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fevGarotas Suecas
SESC Santos / SP / 21:30h
Entrada: R$ 8 (inteira); R$ 4 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: 18 anos. (13) 3278-9800. www.sescsp.org.br.
ENDEREÇO
R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
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Entrevista: Marcelo Frota, o MoMo
Por esse prestígio, assumiu a curadoria de um festival no SESC Pompeia, em São Paulo, da qual ele mesmo faz parte.
Ao lado de Vanguart, Supercordas e Mr. Spaceman, MoMo forma um time de novos talentos da música nacional que têm dado nova roupagem ao folk. Ou, pelo menos, é o que esse evento pretende mostrar entre os dias 13 e 14 de fevereiro, com shows começando pontualmente às 21h.
“Tenho vontade de depois discutir e conversar com você sobre esses conceitos de música. Essa entrevista me revelou muitas coisas. Dentre elas, que eu não me considero um artista folk”, MoMo declara entre risadas. Tranquilizamos o rapaz dizendo que quase todos os músicos entrevistados para falar sobre o assunto também desviam do rótulo – e ele fica surpreso com a notícia.
Por mais curioso que pareça, os artistas do Festival Folk sentem-se desconfortáveis sob a égide folk e garantem: não estão (nem querem) recriar o gênero em terras brasileiras. Tem gente colocando os discos deles na prateleira errada, conforme você vai ler nas entrevistas que Alavanca realizou com Pedro Bonifrate, Hélio Flandlers e Regis Damasceno, e também nas declarações de Marcelo Frota, a seguir.
Agência Alavanca – Qual o seu critério para escolher as bandas do Festival Folk?
Marcelo Frota - Artistas que de alguma forma possuem influência da música folk em seus trabalhos e que vêm se destacando dentro do cenário musical brasileiro.
A ideia do projeto é apresentar bandas e artistas que têm dado nova cara à música folk. Como esse dito “novo folk” se diferencia do folk das décadas passadas? Ele é menos acaipirado?
A ideia do festival é mostrar essas bandas, atrair um público interessado e curioso para ouvir música. Não vejo ninguém dando uma nova cara à música folk, mas sim bebendo nessa fonte. Acredito que não tem como recriar o folk.
Bob Dylan, em certo momento, eletrificou o folk americano, o transformando em música “de dedo em riste”, um retrato ácido da sociedade da época. Podemos apontar, em qualquer período, um folk genuinamente brasileiro, com características próprias?
O folk genuinamente brasileiro é a nossa música caipira, as toadas de amor. É a música folclórica.
Se pudesse convidar bandas estrangeiras para participar do festival, quais convidaria e por quê?
Fleet Foxes, She and Him e José Gonzalez. São trabalhos que admiro e adoraria ver ao vivo.
Na primeira edição você escalou somente representantes masculinos. E as mulheres do folk? Temos expoentes femininas relevantes hoje em dia?
Chegamos a contactar a Malu Magalhães, mas não rolou. Ainda não tive a chance de conhecer as outras mulheres do folk. (risos)
O que pesa mais no seu folk, as influências nacionais ou estrangeiras? Se fôssemos colocar seus CDs para dividir uma prateleira com alguma banda ou artista, qual seria e por quê?
Não considero minha música essencialmente folk, pra te falar a verdade. Não sei o que pesa mais. Escutei muita música brasileira e estrangeira. Na verdade, a música é uma só, é universal. Certamente, o Clube da Esquina. Acho que temos infuência do som deles na nossa música. O som deles é brasileiro, é progressivo, é caipira, é “mineirin”. Só coisa boa!
Festival Folk no SESC Pompeia
Sexta-feira, 13 de fevereiro, às 21h: Supercordas e MoMo
Sábado, 14 de fevereiro, às 21h: Mr. Spaceman e Vanguart
Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo, SP
Ingressos (para cada dia): R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)
Telefone: (11) 3871-7700
Site: www.sescsp.org.br
Foto: Pedro Arruda