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Primeiro Festival da Canção Trovadélica acontece domingo

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Cartaz por Carolina Scagliusi.

Diz o ditado que uma andorinha só não faz verão. Reunimos, então, quatro bardos costumeiramente solitários, acompanhados por fiéis escudeiros, na noite do próximo domingo, 19 de outubro, para mostrar suas composições no palco da Livraria da Esquina.

O Primeiro Festival da Canção Trovadélica pretende apresentar um panorama de jovens artistas que, trancados em seus quartos, costuram versos e sons livres, transformando-os em belas canções lo-fi, que são lançadas na internet e apresentadas ao vivo em pequenos shows-refúgios para novas expressões artísticas. Vôo de palavras e músicas juntas e livres.

Canção: letra e música. Juntos, mas dá pra separar. Ceis sabem.

Houve um tempo em que a canção faliu entre nossa gente, nós vimos, todos nós. Houve quem perdeu a fé, uns até apostaram em peças instrumentais com cordas elétricas arpejadas e percussão quebrando o tempo. Acalma depois explode. Fora com as líricas.

A língua inglesa já tentou entrar e resolver o problema. Tentou, falhou, o português foi chamado de volta. Estivemos dentro e nem foi preciso um arroubo nacionalista muito louco, até porque se fosse seria o caso do ‘anauê’, outra parada. O que a gente gosta nele é que ele é ríspido, intratável, tá lá, todo bruto, pouco explorado entre a nossa gente. O inglês já tá bastante amaciado pra esse tipo de uso. Mas tamos falando por falar, não é isso que caracteriza a coisa, alguns representantes até lançam mão da língua gringa. Segue.

Não ia mesmo levar muito tempo para que o imenso espectro de possibilidades das líricas, que tava lá, magrinho, triste, lembrasse do que ele já foi. Mas tem alguma coisa, alguma coisa…

Dito ali no começo. A canção tem que ter dois elementos, senão ela é só verso ou só som. Pois bem, o verso sozinho não deve nada pra ninguém, corre pelos campos, livre, pulando. O som também, até some e vira silêncio, pra quem acredita que silêncio exista. Mas, quando se colocam os dois juntos, um amarra o outro, arreia, limita, ish! Mas dá pra fazer algo, achamos que dá.

Solução Experimental #1, de outubro de 2008: Um Cancioneiro a.k.a. Canário a.k.a. Bardo se alia a um Co-Piloto. O contato entre eles é tenso, cheio de arestas, bonito. O Co-Piloto jamais deixará a canção ser presa, não enquanto ele viver. Espectros complexos colorirão, o atonalismo organizado ou completamente perturbado estragará a ordem, um acorde perfeito maior será lançado sobre um bravo cancioneiro que já não o esperava. O cancioneiro, quase liberto, maravilhado, há de contemplar aquilo e… e… ser imensamente grato a aquele homem louco, que agora caminha com ele por um terreno desconhecido, largo, desnivelado. Então humanos liricistas livres se tornarão, ambos.

Canção: letra e música. Não dá mais pra separar. Não enquanto durar a Solução Experimental #1, de outubro de 2008, chamada por nós de Trovadelia.

Quem abre o Festival é Juliana R., cantora e compositora que acaba de lançar seu EP de estréia no site SP Sônica. Ela canta sobre medos e amores perdidos, misturando português, inglês e espanhol, em referências country e folk, que conferem delicadeza e densidade ao trabalho que desenvolve desde os 15 anos e agora, aos 22, finalmente traz a público. Será acompanhada por Rafael Capanema (baixista da banda Bazar Pamplona), que assume o lugar de Tatá Aeroplano, anunciado no cartaz, mas que infelizmente não poderá comparecer ao evento.

A seguir, teremos Sandro Rodrigues, baterista do Supercordas, aqui em carreira solo, entoando odes à cheiros, paisagens, climas, musas e memórias, sob o codinome de Digital Ameríndio. O comparsa supercordiano Valentino será o responsável por ajudá-lo a conduzir sua “incomensurável piração psicodélica, degenerativa, transgênica e generalizada, do bizarro mundo mágico de Orleans e Braguilhas”.

O bardo idealizador do Festival, Stan Molina é a terceira atração da noite. Vocalista e compositor d’Os Telepatas, Stan abraça carreira solo, acompanhado por Pedro “Leão” Moreira, com canções, ainda não registradas, inspiradas pelos mestres Stephen Malkmus e Jards Macalé.

Encerrando a noite, Bonifrate (vocalista do Supercordas) sobe ao palco e traduz o espírito que norteou a criação do festival: música e letra, juntas e livres. Ao lado de outro supercorda, Filipe Giraknob, comandando os espectros complexos, ele tocará músicas como “Minha Casa Orgânica” e “Céu e Chão”, presentes no álbum Os Anões da Villa do Magma (Open Field/Peligro).

Primeiro Festival da Canção Trovadélica
Juliana R + Rafael Capanema; Digital Ameríndio + Valentino; Stan Molina + Pedro Moreira; Bonifrate + Giraknob
Domingo, 19 de outubro, às 20h
Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1254, Barra Funda – São Paulo/SP
R$ 7 (ou R$ 5 com flyer)
(11) 3392-3089

13/10/2008. Tags: , , , , , , . Link Permanente

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AGENDA

  • + info

    9
    fev

    Garotas Suecas

    SESC Santos / SP / 21:30h

    Entrada: R$ 8 (inteira); R$ 4 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: 18 anos. (13) 3278-9800. www.sescsp.org.br.

    ENDEREÇO
    R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida

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