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Entrevista: Hélio Flanders, do Vanguart

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Em 2002, Hélio Flanders começou a mostrar suas canções ao mundo pela Internet. Ele não imaginava que, após formalizar esse trabalho com uma banda – o Vanguart, em 2005 – deixaria sua amada Cuiabá rumo a São Paulo, dois anos mais tarde, para trilhar uma das carreiras mais bem sucedidas do pop brasileiro deste começo de século.

Do disco de estréia, homônimo lançado em 2007, até agora, muita água rolou. Destaque em premiações de melhores do ano, aparições na televisão, um belo hit (“Semáforo”) cantado em coro nas concorridas apresentações da banda, garantiram ao Vanguart o posto de folkstars desta geração.

Único dos entrevistados que não se mostrou incomodado com o rótulo “folk”, Hélio comenta, brevemente, o contrato com uma major, fala sobre as mudanças e planos da banda, e conta que a entrada de referências mais brasileiras na sonoridade do Vanguart quase acabou com o grupo.

Agência Alavanca – Você se sente responsável, com o Vanguart, por essa “onda folk” que a galera abraçou de uns tempos pra cá? Até mesmo pela boa recepção a Mallu Magalhães, que é fã declarada da banda?
Hélio Flanders –
Acho que somos todos nós responsáveis.. nós que saímos por aí com um violão sem pretensão de que isso poderia ser ouvido.

O que você está achando disso, aliás? Acha que é mais uma moda passageira ou temos, de fato, uma cena calcada em folk florescendo no Brasil?
Espero que o folk no Brasil seja um caminho sem volta e que ele esteja muito além de uma gaita e um violão.

Comente um pouco do que mudou na vida do Vanguart depois de vocês terem se mudado pra São Paulo. Sair de Cuiabá foi uma boa idéia?
Hoje vivemos só da nossa música, então é uma mudança radical nas nossas rotinas e cabeças, temos encarado muitas responsabilidades por causa disso também, mas é maravilhoso viver esse momento e estamos trabalhando muito pra que ele dure enquanto fizer sentido essa loucura toda.

E o recente contrato assinado com a Universal, trouxe que tipo de mudanças para vocês? Como está sendo trabalhar com estrutura de uma gravadora?
Estamos nos dando muito bem com a Universal, eles nos respeitam e acreditam no nosso ponto de vista, nos dão um suporte que a gente não tinha anteriormente ou que tínhamos que fazer por conta própria.

A banda tem algumas músicas novas em português e vai até fazer uma versão para “O Mar”, do Caymmi. Você tem pesquisado mais música brasileira? Conte um pouco das suas recentes descobertas e de como isso está (se está) influenciando seu trabalho.
Esse lance de Caymmi e Jobim a gente descobriu tem um bom tempo e isso quase acabou com a banda. rararara. Minha cabeça nunca tinha sido aberta daquela maneira porque lá pelos quinze anos de idade a gente chapou em Chet Baker, aquela coisa toda, Ella Fitzgerald, Kind of Blue, mas era muito diferente do que foi dissecar Jobim aos vinte. Demorou pra digerir tudo, mas posso dizer que essa influência da música brasileira hoje no Vanguart é maior que de música estrangeira.

Você acompanha o trabalho das outras bandas que vão tocar no festival? Vê ligações estéticas entre o trabalho delas?
Achei a escalação maravilhosa. Supercordas eu conheço bem e acho uma das bandas mais bacanas da atualidade. MoMo e Mr. Spaceman ouvi pouco, mas achei muito bom.

Em março será lançado o DVD de vocês, né? E disco novo, sai quando? Já tem alguma novidade para adiantar?
O Dvd é lançado dia 25 de março na Multishow e o cd/dvd chega às lojas por aí também. “Chega às lojas”! Louco, né? Realmente é uma realidade muito distante do que imaginamos em Cuyaba anos atrás, porque de fato não imaginavamos nada. O disco novo sai em 2010, estou compondo bastante e em breve entramos em estúdio pra começar a arranjar tudo.

Festival Folk no SESC Pompeia
Sexta-feira, 13 de fevereiro, às 21h: Supercordas e MoMo
Sábado, 14 de fevereiro, às 21h: Mr. Spaceman e Vanguart
Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo, SP
Ingressos (para cada dia): R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)
Telefone: (11) 3871-7700
Site: www.sescsp.org.br

Foto: Divulgação

10/2/2009. Tags: , , , , . Link Permanente

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    SESC Santos / SP / 21:30h

    Entrada: R$ 8 (inteira); R$ 4 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: 18 anos. (13) 3278-9800. www.sescsp.org.br.

    ENDEREÇO
    R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida

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