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Baile Esplendor renova diversão do passado
Na primeira edição do Baile Esplendor, em maio deste ano, a proposta de olhar para a diversão do passado buscando inovar a do presente foi posta à prova – e aprovada. Com capacidade esgotada, a Livraria da Esquina recebeu público heterogêneo (misturaram-se harmonicamente idades e estilos) e inspirado na moda e na música dos anos 30 e 40. Festa à fantasia? Não. Uma festa à elegância, o ideal celebrado pelo evento.
No dia 29 de agosto (sábado), a partir das 23h, os ternos e os longos, as orquestras, as marchinhas e os sambas-rancho serão novamente convocados para servir ao garbo. O Baile Esplendor volta com a discotecagem de gala, os drinques de época e as apresentações musicais de artistas elogiados.
Formado por integrantes do sexteto curitibano Banda Gentileza, o grupo semi-acústico Conjunto Seleções promete versões memoráveis para canções de Assis Valente, Django Reinhardt, Billie Holliday e Andrew Bird. Como atração principal, os paulistanos do Numismata sobem ao palco e mostram as obras de seu novo e aguardado disco, Chorume, marcado pela renovação do samba e a psicodelia, a ser lançado em setembro.
Para completar, o baile trará de volta aos salões de São Paulo o primeiro disque-jóquei do Brasil, Seu Osvaldo. Hoje com 74 anos, começou a discotecar nos anos 50, quando assumiu a alcunha de Maestro Mecânico e rodava em suas vitrolas a chamada Orquestra Invisível – formada por Frank Sinatra, Glenn Miller, Benny Goodman e outros expoentes da música americana, é essa “orquestra” que ele escala para o Baile Esplendor.
Aos trajados com esmero, a gerência do Esplendor oferece gratuitamente dois drinques preparados especialmente para a ocasião, ambos populares nas primeiras décadas do século passado: Orange Blosson (a base de gin e suco de laranja) e Madison Avenue Cocktail (variação do famoso mojito cubano). Para facilitar a procura por roupas e acessórios, o Baile tem apoio de Barbarela Art e Brechó Vó Judith, que oferecem desconto em suas peças aos frequentadores da noite.
Tempos de crise
Às incertezas financeiras atuais conjugam-se reformulações muito amplas em diversos setores da atividade humana. A indústria do entretenimento, é claro, participa deste processo. Seus esforços contra a crise inspiram e alimentam o imaginário de quem olha para trás a fim de enxergar à frente. Como lembrança à queda econômica vertiginosa dos anos 30, gângsters e miladies reaparecem no cinema, em filmes como Inimigos Públicos, de Michael Mann, e Easy Virtue, de Stephan Elliott – este último sem previsão de estreia no Brasil.
Nas estantes, coleções de DVDs como a recém-lançada caixa que reúne comédias musicais realizadas pelo cineasta Ernst Lubitsch de 1929 a 1932 dividem espaço com reedições dos romances noir escritos por Raymond Chandler entre os anos 40 e 50, iniciativa da série L&PM Pocket. Num título que chegou às livrarias nacionais em abril de 2009, O Crime do Restaurante Chinês (Companhia das Letras), Boris Fausto investiga assassinatos na São Paulo dos anos 30.
A morte do embaixador do lindy hopp (estilo de dança que evoluiu do swing no fim dos anos 20 e virou febre nas pistas a partir de 1930), o dançarino Frankie Manning, em abril de 2009, aos 94 anos, resultou num festival de cinco dias em Nova York – com direito a 16 bandas, 2 mil dançarinos de várias partes do mundo, workshops e ensaios abertos no Central Park – tudo registrado, posteriormente, em DVD e livro.
Em julho, chegou a vez de prestar homenagem aos 50 anos de morte da primeira dama da canção, Billie Holliday, que dos anos 30 aos 50 gravou algumas das mais preciosas relíquias da história do jazz.
Tudo isto porque o baile segue, e cada vez melhor.
Baile Esplendor: Quando Os Ponteiros Se Encontram À Meia-Noite
Shows: Conjunto Seleções e Numismata
Discotecagem: Seu Osvaldo (primeiro DJ do Brasil), Pamela Leme (Alavanca) e Stephanie Fernandes
Sábado, 29 de agosto, a partir das 23h
Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1.254 – Barra Funda – São Paulo, SP
R$ 10 (lista: esplendor@alavanca.art.br) e R$ 15 (porta)
Estacionamento conveniado ao lado (R$ 10)
(11) 3392-3089 www.lastfm.com.br/event/1150283
Concepção e curadoria:
Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes
Baile Esplendor renova diversão do passado
No dia 29 de agosto (sábado), a partir das 23h, os ternos e os longos, as orquestras, as marchinhas e os sambas-rancho serão novamente convocados para servir ao garbo. O Baile Esplendor volta com a discotecagem de gala, os drinques de época e as apresentações musicais de artistas elogiados.
