elogios por suas apresentações pelo país – chegou a garantir segundo lugar na categoria Melhor Show Nacional em votação do site Scream & Yell (só ficou atrás do grupo Móveis Coloniais de Acaju). Ainda sem um álbum lançado, leva aos palcos singles como “Bolo Espacial” e “Balé da Vida Irônica”, além das canções do prestigiado EP de estreia, Pressuposto, lançado no início deste ano pela internet. De Olinda, o quarteto Circo Vivant abre a noite com os grooves do EP Bipolar.
23h – INTERVENÇÃO TEATRAL: “Cena Num Bar”
Antes das apresentações musicais, o grupo TRIO encena a peça “Cena Num Bar”, contando a história de Waldemar e Amélia que, ao contrário da maioria dos casais, está em crise por causa da fidelidade. Ele ama e se dedica à esposa, mas ela deseja que o marido se comporte como na época de solteiro, quando era conhecido como “Wal, o Animal”.
Sábado, 10 de abril, a partir das 19h
FACAS VOADORAS + CANASTRA
CB Bar – Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda
R$ 10
(11) 3666-8971
De uma cena ainda isolada do circuito nacional de festivais, apesar da proximidade com Cuiabá, o jovem power trio Facas Voadoras, de Campo Grande, merece atenção. Às influências do cancioneiro pop/rock americano da última década soma-se ímpeto desbravador temático, que confere qualidade autoral surpreendente em instrumentais e letras. Do Rio de Janeiro, o veterano grupo Canastra incentiva o resgate do swing-jazz estadunidense (Squirrel Nutz Zippers é a inspiração mais notória, como revelam canções como “Miss Simpatia” e “Birinight”) e chega com melodias irresistíveis, executadas em show de tirar o fôlego.
CORTEJO DITIRAMBOS – Resgatando nas raízes do teatro grego a peregrinação festiva, o grupo percorre as ruas da Barra Funda cantando e dançando em homenagem aos deuses das artes e conduzindo o público do CB até a Livraria da Esquina.
CALISTOGA
Livraria da Esquina “B” – Rua do Bosque, 1.236 – Barra Funda
R$ 10
(11) 3392-3089
Vem de Natal o hardcore experimental do quinteto Calistoga, que bebe na fonte de At The Drive-In, The Mars Volta e Fugazi, inclusive para compor suas letras – todas em inglês. Prestigiado em palcos de festivais da região norte-nordeste brasileira, o grupo lançou no ano passado o álbum, Still Normal, em que também revela influências de jazz e soul. A noite conta ainda com a mistura de foxtrot circence, samba e pop-rock do Sweet Flavour.
Domingo, 11 de abril, às 16h
PORCAS BORBOLETAS
Centro Cultural Rio Verde: Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena
R$ 10
(11) 3459-5321
Performances intensas, cinismo inteligente e arranjos virtuosos renderam ao Porcas Borboletas elogios de público e crítica – que incluiu a canção “Menos” entre as melhores de 2009 em eleição promovida pela revista Rolling Stone. Comparações com a turma de Arrigo e Paulo Barnabé (que participam do segundo disco da banda, A Passeio) e com os Titãs de início de carreira são frequentes e deixam clara a vocação vanguardista do grupo mineiro. Dissonâncias inquietantes, poesia instantânea, andamentos tensos, rock, mpb e pop deslavado num berreiro surrealista são o que o público irá encontrar neste show que encerra o Festival Fora do Eixo.
15h – ESPETÁCULO TEATRAL: “Marias de Deus”
Antes do show do Porcas Borboletas, a Colméia Cultural e o GUTE encenam o espetáculo “Marias de Deus”, que tratam do universo feminino sob a ótica de três personagens: Maria da Terra, Maria Mãe e Maria Apaixonada. Por meio da representação de vidas, sonhos, companheiros e inimigos distintos, a peça revela forças, fraquezas e desafios da mulher no novo milênio.
Oficina Cultural Oswald Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro
Grátis
(11) 3221-5558
Inscrições e mais informações:
www.palcoforadoeixo.blogspot.com
Sexta, 9 de abril
9h às 13h – Workshop: “Teatro em Espaços Alternativos” (Colméia Cultural e GUTE)
Comandada pelo ator Dado Marcondes, a oficina irá trabalhar a ocupação e transformação de espaços alternativos – como prédios abandonados, sala de estar de um simples apartamento, praças e viadutos – em novos palcos para encenações teatrais. A proposta é a de tornar a vivência de um espetáculo menos fria e mais confortável, através de maior troca entre artistas e público, compartilhando sensações novas. (20 vagas)
16h - Espetáculo Teatral “O Urso” – Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera
Escrita pelo russo Anton Tchékov no século XIX, “O Urso” fala sobre o encontro de um homem desiludido com as mulheres e desesperado em busca de dinheiro para pagar uma hipoteca com uma bela mulher fechada em seu luto. Satirizando o cotidiano de pessoas comuns, de forma simples e direta, o texto de Tchékov continua atual na montagem do Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera.
17h30 – Intervenção “Estado de Guerra” – Núcleo UHUU
O estado de guerra é estar sempre alerta. A qualquer momento podemos levar um tiro na cara ou fazer o ataque mortal. No caos não há moralidade, não há culpa e nem um sistema de justiça. Agora, respire lenta e profundamente, entre no seu único e verdadeiro estado de guerra. Essa é a proposta da performance “O Estado de Guerra”.
Sábado, 10 de abril
9h às 13h – Workshop de “Performance” (Enxame e Núcleo UHUU de Pesquisa em Performance)
Ministrado pelo Núcleo UHUU de pesquisas da UNESP (responsável pela realização do I Fórum Estadual da Performance, em 2007), o workshop pretende iniciar os participantes nos conceitos e práticas das artes performáticas, através de atividades envolvendo a dilatação do tempo, consciência corporal e percepção de si mesmo e do outro. (20 vagas)
16h – Espetáculo Teatral “Coquitail Espoleta” – Cia. Teatro de Bolso e Macondo Coletivo
Coquitail Espolet é um pocket-show estrelado pelos clowns Julieta (Cláudia Schulz) e Pandoira (Vanessa Giovanella) que, na tentativa de invadir o palco armado para a apresentação de uma banda, distraem o público com esquetes musicais explorando o universo de Amy Winehouse, Duffy, Beirut, Cat Power entre outros. É a primeira peça teatral concebido pela Cia. Teatro de Bolso, núcleo de pesquisas teatrais do Macondo Coletivo – em setembro de 2009 foi apresentado no Festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife.
Domingo, 11 de abril
9h às 13h – Workshop “Malabares: Teoria, Prática e Apresentação”. Arthur Faleiros (Enxame)
A intenção da oficina é apontar possíveis caminhos para uma exploração cênica dos malabares, através de conceitos chave como planos, níveis, nomenclatura, partitura que explicam como funcionam os movimentos e a exposição do malabarismo, promovendo interação entre o malabarismo, o teatro e a performance. Como complemento, a oficina minsitrada por Artur Faleiros, também inclui exercícios de alongamento, desconstrução corporal e conhecimento dos objetos. (Vagas: 20)