Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Primeiro Festival da Canção Trovadélica ajuda a movimentar cena folk da cidade, diz Folha de S. Paulo

Share

Enquanto ainda preparamos a cobertura fotográfica da primeira edição do Festival da Canção Trovadélica, idealizado por Stan Molina e organizado por nós no último domingo (19), na Livraria da Esquina, fiquem com a matéria que a Folha de S. Paulo publicou nesta quarta-feira, para falar sobre o circuito folk da capital.

Folk movimenta cena alternativa de São Paulo
Gênero popular nos anos 60 inspira festas e serve de referência para músicos

Studio SP, Bar B e Livraria da Esquina abrigam shows de artistas brasileiros e estrangeiros que usam o folk como inspiração

BRUNO YUTAKA SAITO
DA REPORTAGEM LOCAL

Passam das nove da noite, e pequenos grupos conversam empolgados entre uma cerveja e outra enquanto o show não começa. O lugar é uma livraria, e em meio a um Manuel Bandeira aqui e um Dostoiévski ali -há mais livros nas estantes do que as quase 50 pessoas nas mesas-, os alto-falantes soltam suaves canções de Devendra Banhart e Badly Drawn Boy. Este é o 1º Festival da Canção Trovadélica.

O evento, que aconteceu no último domingo com quatro shows, é um bom exemplo de como o folk, que nos anos 60 teve em Bob Dylan seu mais conhecido expoente, vem movimentando uma pequena porém fiel fatia do circuito alternativo de São Paulo.

O gênero serve de inspiração para o projeto Folk-se, que já levou ao Studio SP (www.studiosp.org) importantes nomes da cena internacional, como Conor Oberst e Bill Callahan, e que em 27/11 apresenta o cultuado Bonnie “Prince” Billy.

Ele também aparece no nome da festa Folk This Town (folkthistown.wordpress.com), que acontece quinzenalmente aos domingos no Bar B.

E, por fim, ele ainda está entre as diversas influências de jovens artistas com audiência já cativa na cidade, como Lulina e Vanguart, além de Juliana R., da novíssima safra.

“O folk é uma espécie de guarda-chuva onde se pode colocar várias outras derivações embaixo”, diz o produtor cultural Marcos Boffa, 46, do Folk-se. “Não dá para lançar teorias explicando o porquê desse interesse tanto aqui quanto no exterior. Mas é como se as pessoas estivessem com uma certa ressaca de anos de música eletrônica e procurassem algo mais calmo.”

Amauri Stamboroski Jr., 24, da Folk This Town, relativiza: “Dizer que é um “boom” é exagero. Mas as pessoas vêm para realmente ouvir os shows. Não é uma balada tradicional, onde você não consegue nem conversar com os amigos”.

Tom pessoal
Foi assim no show de Juliana R., 21, no domingo. Enquanto apresentava, ao lado do guitarrista Rafael Capanema, canções confessionais como “Since I’ve Met You”, recém-lançadas em seu site (www.julianar.com), o público permanecia em reverente silêncio, entre aplausos efusivos e um descontrolado grito (“Você me iluminou”) de uma garota na platéia.

“O folk é apenas uma de minhas influências, não quero ficar presa apenas em um estilo. Adoro Bob Dylan, mas o folk já teve sua época”, diz a cantora, que pretende lançar um EP e fazer mais shows apenas no ano que vem.

“Tem poucas pessoas aqui, mas você tem que lembrar que foi assim também com o [poeta beatnik] Allen Ginsberg quando ele fez [em 1955] a primeira leitura pública do [poema] “Howl’”, diz brincando um dos organizadores do Trovadélica, Stan Molina, 27.

“Mas, há, sim, certa retomada do folk, no trabalho de estrangeiros como o Animal Collective [que toca em 8/11 no festival Planeta Terra, em SP] ou o freakfolk do Devendra Banhart. Houve uma certa falência da lírica na canção, com o “boom” de bandas experimentais de pós-rock ou math-rock. Aqui é diferente de uma discoteca, é quase um sarau, onde as pessoas prestam atenção no que é dito.”

22/10/2008. Tags: , , , , , , . Link Permanente

Arquivos

AGENDA

  • + info

    9
    fev

    Garotas Suecas

    SESC Santos / SP / 21:30h

    Entrada: R$ 8 (inteira); R$ 4 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: 18 anos. (13) 3278-9800. www.sescsp.org.br.

    ENDEREÇO
    R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida

Flickr

apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]apanhador só @ sesc carmo [30.01.2012]