_DIÁRIO #7
Porto Alegre, 30 de setembro de 2009
Por Alexandre Kumpinski
Me foi informado pelo Núcleo Estatístico do site da Agência Alavanca que esse diário tem apresentado uma queda vertiginosa de leitores nas últimas semanas. Lamentei o fato e admiti que não sabia o que fazer diante de tão vergonhosa situação. Me indicaram, então, fazer uma fofoca pessoal ou lançar alguma notícia mais bombástica a respeito do disco ou de alguém envolvido na gravação. A idéia é tentar ganhar os nossos leitores e patrocinadores de volta. Pois bem: o Fruet é gay!
Tendo isso em mente, conversaremos sobre a importância de uma banda se equipar adequadamente na hora de gravar um disco. Modelos diferentes de guitarras, baixos, pratos, caixas, amplificadores, e pedais podem vir muito a calhar quando se está em meio ao furacão das gravações. Ter a possibilidade de variar timbres faz bastante bem pra sonoridade das músicas.
Naturalmente, uma banda independente não consegue juntar sozinha toda a variedade supimpa de equipamentos que é legal ter durante as gravações. Então esse é um dos momentos em que a gente agradece por poder contar com amigos de grande coração pra nos ajudar a compor esse playground sonoro que nos deixa tão felizes e satisfeitos. A receita então é pegar o telefone e passar o fio geral pedindo emprestado as paradas e prometendo cuidar muito bem de tudo se responsabilizando por qualquer coisa que puder vir a acontecer mas claro que nada de ruim vai acontecer porque há de se cuidar muito melhor do que é dos outros ainda mais cedido assim na parceria do que o que é de si mesmo e deus me livre e guarde de alguma coisa emprestada estragar na nossa mão tu não precisa se preocupar com uma coisa dessas inclusive se for possível vou te devolver melhor do que peguei com corda nova com botão desenferrujado limpo polido perfumado adestrado.
Daí, depois de conseguir tudo emprestado, tu precisa ir buscar tudo o que te foi emprestado. E depois de buscar tudo o que te foi emprestado, tem que levar tudo o que te foi emprestado pro estúdio. E depois de usar tudo o que te foi emprestado, tu tem que devolver tudo o que te foi emprestado. E assim sucessivamente, todas as vezes em que tu fizer a mão de pedir os equipamentos emprestados. Se parece trabalhoso, é porque é mesmo. Mas vale cada gota de suor e gasolina, acreditem.
E é gotejando de lágrimas que me despeço por hoje dizendo que nem sempre é preciso linkar as idéias do primeiro parágrafo com a conclusão de um texto. Hoje, por exemplo, o que foi dito no primeiro parágrafo não se relaciona com mais nada dentro desse texto caótico que o leitor está prestes a encerrar. E é por isso que forçaremos a barra, conectando o que se disse lá com o que ainda está por vir aqui. Não só pra fingir alguma coesão de estrutura textual, mas também pra evitar um futuro processo por calúnia e difamação que poderia rolar se continuássemos sustentando a idéia mentirosa de que nosso querido produtor é mesmo homossexual. Por que, afinal de contas, ele não é. Não mesmo. Mas tenho aqui comigo uma novidade quente (e dessa vez bastante verdadeira) que eu gostaria de dividir com todo o mundo: o Fernão voltou pra Apanhador!
Alexandre Kumpinski é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. Leia mais:
(diários #1, #2 e #3)
(diários #4 e #5)
(diário #6)
(diário #8 – final)
Diário das gravações: Apanhador Só
_DIÁRIO #7
Porto Alegre, 30 de setembro de 2009
Por Alexandre Kumpinski
Me foi informado pelo Núcleo Estatístico do site da Agência Alavanca que esse diário tem apresentado uma queda vertiginosa de leitores nas últimas semanas. Lamentei o fato e admiti que não sabia o que fazer diante de tão vergonhosa situação. Me indicaram, então, fazer uma fofoca pessoal ou lançar alguma notícia mais bombástica a respeito do disco ou de alguém envolvido na gravação. A idéia é tentar ganhar os nossos leitores e patrocinadores de volta. Pois bem: o Fruet é gay!
Tendo isso em mente, conversaremos sobre a importância de uma banda se equipar adequadamente na hora de gravar um disco. Modelos diferentes de guitarras, baixos, pratos, caixas, amplificadores, e pedais podem vir muito a calhar quando se está em meio ao furacão das gravações. Ter a possibilidade de variar timbres faz bastante bem pra sonoridade das músicas.
Naturalmente, uma banda independente não consegue juntar sozinha toda a variedade supimpa de equipamentos que é legal ter durante as gravações. Então esse é um dos momentos em que a gente agradece por poder contar com amigos de grande coração pra nos ajudar a compor esse playground sonoro que nos deixa tão felizes e satisfeitos. A receita então é pegar o telefone e passar o fio geral pedindo emprestado as paradas e prometendo cuidar muito bem de tudo se responsabilizando por qualquer coisa que puder vir a acontecer mas claro que nada de ruim vai acontecer porque há de se cuidar muito melhor do que é dos outros ainda mais cedido assim na parceria do que o que é de si mesmo e deus me livre e guarde de alguma coisa emprestada estragar na nossa mão tu não precisa se preocupar com uma coisa dessas inclusive se for possível vou te devolver melhor do que peguei com corda nova com botão desenferrujado limpo polido perfumado adestrado.
Daí, depois de conseguir tudo emprestado, tu precisa ir buscar tudo o que te foi emprestado. E depois de buscar tudo o que te foi emprestado, tem que levar tudo o que te foi emprestado pro estúdio. E depois de usar tudo o que te foi emprestado, tu tem que devolver tudo o que te foi emprestado. E assim sucessivamente, todas as vezes em que tu fizer a mão de pedir os equipamentos emprestados. Se parece trabalhoso, é porque é mesmo. Mas vale cada gota de suor e gasolina, acreditem.
E é gotejando de lágrimas que me despeço por hoje dizendo que nem sempre é preciso linkar as idéias do primeiro parágrafo com a conclusão de um texto. Hoje, por exemplo, o que foi dito no primeiro parágrafo não se relaciona com mais nada dentro desse texto caótico que o leitor está prestes a encerrar. E é por isso que forçaremos a barra, conectando o que se disse lá com o que ainda está por vir aqui. Não só pra fingir alguma coesão de estrutura textual, mas também pra evitar um futuro processo por calúnia e difamação que poderia rolar se continuássemos sustentando a idéia mentirosa de que nosso querido produtor é mesmo homossexual. Por que, afinal de contas, ele não é. Não mesmo. Mas tenho aqui comigo uma novidade quente (e dessa vez bastante verdadeira) que eu gostaria de dividir com todo o mundo: o Fernão voltou pra Apanhador!
Alexandre Kumpinski é vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Apanhador Só, de Porto Alegre. Leia mais:
Junho e Julho 2009
(diários #1, #2 e #3)
Agosto 2009
(diários #4 e #5)
Setembro 2009
(diário #6)
Abril 2010
(diário #8 – final)