Formado por integrantes do sexteto curitibano Banda Gentileza, o grupo semi-acústico Conjunto Seleções promete versões memoráveis para canções de Assis Valente, Django Reinhardt, Billie Holliday e Andrew Bird. Como atração principal, os paulistanos do Numismata sobem ao palco e mostram as obras de seu novo e aguardado disco, Chorume, marcado pela renovação do samba e a psicodelia, a ser lançado em setembro.
Para completar, o baile trará de volta aos salões de São Paulo o primeiro disque-jóquei do Brasil, Seu Osvaldo. Hoje com 74 anos, começou a discotecar nos anos 50, quando assumiu a alcunha de Maestro Mecânico e rodava em suas vitrolas a chamada Orquestra Invisível – formada por Frank Sinatra, Glenn Miller, Benny Goodman e outros expoentes da música americana, é essa “orquestra” que ele escala para o Baile Esplendor.
Aos trajados com esmero, a gerência do Esplendor oferece gratuitamente dois drinques preparados especialmente para a ocasião, ambos populares nas primeiras décadas do século passado: Orange Blosson (a base de gin e suco de laranja) e Madison Avenue Cocktail (variação do famoso mojito cubano). Para facilitar a procura por roupas e acessórios, o Baile tem apoio de Barbarela Art e Brechó Vó Judith, que oferecem desconto em suas peças aos frequentadores da noite.
Tempos de crise
Às incertezas financeiras atuais conjugam-se reformulações muito amplas em diversos setores da atividade humana. A indústria do entretenimento, é claro, participa deste processo. Seus esforços contra a crise inspiram e alimentam o imaginário de quem olha para trás a fim de enxergar à frente. Como lembrança à queda econômica vertiginosa dos anos 30, gângsters e miladies reaparecem no cinema, em filmes como Inimigos Públicos, de Michael Mann, e Easy Virtue, de Stephan Elliott – este último sem previsão de estreia no Brasil.
Nas estantes, coleções de DVDs como a recém-lançada caixa que reúne comédias musicais realizadas pelo cineasta Ernst Lubitsch de 1929 a 1932 dividem espaço com reedições dos romances noir escritos por Raymond Chandler entre os anos 40 e 50, iniciativa da série L&PM Pocket. Num título que chegou às livrarias nacionais em abril de 2009, O Crime do Restaurante Chinês (Companhia das Letras), Boris Fausto investiga assassinatos na São Paulo dos anos 30.
A morte do embaixador do lindy hopp (estilo de dança que evoluiu do swing no fim dos anos 20 e virou febre nas pistas a partir de 1930), o dançarino Frankie Manning, em abril de 2009, aos 94 anos, resultou num festival de cinco dias em Nova York – com direito a 16 bandas, 2 mil dançarinos de várias partes do mundo, workshops e ensaios abertos no Central Park – tudo registrado, posteriormente, em DVD e livro.
Em julho, chegou a vez de prestar homenagem aos 50 anos de morte da primeira dama da canção, Billie Holliday, que dos anos 30 aos 50 gravou algumas das mais preciosas relíquias da história do jazz.
Tudo isto porque o baile segue, e cada vez melhor.
Baile Esplendor: Quando Os Ponteiros Se Encontram À Meia-Noite
Shows: Conjunto Seleções e Numismata
Discotecagem: Seu Osvaldo (primeiro DJ do Brasil), Pamela Leme (Alavanca) e Stephanie Fernandes
Sábado, 29 de agosto, a partir das 23h
Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1.254 – Barra Funda – São Paulo, SP
R$ 10 (lista: esplendor@alavanca.art.br) e R$ 15 (porta)
Estacionamento conveniado ao lado (R$ 10)
(11) 3392-3089
www.lastfm.com.br/event/1150283
Concepção e curadoria:
Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes
Produção e realização:
Agência Alavanca
Apoio:
Barbarela Art
Brechó Vó Judith
Arte: Henrique Reis; Fotos: Ariel Martini